sábado, 21 de abril de 2012

Visita de Estudo a Salamanca - Recordações



Dias 11 e 12 de Abril

 Ciudad Rodrigo
 Ciudad Rodrigo
 Ciudad Rodrigo
 Ciudad Rodrigo - Plaza Mayor
 Ciudad Rodrigo - Plaza Mayor
 La Alberca

Cume da Penha de Francia - El Cabaco - Salamanca
  Santuário Penha de Francia - El Cabaco - Salamanca
   Penha de Francia 
   Penha de Francia 
  Vista do cimo da Penha de Francia 
 Santuário Penha de Francia
 Explicação na entrada 
 Nossa Senhora Penha de Francia - gruta
  Nossa Senhora Penha de Francia - gruta
 Altar da Igreja de  Nossa Senhora Penha de Francia 
  Nossa Senhora Penha de Francia 
 Salamanca

Plaza Mayor Salamanca
 Interior de Capela - Salamanca
 Fachada da Universidade de Salamanca
 Caveira com Sapo, na fachada da Universidade
 Casa das Conchas
 Catedral Nova - Salamanca
 Interior Catedral Nova
  Interior Catedral Nova
  Interior Catedral Nova
 Cúpula da Catedral Velha - Salamanca
 Estátua de Viriato - Viseu
 Viseu
 Sé de Viseu
Sé de Viseu - Parte lateral
 Rotunda em Viseu
 Vista Posterior da Sé de Viseu
 Igreja da Misericórdia - Viseu
 Interior da Igreja da Misericórdia - Viseu
 Interior da Igreja da Misericórdia - Viseu
Sé Viseu
Parte Lateral - Sé de Viseu
Grupo de Participantes
Viseu
Shopping Palácio do Gelo
Pista de Gelo

sexta-feira, 20 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MOVIMENTO "ZERO DESPERDÍCIO"


Ajudar “é uma paixão que se transmite”
movimento “zero desperdício”, da associação Dariacordar, tem “como proposta para a comunidade aproveitar todos os bens alimentares confecionados que antes acabavam no lixo”, fazendo-os chegar aos mais necessitados, contou ao SAPO o cofundador da associação, Rui Torres.
A ideia nasceu com a petição do comandante António Costa Pereira, mas só agora foi concretizada.
“As estruturas já existem” garantiu Rui Torres, explicando que o papel do movimento será de intermediação entre as câmaras municipais, as instituições de solidariedade e os fornecedores de comida.
No site do movimento, desenvolvido pelo SAPO, os fornecedores de comida podem inscrever-se, assim como as instituições de solidariedade. Através do código postal, a associação garante que quem dá e quem recebe está na mesma zona. A grande mais valia é que quem precisa de ajuda pode saber, através desta plataforma, que instituições de solidariedade operam perto de si.
Atualmente, os números apontam que há mais de 360 mil pessoas em Portugal sem terem o que comer e estima-se que mais de 50 mil refeições são desperdiçadas de norte a sul do país, pode ler-se no comunicado de imprensa do movimento.
“Nós tivemos a preocupação de que a comida chegasse com tanta qualidade às pessoas como se fosse para as nossas casas”, contou Rui, explicando que o processo de transmissão dos alimentos entre fornecedores e beneficiários foi validado pela ASAE.
O movimento zero desperdício serve também “para despertar um pouco a sociedade”, disse Rui, acrescentando que todos os voluntários são bem-vindos e que estes irão trabalhar junto das instituições e dos organismos municipais ligados à iniciativa.
“Nos momentos de crise é que se vê a força e a bravura dos portugueses”, afirmou Rui Torres, crente de que as pessoas vão aderir a esta iniciativa, tal como os cerca de cinquenta músicos portugueses que dão a cara pelo movimento, entre eles Tim (dos Xutos e Pontapés) e João Gil, responsáveis pelo hino do "zero desperdício". Afinal, frisa, ajudar “é uma paixão que se transmite”.
 in Sapo.
Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

domingo, 8 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

Uma Santa Páscoa!

Uma Santa e Feliz Páscoa para todos!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Receita: Folar da Páscoa





Ingredientes

  • Farinha750 + 100 g
  • Fermento de padeiro25 g
  • Açúcar75 g
  • Leite1 dl
  • Manteiga ou margarina125 g
  • Ovos + 1 ovo para pincelar os bolos4
  • Limão (raspa)1
  • Salq.b.
  • Ovos (cozidos com casca)2
 

Preparação

Amorne o leite, junte 100 g de farinha e o fermento de padeiro. Deixe a levedar. Misture o açúcar com a restante farinha, a casca de limão ralada e uma pitada de sal. Se gostar, acrescente 1 colher de café de canela e/ou de erva doce moída.
Junte os ovos, a manteiga amolecida e a mistura de fermento, amasse tudo muito bem até a massa se descolar das mãos. Se necessário, acrescente um pouco de farinha. Tape a massa com um pano e deixe levedar em local aquecido durante 2 horas ou até dobrar de volume. Divida a massa em duas partes, forme 2 bolos achatados e coloque os ovos cozidos em cima. Pincele com gema de ovo e leve a cozer em forno bem quente até o folar se apresentar fofo e dourado.

Martin Luther King: assassinado há 40 anos




Recorda-se hoje nos Estados Unidos da América a morte de Martin Luther King, o primeiro candidato negro viável ao principal cargo da Casa Branca, famoso por liderar protestos pacíficos contra a segregação e discriminação.





Luther King morreu assassinado a 04 de Abril de 1968.

Martin Luther King recebeu o Prémio Nobel da Paz aos 39 anos de idade e, se fosse vivo hoje, teria comemorado 83 anos em Janeiro passado.






Ao morrer, Martin Luther King tornou-se um mártir na luta pelos direitos civis, e ficou famoso por liderar protestos pacíficos contra a segregação.


Ficou na memória o seu conhecido discurso «Eu tenho um sonho», em Washington em 1963, disse King para aproximadamente 250 mil pessoas no Memorial Lincoln, na capital americana.


Esta noite em Memphis, no Estado do Tennessee, vai ser realizada ainda uma vigília com velas, em memória de Luther King, no Museu Nacional de Direitos Civis, que se ergueu no Lorraine Motel, onde foi assassinado.


A 4 de Abril de 1968, Luther King foi atingido a tiro, quando saiu à varanda de um Hotel em Memphis, onde se encontrava para se associar a um protesto de um grupo de trabalhadores do lixo da cidade em greve.

(c) PNN Portuguese News Network

sábado, 31 de março de 2012

Para pintar...

Domingo de ramos

Os dias da passagem

Vinho e pão sem fermento, argamassa doce, ervas amargas, ovos pintados, jejum, alimentos benzidos: a comida como história num labirinto de ritos. Da tradição judaica às dos vários cultos cristãos, passando por heranças ditas pagãs, como a que celebra o início da Primavera e evoca a deusa Eostra, a celebração pascal é polissémica.


"Vamos celebrar a Páscoa e quem passe e tenha fome que entre e coma." A frase dá início à celebração judaica da fuga do Egipto, aquela cujo nome hebraico, Pessach (passagem), foi tomado de empréstimo pela celebração cristã da morte e ressurreição de um messias que os judeus não reconhecem. Em casa dos Ruah, Maria e Joshua, em Lisboa, a porta do 11.º andar fica simbolicamente aberta, mesmo se é pouco provável alguém passar: "Isto é essencialmente uma festa da família e dos amigos e aquilo que prestigia mais isto é o facto de se convidarem as pessoas que não têm onde celebrar". Outra explicação é a da possibilidade de o profeta Elias vir sentar-se à mesa (onde fica sempre um lugar vago) para anunciar a chegada do Messias.

Faz-se a "bênção do vinho" e lê-se o Hagadah, "história" em hebraico. A história é da fuga e do seu comandante, Moisés, da travessia do Mar Vermelho, do pão que na pressa não levedou. "Uma história de liberdade", resume Joshua, citando outra das frases rituais: "Este ano somos escravos na terra do Egipto para o ano estaremos livres na terra de Israel". Em casa dos Ruah é ele, "o patriarca" (69 anos, a mesma idade da mulher Maria) que lê a história, recostado numa cadeira de braços. Na mesa, durante a leitura, além de cálices de vinho, um prato grande coberto com um pano de veludo alberga os alimentos rituais: ossos de cordeiro, pão ázimo (sem fermento, a matzah), ervas amargas (no caso, aipo), um doce com vários ingredientes que simboliza a argamassa da construção das pirâmides, e um ovo, "representando a contiguidade". O patriarca retira-os e mostra-os, um a um, enquanto narra. "E o mais novo faz perguntas sobre a comida: por que é que nos outros dias comemos coisas boas e doces e hoje comemos ervas amargas, porque é que nos outros dias comemos um pão fermentado e hoje comemos pão sem fermento. E o mais velho responde."
Joshua Ruah, cinco filhos ("Queria ter tido mais", comenta com uma gargalhada) e "só cinco netos até agora", cirurgião geral e urologista, um dos nomes mais conhecidos da comunidade judaica portuguesa, explica que este ano a celebração se iniciou na segunda-feira à noite, 29 de Março, e durará oito dias, até à próxima terça 6 de Abril. Os oito dias que dura a Páscoa na "diáspora", já que na terra que crêem prometida os judeus só celebram sete. "É por causa da incerteza que antes havia nas datas". Antes do jantar-cerimónia, passou na sinagoga para um ritual de uma hora - findo o qual se convidam os presentes, mesmo desconhecidos, que estejam sós e "não tenham para onde ir celebrar".
Em casa, na qual se esperavam nos dois primeiros dias da quadra mais de duas dezenas de convivas, ficou Maria, a presidir à simbologia comestível. Uma trabalheira, que começa nas compras, efectuadas em Madrid, onde a comunidade judaica é muito maior e os preços mais suaves permitem compensar a ida e volta. Vinho e carne (em tempos houve em Lisboa um talho que fazia o abate de acordo com as exigências judaicas, mas já não há e só se vende carne kasher congelada) vêm assim de Espanha. O pão ázimo, várias caixas, é encomendado num supermercado lisboeta. Depois é preciso cozinhar.
No primeiro dia, o jantar é de acordo com a tradição asquenazi (judeus do norte, Polónia, Rússia, etc), da linha paterna de Maria; no segundo, sefardita, seguindo as receitas da casa de Joshua. "Na segunda feira tivemos almôndegas de peixe que se comem com uma raiz moída que chamamos rábano de cavalo, que se mistura com beterraba e vinagre e sal e açúcar. Esse picante, com o ligeiro adocicado das almôndegas, faz uma mistura muito agradável. Tivemos também canja de galinha com umas bolinhas feitas de farinha e frango estufado no forno com ervilhas, cenoura caramelizada e batatinha."
Na terça, uma sopa de legumes que fica um dia ao lume a apurar e que, maravilha-se Maria, "neste dia não se desfaz, os legumes ficam inteirinhos, ninguém consegue explicar porquê", servida com coentros frescos picados, "mais almôndegas de carne com ervilhas, túbaras [trufas brancas] e fundos de alcachofra". Quanto ao doce que representa a "argamassa", o haroset, cada casa tem a sua receita. A de Maria é em cru e leva tâmaras, maçã reineta, banana, vinho, especiarias, nozes, amêndoas, tudo moído e bem misturado. Quilos e quilos porque "é para comer em dois dias".

A próxima refeição ritual - a terceira - é no último dia da Páscoa, ao pôr do sol. "Põe-se uma mesa muito bonita, com um peixe inteiro com escamas e tripa (normalmente um sável, porque é um peixe que aparece nesta altura, uma primícia). O peixe, que antigamente se cozinhava, o que implicava comer às tantas da manhã pelo que nos deixámos disso, simboliza a chegada ao pé do mar; coloca-se também uma taça com farinha, favas cruas e ovos (que representam a vida), um copo com mel, outro com azeite, e ouro - é uma mesa cheia de imagens metafóricas que tentam dar a ilusão daquilo que Moisés prometeu, uma terra de fartura." Quando as pessoas chegam, a dona da casa dá-lhes uma folhinha de alface com mel e deseja um ano doce e bom a todos (o ano judaico, calculado pelo calendário lunar, começa nesta altura). Depois, "tiram-se as coisas da mesa, põem-se os pratos, os copos e janta-se." E pronto, acaba-se a Páscoa judaica - até ao ano seguinte.

Correspondendo à fuga do Egipto, o Pessach legou o seu nome e datação à Páscoa cristã porque a morte do messias cristão, Jesus, ocorreu no segundo dia da celebração judaica.
A última ceia, em que Jesus teria designado o pão não levedado e o vinho como sua carne e sangue, foi uma refeição ritual judaica. Por esse motivo, durante muito tempo as Páscoas coincidiram nos mesmo dias, calculados a partir do calendário lunar como ocorrendo no 14.º dia de Nissan (o primeiro mês desse calendário). Assim foi até que no ano 325 depois de Cristo um concílio convocado em Niceia (então grega, hoje uma cidade turca) alterou esse facto, ficando decidido que a celebração cristã ocorreria noutra data. Em carta, o imperador Constantino (o primeiro imperador romano a converter-se ao cristianismo e o responsável pela convocação do concílio), certifica que os cristão "não podem ter nada em comum com os judeus", cuja "companhia" designa como imprópria por "terem manchado as mãos com o mais horrível dos crimes". "É-nos verdadeiramente vergonhoso ouvirmo-los vangloriar-se de que, sem a sua orientação, não poderíamos guardar esta festa", conclui. Em concílios seguintes (Antioquia e Laodicea) os cristão foram proibidos de celebrar a Páscoa com os judeus, de observar o Shabbat (o dia de descanso semanal dos judeus, o sábado), de receber prendas de judeus e até de comer pão ázimo nos festejos judaicos - mesmo se a hóstia usada na comunhão católica é uma descendente directa do pão não levedado que Jesus teria partilhado na "última ceia".
A Páscoa ficou fixada em Niceia num domingo, "acertado" nesse concílio como o dia santo dos cristãos (em substituição do sábado), mas nem sempre "calha" no mesmo dia em todos os ritos cristãos: os católicos do rito oriental, por exemplo, fazem contas diferentes, assim como os cristãos ortodoxos (com os quais, aliás, têm grandes coincidências de tradição pascal); as testemunhas de Jeová, cuja mais importante data religiosa é a Comemoração da Morte de Cristo, usam o calendário lunar (o judaico, portanto) e celebraram-na na terça-feira dia 30.

Pedro Candeias, um dos episcopos (anciãos) da congregação (membros do sexo masculino escolhidos pelos anteriores anciãos e, segundo Candeias, "multifunções") explica: "O 14.º dia do mês de Nissan é a primeira lua nova na proximidade do equinócio da Primavera e nós seguimos exactamente a celebração que Jesus instituiu na reunião com os apóstolos, quando diz 'Fareis isto em memória de mim' e partilha o vinho e o pão não fermentado. As testemunhas de Jeová fazem como ele fez." Ao contrário dos judeus, dos cristãos ortodoxos e dos católicos (os primeiros só comem pão não levedado nesta época, os segundos abstêm-se de comer carne e, no caso dos ortodoxos, qualquer produto de origem animal, nos 40 dias anteriores ao dia fixado como sendo da ressurreição), as testemunhas de Jeová não fazem uma dieta especial nos dias anteriores à Páscoa: "Só lembramos o que Jesus fez por nós." O pão não fermentado e o vinho são passados entre os presentes numa cerimónia que ocorre depois do pôr do sol ("Sensivelmente 50 minutos depois das oito horas), mas ninguém come ou bebe: "Salvas com pão e um cálice de vinho puro passam de mão em mão apenas porque só os que fazem parte do grupo de 144 mil pessoas que vão governar a terra depois do Juízo Final podem partilhá-los. É uma indicação do Espírito Santo."

A passagem do pão e do vinho entre os fiéis, que também ocorre nas celebrações evangélicas da Páscoa, não é nessas congregações um exclusivo desta época, já que uma vez por mês, nestas igrejas, se passa o pão e o vinho em memória da última ceia. "Em termos de folclore, não somos muito folclóricos", certifica Fernando Soares Loja, um dos representantes da Comunidade Evangélica Portuguesa. "Na sexta à noite há uma celebração especial em que se celebra a última ceia. É um serviço religioso normal com cânticos e há a distribuição do pão e do vinho, igual à que se faz todos os meses." Não há qualquer refeição especial: "É um almoço perfeitamente normal o de domingo de Páscoa." Quanto ao jejum não é observado, explica, por fidelidade à interpretação evangélica das Escrituras: "Os fariseus perguntaram a Jesus por que é que os discípulos não jejuavam, e Ele respondeu, 'Enquanto o noivo está com os seus amigos, não é ocasião para tristezas'. Na nossa perspectiva, como Jesus ressuscita, não há razão para nos penitenciarmos e sofrermos. Ele já sofreu tudo por nós." As testemunhas de Jeová vão mais longe, pela voz de Pedro Candeias: "Não há nenhuma indicação das Escrituras para celebrar a ressurreição."

A ideia de uma vida que renasce, ou que se regenera, ligada (obviamente) à estação da abastança e fertilidade, a Primavera, e a proximidade da celebração pascal, até em termos de cálculo astronómico, com o equinócio primaveril, celebrado em várias culturas e religiões (se bem que nem sempre na mesma altura: os hindus por exemplo celebram a Primavera na festa Holi, que decorre em Fevereiro e consta do acender de uma grande fogueira e do lançar de pós coloridos sobre as pessoas, sendo comum seguir nessa altura uma alimentação exclusivamente vegetariana), justifica por exemplo que a palavra usada para denominar a Páscoa em inglês e alemão tenha a sua raiz na deusa Eostre, que em alemão antigo significa "deusa da aurora" e é uma figura ligada à fertilidade, à luz e ao renascer. A história de Eostre, ou Ostara, está associada a coelhos e ovos, que são o seu símbolo e que continuam a imperar na imagética da Páscoa ocidental, nomeadamente na sua versão de chocolate, que poderá ter a ver com o facto de o chocolate, ou cacau, aquando do seu surgimento na Europa, ter sido permitido, em bula papal, como um alimento adequado à época de jejum.

Parece haver também uma tradição chinesa e persa de relação da Primavera e da sua celebração com ovos e oferta dos mesmos. Entre os católicos do rito oriental e os cristãos ortodoxos, os ovos cozidos e decorados - quer com pinturas propriamente ditas (sobretudo na tradição romena) quer tingidos durante a cozedura através de vários métodos - são um elemento central na simbologia pascal. Durante os 40 dias anteriores ao sábado da celebração, os fiéis fazem uma dieta vegetariana, explicada pelo protopresbítero (ou arcipreste) Alexandre Bonito (dependente do patriarcado de Constantinopla) como "um tempo de reflexão e preparação espiritual, de partilha, de abdicar do supérfluo." Uma dieta em que ovos estão interditos. Mas "após a ressurreição há a tradição de comer ovos tingidos com tinta encarnada". Ovos que são abençoados na missa e comidos ali mesmo, segundo Bonito, que costuma oficiar em Caselas para uma plateia misturada de gregos, ucranianos, russos e portugueses.
A ucraniana Lyudmyla Buta, 54 anos, há sete em Portugal, habita em Odivelas mas é à igreja de Nossa Senhora da Oliveira ("emprestada pelo Patriarcado de Lisboa) na rua de São Julião, na Baixa de Lisboa, que costuma ir assistir ao culto, dirigido pelo padre Igor Nevinskyy, 32 anos, ucraniano como ela. A celebração inicia-se na sexta-feira (no caso, ontem) com uma missa à três da tarde. Hoje, sábado, a missa é nocturna e acaba de madrugada. No final, o sacerdote benze cestos de comida que os fiéis comem quando chegam a casa. O ritual, praticamente igual nos católicos do rito oriental, implica que nas cestas haja um pão especial da Páscoa, uma espécie de folar, carne (chouriço e lombo fumado), sal, manteiga, queijo (geralmente fresco) e os inevitáveis ovos. Lyudmyla, avessa a tintas, costuma usar casca de cebola para os colorir. Mas não os come na igreja. "Quando vamos para a missa não jantamos. No fim, voltamos para nossa casa, bebemos água abençoada, comemos a páscoa abençoada (o nome do bolo/pão confeccionado nesta altura, cuja receita Lyudmyla tem dificuldade e explicar, é "páscoa"), e o resto das coisas."

A missa em Portugal acaba às quatro da manhã, na Ucrânia dura a noite toda: "Lá é mesmo até às seis." A seguir à missa, os fiéis têm ainda de ajudar a arrumar a igreja, para que no dia seguinte, domingo de Páscoa, o padre católico possa rezar missa. "Assim como encontramos, deixamos", certifica Lyudmyla.
A quebra do jejum ocorre depois, antes da missa de domingo, às nove da manhã. Não são dias de dormir, os da festa mais importante para os cristãos ortodoxos . Desde 17 de Março sem comer produtos de origem animal, Lyudmyla assegura que não lhe custa, pelo contrário: "Como batatas, arroz, fruta, legumes. Aqui em Portugal é fácil, mais fácil que na minha terra, onde há menos fruta e legumes. São semanas em que pensamos na nossa vida e na dos nossos familiares e pedimos desculpa a todos. Pedimos perdão, prometemos viver em paz, não fazer mal a ninguém."

Uma purificação, um rito de passagem para renascer, melhor, mais justo, mais livre; uma comunhão com os outros e o mundo e a celebração da abundância e da luz. A vida: tão simples.


por FERNANDA CÂNCIO, in DN

sábado, 24 de março de 2012

Equinócio da Primavera

Desde as 05h14 de terça feira, 20 de Março, que nos encontramos na estação da Primavera (no hemisfério norte, claro!).
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Photobucket

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Não devemos esquecer que nestas simulações as dimensões da Terra e do Sol e a distância que os separa, não estão proporcionais. O Sol tem um diâmetro de 1 392 000 km, que é 100 vezes maior do que os cerca de 12 800 km de diâmetro da Terra. E entre a Terra e o Sol, vai uma distância onde caberiam mais de 100 estrelas iguais ao Sol.

Retirado do Blog Geografia: http://geoap.blogspot.pt/

Mudança da hora de verão e fusos horários




Clicar aqui para ver esta infografia do Expresso online em janela inteira

Para saber mais, consultar o sítio do Obsevatório Astronómico de Lisboa.

in Blog Geografia

quinta-feira, 22 de março de 2012

Coimbra: V Interescolas reúne mais de 1200 alunos de EMRC

No dia 19 de Março, decorreu, em Cantanhede, o V Encontro Inter-escolas de EMRC da Diocese de Coimbra, organizado pelo Secretariado Diocesano, com o apoio do município, paróquia, bombeiros e junta de Cantanhede.

Desta vez dedicado a alunos do 2º Ciclo, o encontro juntou 1200 alunos de várias escolas e colégios da Diocese, num ambiente de alegria e de convívio, ente elas a nossa...

Durante a manhã, alunos e professores tiveram oportunidade de passar por várias atividades, não só as relacionadas com a disciplina e com o Dia do Pai, mas também uma visita pela cidade, com uma forte componente cultural (visita ao Museu da Pedra, à Casa da Cultura, à Praça Marquês de Marialva e à Igreja Matriz).

Depois do almoço, no Parque verde de S. Mateus, os participantes tiveram a presença do Bispo da Diocese, que falou aos alunos da importância da disciplina de EMRC para a sua formação humana e cristã.

Por último, o encontro contou com a atuação, no palco, de um grupo musical formado por alunos da Escola Secundária de Cantanhede, muitos deles também inscritos na disciplina. Aliás, refira-se que o encontro, dirigido para alunos do 2º Ciclo, permitiu um intercâmbio entre alunos mais novos e mais velhos, pois os alunos do ensino secundário serviram de guias às várias escolas e colégios da Diocese nas várias actividades que decorreram ao longo do dia.

in Educris

domingo, 18 de março de 2012

Religiões do mundo

Religiões do mundo
Jogo - Para saber mais

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Fotos do Mundo

Objetivos Globais para o Desenv. Sustentável

Igrejas em três dimensões

Igrejas em três dimensões
Clica na Igreja do Castelo de Montemor-o-Velho

Saber mais: