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segunda-feira, 4 de maio de 2026

A gastronomia e as culturas religiosas


 A gastronomia e as culturas religiosas estão intrinsecamente ligadas, atuando a alimentação como uma forma de expressão de fé, identidade cultural e tradição, muitas vezes com regras alimentares específicas.

Principais pontos de intersecção entre gastronomia e religiões:

·        1-  Religiões Abraâmicas (Cristianismo, Judaísmo, Islamismo):

 

·         Catolicismo: A alimentação é usada para cumprir preceitos, como a abstinência de carne vermelha na Quaresma, optando-se por peixes. Os pães e cereais simbolizam o corpo de Cristo na Eucaristia. 

 

·         Judaísmo: Segue as leis dietéticas do kashrut, que definem alimentos "kosher" (permitidos), como a proibição da carne de porco e a separação entre carne e leite.

 

·         Islamismo: Observa o jejum durante o mês sagrado do Ramadão, consumindo alimentos "halal" (permitidos) e evitando a carne de porco e o álcool. 



         2-     Religiões Afro-brasileiras (Candomblé e Umbanda):

- A comida é central, sendo utilizada como oferenda aos Orixás para fortalecimento, agradecimento e pedidos.

- Alimentos como feijão, inhame, milho e ingredientes como o dendê são fundamentais, refletindo uma mistura de culturas africanas e a adaptação no Brasil.

 

·         3- Religiões Orientais (Hinduísmo e Budismo):

- Muitos praticantes são vegetarianos, focando no respeito a todas as formas de vida e na pureza alimentar.

 

·        4- Influência Monástica (Portugal):

- As ordens religiosas tiveram um papel crucial na definição da gastronomia, especialmente na região do Entre Douro e Minho, onde os mosteiros influenciaram receitas e a produção de vinhos. A Regra de S. Bento, por exemplo, moldou práticas alimentares e a rotina dos monges durante séculos.

Significado da Alimentação Religiosa:

- Identidade e Comunidade: A alimentação ajuda a reforçar o sentido de pertença a um grupo.

- Jejum e Abstinência: Períodos de jejum, como no Ramadão ou no Yom Kippur, são formas de disciplina espiritual.

- Oferenda e Rito: A comida é frequentemente vista como um mediador entre o divino e o humano.

A gastronomia religiosa também se tornou um atrativo cultural, com festas religiosas e o turismo gastronómico, valorizando produtos tradicionais. 

domingo, 12 de abril de 2026

A alimentação - Do Nómada ao Presente

De onde vem o pão? - vídeo


 Kika quer saber de onde vem o pão.

Kika descobre que o primeiro pão surgiu na idade da pedra e para fazer um pão é preciso misturar a farinha com vários ingredientes, inclusive o fermento, que serve para fazer o pão crescer.

sábado, 12 de abril de 2025

História do pão

O pão é um dos alimentos mais antigos que acompanha a história da Humanidade. Conta-se que o homem começou a cozer pão pelo menos 6000 anos antes de Cristo, mas foram os egípcios o primeiro povo a usar fornos de barro para cozer pão. Especialistas do cultivo de trigo, os egípcios faziam negócio, vendendo-o aos gregos, que entretanto se tornaram também peritos no fabrico de pão. Os romanos, por sua vez, aprenderam com os gregos e gostaram tanto do ofício que no ano 100 a.c., havia já 258 padeiros em Roma.

A descoberta do fermento é igualmente atribuída aos egípcios. Uma obra do acaso, responsável por deixar a massa leve e macia, como conhecemos e apreciamos nos dias de hoje. Um egípcio deixou um pouco de massa crua fora do fogo e quando regressou para retirar o pão que estava a cozer, verificou que esta tinha fermentado. O pão resulta da cozedura de uma massa preparada com farinha de cereais, principalmente trigo, com água e sal e à qual se podem juntar outros ingredientes, como ervas aromáticas, enchidos, sementes ou outras especiarias. Inicialmente o trigo era apenas mastigado, e só mais tarde passou a ser triturado com pedras e transformado em farinha.

Sinónimo de alimento para o corpo e alma, de vida e de trabalho, o pão faz parte da cultura de muitos povos, tendo um significado importante em muitas religiões. O pão branco, de “farinha flor”, só apareceu no período da Idade Média, inicialmente nos conventos, depois nas casas mais ricas e só muito mais tarde chegou a todos os lares. Até ao final do século XX, o pão era normalmente produzido em casa, em fornos de lenha e em quantidade suficiente para uma semana.

Com a chegada das máquinas utilizadas na panificação industrial, habituámo-nos a comprar pão nas padarias, sendo o pão um bem indispensável na nossa dieta. A preocupação por uma alimentação mais cuidada, de preparação caseira, e o gosto por saborear pães diferentes, levou ao aparecimento de novos produtos e soluções. As farinhas preparadas para pão e as máquinas de pão vieram revolucionar as refeições de muitas famílias, tornando-se cada vez mais fácil ter pão fresco em casa a qualquer hora, seja preparado à mão ou na máquina.

E graças às farinhas preparadas para pão da Nacional, são vários os tipos de pão que pode preparar em casa. À mão ou na máquina, basta adicionar água para obter um pão delicioso sempre que lhe apetecer.

 site: https://www.nacional.pt/sabedoria/historia-do-pao/



quinta-feira, 17 de outubro de 2024

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Dicas para uma alimentação saudável


No dia da alimentação, 16 de outubro, nunca é demais relembrar algumas dicas para uma alimentação saudável:

-Começar o dia com um pequeno-almoço completo, variado e equilibrado.
-Preferir os cereais integrais aos refinados, quer nas refeições intermédias quer nas principais. 
-Realizar várias refeições ao dia a horas regulares, não passando mais do que três horas e meia sem comer. 
-Iniciar as refeições principais com sopa de legumes e hortaliças. 
-Incluir quantidades abundantes de hortícolas crus ou cozinhados no prato. 
-Nas refeições principais, ingerir uma quantidade moderada de carne, privilegiando as brancas, peixe ou ovos. 
-Utilizar métodos de confecção saudáveis como os cozidos a vapor, grelhados, assados e estufados sem refogado. 
-Consumir 2 a 3 peças de fruta diariamente, inteira, em sumos ou saladas. 
-Limitar o uso de sal nas confeções utilizando, para temperar, especiarias ou ervas aromáticas.
-Eleger o azeite em detrimento de outras gorduras, quer para temperar quer para cozinhar. 
-Restringir a ingestão frequente de alimentos ricos em gordura e/ou açúcares, como fritos, salgados, refrigerantes, pastéis, entre outros. 

-Moderar a ingestão de bebidas alcoólicas – 2 copos de vinho por dia para os homens e 1 para as mulheres. 
-Ingerir água em abundância, pelo menos 1,5L de água por dia.
-Realizar as refeições num local calmo e tranquilo.
in site nestlé

Provérbios sobre alimentação:
https://docs.google.com/document/d/197fF_uzAJht4PY-_VykHv-aOXaDbOJkN7UkSn9NzjGs/edit?usp=sharing

Pratos típicos do mundo:
https://docs.google.com/presentation/d/1O5OKNiihLV-cez5SAjat4uXIcjKWXuNuCK4A_Bt0rfs/edit?usp=sharing

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

segunda-feira, 15 de julho de 2019

A Roda dos Alimentos para Portugal vai ser revista

A Roda dos Alimentos vai ser revista até final de 2020, segundo o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), que prevê também um sistema de rotulagem uniforme e mais fácil de entender.

O relatório de 2019 do PNPAS, a que a agência Lusa teve acesso e que será apresentado hoje no Porto, lembra que o guia alimentar (Roda dos Alimentos) para a população portuguesa já foi desenvolvido em 2003 e precisa de ser revisto, tendo os técnicos assumido tal tarefa no plano de ação para 2019/2020.
Os responsáveis pelo relatório recordam que a utilização de rotulagem nutricional simples e clara na parte da frente das embalagens dos produtos alimentares "deve ser considerada como uma importante medida a implementar no âmbito das estratégias para promover uma alimentação saudável", recordando que Portugal "não apresenta ainda um modelo harmonizado de rotulagem nutricional de caráter interpretativo".
A Organização Mundial da Saúde tem realçado - nos seus planos de ação na área da nutrição e na área da prevenção das doenças crónicas - a importância de melhorar os modelos de rotulagem nutricional refere o documento, que sublinha o trabalho que tem sido desenvolvido no âmbito do PNPAS, com a realização de alguns estudos que ajudem os técnicos na elaboração de um modelo uniforme para a rotulagem dos alimentos fácil de interpretar.
"Atualmente, sabe-se que 40% da população portuguesa não consegue compreender a informação nutricional presente nos rótulos dos alimentos", indicam os responsáveis, que reconhecem haver ainda "pouca evidência" sobre o modelo de rotulagem nutricional mais ajustado às características da população portuguesa.
O relatório de 2019 do PNPAS lembra as medidas tomadas no âmbito da alimentação saudável, designadamente a revisão do imposto sobre as bebidas açucaradas, o acordo com a indústria para reduzir o sal, açúcar e ácidos gordos trans em cereais, leites achocolatados, iogurtes, refrigerantes, pão, batatas fritas e refeições prontas a consumir, entre outros, a legislação sobre a publicidade alimentar dirigida às crianças e a revisão do cabaz de alimentos do programa de ajuda a populações mais carenciadas.
O documento faz ainda um diagnóstico da situação atual, recordando que os hábitos alimentares inadequados são um dos principais determinantes da perda de anos de vida saudável pelos portugueses e que o baixo consumo de cereais integrais, fruta e frutos oleaginosos são os principais fatores que contribuem para a perda de anos de vida saudável.
Os autores do relatório frisam que a obesidade é um dos mais sérios problemas de saúde pública, mas chamam a atenção para os dados mais recentes relativos ao excesso de peso e obesidade infantil, que sugerem uma tendência decrescente (de 37,9% em 2008 para 29,6% em 2019).
Lusa

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Perigos no prato - reportagem

Reportagem AQUI

Linha da Frente Episódio 17 - de 23 Mai 2019 - RTP Play - RTP

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Pratos típicos pelo mundo...

Cada país possui um prato característico que o representa – gastronomicamente falando – para o resto do mundo. Em uma viagem, além de conhecer pontos turísticos, fazer compras e passear pela cidade, a hora de comer também é fundamental para conhecer o lugar visitado.
Um prato típico de um lugar, é aquela comida que realmente nasceu no lugar, e seus ingredientes (na maioria das vezes) também são típicos da região. 
Acrescentamos o  link  ("volta ao mundo em 50 pratos") e ainda uma lista com vários pratos típicos espalhados pelo mundo: 
Ensopado de Carneiro, Irlanda
Os ingredientes do famoso ensopado irlandês são: carne de carneiro (claro!), cebola, batata, cenoura, aipo, salsa picada, caldo de carne e sal e pimenta a gosto. Por ser o prato típico da região, é claro que existem algumas variações de receita para receita, principalmente nos legumes escolhidos. Existe também um descendente desse ensopado, com ainda mais cara de Irlanda: o ensopado de Guiness. A receita é quase igual, mas a carne de carneiro é substituída pela bovina, que é marinada na Guiness, cerveja mais famosa da Irlanda.
Bulgogi, Coreia
A palavra Bulgogi significa carne de fogo, e é literalmente o que o prato é. A carne bovina é temperada com vinho, água, cebola , molho de soja, cebola, alho e óleo de gergelim (ou oléo de sésamo) depois do tempero a carne vai ao fogo, pode ser grelhada ou cozida, sempre juntos de vegetais. No final a carne é embrulhada em vegetais (alface ou espinafre). Alguns fast-foods coreanos adaptaram o prato para um hambúrguer de Bulgogi.
Quibe, Líbano/Síria
O prato também é bastante famoso em outros lugares do mundo, inclusive o Brasil. O verdadeiro lugar de origem é indefinido, mas é com certeza no Oriente Médio. No Líbano o quibe é o prato nacional, mas varia em tamanho, formatos e modo de preparo: alguns assados, cozidos e até crus. A receita original consiste em carne moída (ou proteína de soja) e trigo tabule.



Goulash, Hungria
Trata-se de um ensopado de carne (de preferência músculo) com vegetais, cebola, páprica, batatas, pimenta e etc. O prato é obrigatório na maioria dos restaurante húngaros e foi criado no século IX para diferenciar a Hungria do Império Astro-Húngaro.
Hambúrguer, Estados Unidos
Existem muitas especulações do verdadeiro país de origem do hambúrguer, mas a verdade é que independente de onde ele nasceu, hoje com certeza a casa do hambúrguer é os Estados Unidos. Dá para arriscar que o prato mais servido pelos restaurantes norte americanos é esse e em suas diversas formas e combinações.
Akee com bacalhau, Jamaica

Akee é uma fruta típica da Jamaica que, em imagens, lembra bastante o guaraná brasileiro mas o gosto não. O sabor do Akee lembra nozes, e o prato típico da Jamaica é a mistura dele com o nosso já conhecido bacalhau. Visualmente lembra uma paeja, mas o gosto deve ser bem diferente (e bom!).

Wiener Schnitzel, Áustria
O Wiener Schnitzel é um filé de vitela (podendo variar com outras carnes) empanado. O que chamamos no Brasil de “bife à milanesa”, o nome Wiener Schnitzel em alemão significa “escalope à moda de Viena”. São muitas origens, mas a verdade é que na Áustria esse é o prato típico, sempre servido acompanhado de salada de batatas.

Pot-au-feu, França
Na França o prato típico é servido especialmente no inverno e outono, o motivo é claro: o ensopado de carnes, vegetais e especiarias combina com o clima frio.  As carnes podem variar, de galinha, bovina e até de caranguejo.

Feijoada, Brasil
No Brasil existem milhares de pratos típicos, muitos deles com origens nordestinas e que usam ingredientes que só podem ser encontrados em nossas plantações. Mas o fato é que nada consegue ser mais brasileiro do que uma feijoada de quarta-feira ou sábado.
Rosbife e Yorkshire pudding, Inglaterra
O Yorkshire Pudding era servido antigamente antes do Rosbife para estufar os convidados, para que comessem menos carne. Hoje é tudo servido junto com fatias de limão e saladas de batata. O bolinho salgado de massa fofa leva o nome de Yorkshire Pudding leva o nome do mesmo condado em que foi criado.
In http://www.decolar.com/blog/destinos/pratos-tipicos-pelo-mundo



  • Culinária e comidas típicas do Japão
  • A história e o desenvolvimento da culinária de Cuba
  • Comidas e pratos típicos da região norte do Brasil
  • Os alimentos tradicionais da Espanha
  • Culinária da região nordeste do Brasil

  • Receitas da África
  • Muitos colonizadores passavam pela África devido as rotas marítimas que ligavam o Oriente e Ocidente. Sendo assim, a comida típica da África recebeu influência de diversas partes do mundo, além da própria cultura dos nativos. Sua culinária se tornou uma fonte de ingredientes para diversos países do mundo.

    Os escravos sul-africanos por exemplo, que retornavam da Inglaterra, ensinavam o que aprenderam, assim como os africanos que viviam no oriente no período medieval. Existem também pratos exóticos, como o grilo frito. O bobotie é um prato feito com cozido de carne moída, leite, castanhas, pão, cebola, damascos, passas, curry (tempero forte). Essa é a comida típica preferida de Nelson Mandela.
    Normalmente, a maioria dos trabalhos relacionados à alimentação na África, são obrigações das mulheres. Desde a "plantação" ou "shambas" (como são chamados os campos de plantio), passando pela capina, plantio e colheita, até as atividades que incluem cozinhar e servir alimentos. Mas em algumas regiões, a mulher fica encarregada dos pratos doces, enquanto o homem prepara a carne.

    Tradicionalmente, a cozinha na África fica do lado de fora da casa, ou em uma construção separada dos quartos e salas. Até hoje, a comida mais típica na África encontrada na casa do nativo, são carnes com vegetais, fortemente temperadas em uma larga panela preta. A panela normalmente fica em cima de três pedras dispostas em triângulo, e o fogo consome lentamente três pedaços de madeira para cozinhar os alimentos.

    Comida típica do africano:

    Legumes:
    Batata doce
    Quiabo
    Melancia
    Mandioca
    Amendoins
    Repolho
    Amendoins

    Carnes:

    Frango

    Carne de porco
    Bife
    Variedade de peixes locais

    Plantas:

    Alho

    Pimenta Melegueta - "West Africa" (substituto de cardamomo)
    Cravos-da-índia
    Pimenta Preta
    Cardamomo
    Noz-Moscada
    Curcuma
    Arroz Mix
    Caril em pó
    Outras comidas típicas:
    Limão
    Arroz


    Algumas imagens dos pratos típicos da África:


    prato típico
    Chicken Curry (Frango com Curry)


    prato africano
    Bunny Chow (Pão recheado com frango)

    prato tradicional

    Biltong (Carne seca)

    culinária da áfrica

    Babotie (Parecido com a lasanha)

    prato típico da áfrica
    Oxtail (Rabada)

    cozinha da áfrica
    Umnqgusho (Flocos de milho secos) 
  • in Blog Culinárias do Mundo

domingo, 16 de outubro de 2016

Dia da Alimentação
















A 16 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Alimentação! A VISÃO Júnior explica como deve ser uma dieta saudável e equilibrada para a tua idade!

Foi no dia 16 de outubro de 1945 que a Organização das Nações Unidas (aquela organização que reúne todos os países do mundo, para promover a cooperação entre os povos) fundou um grupo especial dedicado à Alimentação e à Agricultura.
Por esse motivo, é essa a data escolhida, desde 1979, para celebrar o Dia Mundial da Alimentação. O objetivo é alertar para a fome e desnutrição que ainda existem em muitas partes do mundo e, em especial, ajudar os países em desenvolvimento (aqueles que são mais pobres) a obter os recursos económicos e técnicos (ou seja, o dinheiro e as máquinas) necessários para conseguirem produzir a sua comida.
Estima-se que, até ao ano de 2050 a produção de alimentos tenha de aumentar 60% para conseguir acompanhar o crescimento da população mundial. E, no entanto, todos os dias deitamos fora imensa comida que poderia ser aproveitada. Sabias que um terço da comida produzida no mundo é desperdiçada?
Cabe às fábricas e empresas escoar os alimentos que não vendem, dando-os a quem precisa deles (e até já existem associações que ajudam a fazer este trabalho) e também a todos nós, em casa, a comprar e cozinhar apenas aquilo de que precisamos e a reaproveitar os restos para novas refeições - aquele frango assado que não acabaste ontem ao jantar, ficava delicioso desfiado num prato de massa com legumes hoje ao almoço, não achas?

APRENDER A COMER BEM!
E porque além de ajudar o mundo, também é importante ajudares-te a ti mesmo, tu próprio podes fazer opções saudáveis e sustentáveis no momento de decidir o que vais comer, todos os dias!
dieta mediterrânica (que é o regime alimentar tradicional dos países da zona do Mediterrâneo, como Portugal) é considerada uma das mais saudáveis do mundo. E até ajuda a combater o risco de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de cancro!
Por isso, é a base perfeita para te guiares na tua alimentação diária: muitos alimentos de origem vegetalmuito peixepouca carne vermelha (que é a carne de animais como a vaca ou o porco; é preferível comer carnes brancas, a carne de aves como o frango ou o perú), alguns laticínios (o leite e os alimentos que dele derivam, como o queijo ou os iogurtes) e a utilização do azeite como principal fonte de gordura.

De certeza que já conheces a roda dos alimentos, onde isto está tudo explicadinho, mas então e no dia a dia? Quando tens de preparar o teu lanche, sabes aplicar o que a roda indica?

PORÇÕES DE CADA ELEMENTO DA RODA DOS ALIMENTOS INDICADAS PARA A CADA  IDADE


Dos 6 aos 12 anos:
Hidratos de Carbono (cereais e derivados e tubérculos): 5 porções por dia
Hortícolas: 3 porções por dia
Fruta: 3 porções por dia
Laticínios: 3 porções por dia
Proteínas (carne,peixe e ovos): 2 porções por dia
Leguminosas: 1 porção por dia
Óleos e gorduras: 1 porção por dia
Dos 13 aos 16 anos:
Hidratos de Carbono (cereais e derivados e tubérculos) - 6 porções por dia
Hortícolas (legumes): 5 porções por dia
Fruta: 4 porções por dia
Laticínios (leite, iogurtes e queijo): 3 porções por dia
Proteínas (carne, peixe, e ovos): 2 porções por dia
Leguminosas (feijão, grão-de-bico): 1 porção por dia
Óleos e gorduras: 1 porção por dia

COMO SE MEDE UMA PORÇÃO?

Uma porção pode ser diferente, conforme o tipo de alimento de que estamos a falar.
Se forem os hidratos de carbono, pode ser o equivalente a uma fatia de pão, a uma batata inteira, cinco colheres de cereais ao pequeno almoço, quatro colheres de arroz ou massa e seis bolachas maria.
Se estivermos a falar de produtos hortícolas, geralmente equivale a uma chavéna cheia deles e, se for de fruta, a uma peça de fruta.
No que toca aos laticínios, uma porção pode ser uma caneca de leite, um iogurte ou duas fatias de queijo, e, quanto às proteínas, equivale a um ovo ou a cerca de 25 gramas de carne ou peixe.
Já nas leguminosas, equivale a cerca de três colheres cheias delas e, por fim, nas gorduras, basta uma colher de azeite ou uma colher pequenina (daquelas que usas para a sobremesa) de manteiga ou margarina.
Mas atenção: as necessidades nutricionais não variam só com a idade - o sexo e o nível de atividade física também são fatores determinantes (geralmente, os rapazes e quem pratica mais exercício precisam de ingerir uma maior carga calórica)!

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