terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O que eu desejo para 2015?


O que eu desejo para 2015? 

Eu desejo que todos os adultos sejam mais crianças. Que eles se "estressem" menos e se divirtam mais, sorriam mais.

Que façam guerras apenas de travesseiros. 

E que briguem só de mentirinha. 

Eu desejo que eles curtam mais os amigos que as redes sociais. 

Que enviem mais flores que mensagens de celular.

Que passem horas no trabalho somente se for para encontrar uma ideia que pode salvar o planeta. 

Em 2015, eu desejo que o amor seja única epidemia do mundo. E que ela se espalhe por todos os cantos, por cada continente, contagiando a todos os seres vivos.

Em 2015, eu desejo que tenhamos tsunamis de esperança, de carinhos e de boas ações. 

E que os furacões passem derrubando apenas o preconceito, o mau humor e o egoísmo. 

Em 2015, eu desejo que a cura para a maldade seja, enfim, descoberta. 

Que “morrer de fome” seja só uma expressão até o almoço ficar pronto. 

E que o ano passe bem mais devagar para que dê tempo de todos os meus desejos serem realizados. 

Em 2015, eu desejo um feliz mundo novo pra você!
Deivison Pedroza Produção: Ayron borsari  Atores Mirins: Todos Filhos e Sobrinhos de Deivison Pedroza  João Paes Figueiredo Cavalcante  Arthur Cavalcante  Ana Lucia Cavalcante  Lívia Cavalcante  Matheus Freitas  Luiz Felipe Cavalcante  Laiz Cavalcante  Publicado a 18/12/2014

Ótimo 2015

Feliz Ano Novo!!!
Felice Anno Nuovo!!! 
Pròspero Ano Nuevo!!! 
Happy New Year!!! 
Bonne Année!!! 
Gutes Neues Jahr!!!

"Feliz Ano Novo" para todos!


Português : Feliz Ano Novo
Alemão: Frohes neues Jahr

Dinamarquês: Godt Nytår

Espanhol: Feliz Año Nuevo

Esloveno: Srečno novo leto

Esperanto: Feliĉigan Novan Jaron

Francês: Bonne Année

Galego: Feliz Aninovo

Hebraico: Shaná Tová

Inglês: Happy New Year

Italiano: Buon Anno - Felice Anno Nuovo

Japonês:
 明けましておめでとうございます (akemashite omedetou gozaimasu)

Russo: Счастливого Нового Года {Schastlivovo Novovo Goda}

Búlgaro: Честита Нова Година /Chestita Nova Godina/

Lituano: Laimingų Naujųjų Metų (laimingu nauiuiu meetu)

Sueco: Gott nytt år

Catalão: Bon any nou!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Um Santo e Feliz Natal


Desejo a todos - familiares, amigos, colegas, alunos e respetivas famílias - um Santo e Feliz Natal! 

Que a nossa noite de Natal seja iluminada pelo amor, pela paz e pela esperança do nascimento do Deus Menino!



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

sábado, 13 de dezembro de 2014

Campanha de Natal: Presentes para a Vida

Agradecimento: Prof. Ana Fontes
Comunidade Educativa do Ag. Esc. MMV


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Papa diz que todos são responsáveis por combater a escravatura

Na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, tornada pública esta quarta-feira, o Papa elenca as diversas formas de escravatura que ainda existem nos tempos modernos.  



10-12-2014 10:56 por
 Filipe d’Avillez

A escravatura ainda existe e urge combater o fenómeno, considera o Papa Francisco. Essa responsabilidade não cabe apenas aos governos, igrejas e organizações internacionais, mas também a cada pessoa e pequena comunidade. 

“Perguntemo-nos, enquanto comunidade e indivíduo, como nos sentimos interpelados quando, na vida quotidiana, nos encontramos ou lidamos com pessoas que poderiam ser vítimas do tráfico de seres humanos ou, quando temos de comprar, se escolhemos produtos que poderiam razoavelmente resultar da exploração de outras pessoas.” 

“Há alguns de nós que, por indiferença, porque distraídos com as preocupações diárias, ou por razões económicas, fecham os olhos. Outros, pelo contrário, optam por fazer algo de positivo, comprometendo-se nas associações da sociedade civil ou praticando no dia-a-dia pequenos gestos como dirigir uma palavra, trocar um cumprimento, dizer ‘bom dia’ ou oferecer um sorriso; estes gestos, que têm imenso valor e não nos custam nada, podem dar esperança, abrir estradas, mudar a vida a uma pessoa que tacteia na invisibilidade e mudar também a nossa vida face a esta realidade”, conclui o Papa, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, que foi divulgada esta quarta-feira, apesar de o dia se assinalar apenas a 1 de Janeiro. 

Focando a sua mensagem na questão da escravatura, e subordinado ao tema: “Já não escravos, mas irmãos”, o Papa explica que para além de existir ainda escravatura no sentido concreto do termo, há outras formas de exploração do homem que se encaixam na mesma categoria. 

“Penso em tantos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo menores, escravizados nos mais diversos sectores, a nível formal e informal, desde o trabalho doméstico ao trabalho agrícola, da indústria manufactureira à mineração.” 

Os migrantes, um sector a que o Papa se tem dedicado tantas vezes desde que assumiu o cargo, são também mencionados, bem como as pessoas que caem em redes de prostituição e exploração sexual, ou as mulheres vendidas para casamento ou casadas à força. As vítimas do tráfico de órgãos, os que são recrutados para combater contra a sua vontade ou simplesmente para servir de pedintes ou comercializar droga, bem como as crianças roubadas para redes de adopção internacional e todas as vítimas do terrorismo, em particular as mulheres abusadas, merecem uma referência especial de Francisco. 

Esta exploração do homem pelo homem tem várias causas imediatas, diz o Papa, incluindo as guerras, a pobreza e o desejo de escapar à indigência, que pode levar a cair em redes de tráfico, e só é possível porque “no centro de um sistema económico, está o Deus dinheiro, e não o homem, a pessoa humana.” 

Mas existe uma causa mais profunda, que está na raiz de todos estes males: “uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objecto. Quando o pecado corrompe o coração do homem e o afasta do seu Criador e dos seus semelhantes, estes deixam de ser sentidos como seres de igual dignidade, como irmãos e irmãs em humanidade, passando a ser vistos como objectos.” 

O Papa não termina a sua mensagem sem aludir ao trabalho que já é feito por inúmeras organizações, incluindo várias congregações femininas que se dedicam de forma especial ao combate à exploração humana.
in rr.sapo.pt

Trabalho de Pesquisa sobre DUDH

“Direitos Humanos são os direitos que uma pessoa tem simplesmente pelo facto de ele ou ela serem seres humanos”
Perguntas:

1) Em que ano foi aprovada a DUDH? - 1948
2) Qual é o primeiro direito consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos?
3) Os Direitos Humanos são subjectivos, ou seja, variam consoante a cultura?

4) À maioria dos direitos correspondem a deveres. Que deveres correspondem ao direito à Educação?

5) Antes do 25 de Abril, o teu avô foi retirado dos cadernos eleitorais como represália por ser opositor do regime. Que direito foi infringido?

6) Qual o nome da polícia política em Portugal na altura do Estado Novo?
7) Em qual destes dois países existe a pena de morte – França ou Estados Unidos?

8) O que foi o Holocausto?

9) O quadro Guernica, de Pablo Picasso, retrata que guerra?

10) Como se chamava o sistema de segregação racial da África do Sul?

11) O que é a Amnistia Internacional?

12) Qual o nome do grupo, que apoia a Amnistia Internacional, que dedicou a música “ Walk On “ a San Suu Kyi, líder da oposição do Myanmar e ex – prisioneira de consciência da AI?


Músicas (cantores /grupos musicais):

1) Imagine - John Lennon

2) Stand Up

3) El Clandestino

4) Sunday Bloody Sunday
5) They Dance alone

6) Get Stupid



Filmes (temas abordados):- “A lista de Schindler”, Steven Spielberg - II Guerra Mundial
- “América, América”, Elian Kazan (1963)
- “Às cinco da tarde”, Samira Makhmalba (2003)
- “Alguns homens bons”, Rob Reiner, (1992)
- “American History”, Tony Kaye (1998)
- “Amizade”, Steven Spielberg (1997)
- “Cidade de Deus”, Fernando Meirelles (2002)
- “Diamante de sangue”, Edward Zwick (2006)
- “O diário da Ana Frank”, George Stevens, (1959)
- “O fiel jardineiro”, Fernando Mirelles (2005)
- “O pianista”, Roman Polanski, (2002)
- “Os rapazes do Coro”, Christopher Barralier
- “A vida é bela”, Roberto Begnini (1997)
- “Tomates verdes fritos” John Avnet (1991)
- “As tartarugas também voam” Bahman Ghobadi (2004)
- “Cidade sob ameaça”, Gregory Nava (2006)
- “Mandela, meu prisioneiro, meu amigo”, Bille August
- “O pesadelo de Darwin”, Hubert Sauper (2004)
- Os condenados de Shawshank, Frank Darabont (1994)


No final, envia as respostas e aguarda a correção!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

DUDH - Declaração Universal dos Direitos Humanos

Para Kant

O homem, e, duma maneira geral, todo o ser racional, existe como fim em si mesmo, não só como meio para uso arbitrário desta ou daquela vontade. Pelo contrário, em todas as suas acções, tanto nas que se dirigem a ele mesmo como nas que se dirigem a outros seres racionais, ele tem sempre de ser considerado simultaneamente como fim.


Os direitos humanos
- 1776 – Revolução Americana consagra o princípio universal de que todos os homens nascem iguais, com direito à vida, à liberdade e à busca de felicidade;

- 1789 – Revolução Francesa proclama a Declaração Universal dos direitos do Homem e do Cidadão, promovendo os valores da liberdade e da fraternidade;

- 1948 – Declaração Universal dos Direitos do Homem proclamada pelas Nações Unidas, tendo como pano de fundo a 2ª Guerra Mundial e o Cenário do Totalitarismo.

Os valores da DUDH
· Apesar de ser reconhecido o direito à diferença a cada estado, as diferenças nas suas legislações internas não podem contudo contrariar o que está consignado na Declaração.

· Todos os Estados do mundo são obrigados a tê-los em conta, e não apenas aqueles que até ao momento tenham subscrito esta Declaração. É com base nos valores nela consagrados que avaliamos a sua actuação quer no plano interno, quer no plano internacional.

A Pessoa
· Este valor é relativamente recente no pensamento ocidental.

· Foi E. Kant o primeiro filósofo a teorizar este valor absoluto.

· Ao longo dos séculos muitos foram aqueles que se opunham a que o Outro fosse considerado uma pessoa. As múltiplas discriminações impediam que tal acontecesse. O escravo, por exemplo, pouco mais era do que um instrumento de trabalho para o seu senhor. A mulher não passava de ser inferior frequentemente ao olhos do homem que a possuía. Este valor implica:

- Assumir que todo o ser humano é distinto das coisas que o rodeiam;
- Tem uma natureza própria, fundamentada numa identidade própria;
- Cada ser humano é único e irrepetível;
- É um ser dotado de consciência e liberdade de decisão e como tal deve tratado.


A Dignidade
§ A dignidade que atribuímos a qualquer outro ser humano decorre do facto de o reconhecermos como igual a nós próprios e, por conseguinte, dele nos suscitar igual respeito pela sua singularidade individual, de não o considerarmos como coisa, como simples meio, como mercadoria. De lhe reconhecermos também a capacidade para definir as suas próprias acções com consciência e com a noção das consequências que os seus actos podem provocar. Este valor desdobra-se nos seguintes direitos:

a) Integridade moral do ser humano: direito ao bom nome, à imagem, à intimidade, abolição dos maus tratos ou situações degradantes;

b) Integridade física do ser humano: direito à vida, garantias face à tortura, abusos do Estado, etc.


A Liberdade
É um dos valores fundamentais que esteve ligado à modernidade europeia. Este valor desdobra se numa série de direitos:

a) Liberdade pessoal: Liberdade em matéria de religião, de política, de residência e circulação, de expressão, de reunião, de manifestação, de associação, de ensino, etc.
b) Liberdade civil: garantias jurídicas e penais
c) Liberdade política: direitos de participação política, de representação política nos vários órgãos de decisão do Estado, etc.


A Liberdade

É um dos valores fundamentais que esteve ligado à modernidade europeia. Este valor desdobra-se numa série de direitos:

a) Liberdade pessoal: Liberdade em matéria de religião, de política, de residência e circulação, de expressão, de reunião, de manifestação, de associação, de ensino, etc.
b) Liberdade civil: garantias jurídicas e penais
c) Liberdade política: direitos de participação política, de representação política nos vários órgãos de decisão do Estado, etc.


A Solidariedade
Este valor, talvez mais do que nenhum outro, coloca em evidência a interdependência de todos os seres humanos e a necessidade de harmonizarem as suas relações por forma a evitarem ou minorem o sofrimento. Recusa-se, desta forma, o princípio da força ou do egoísmo como norma nas suas relações. Este valor impele nos a que assumamos a solidariedade como dever que visa criar, por contrato, uma associação livremente consentida, mútua e solidária entre os homens, que os proteja dos riscos comuns.

Por último
A Declaração tem, por último, e como grande objectivo, que através da cooperação entre os povos seja criado um estado de felicidade entre os seres humanos, e que no futuro todos sejam iguais em dignidade e em direitos.

Daqui

Dia contra a corrupção - 9 de dezembro

"A corrupção é o mal que exaure a dignidade e a cidadania dos povos, drena a riqueza das nações e desvia recursos que proporcionariam o bem estar e o progresso de todos para o bolso e privilégio de alguns poucos." 
(Ballouk e Kuntz, Madras 2008)

sábado, 6 de dezembro de 2014

As grandes mudanças fazem-se com as pessoas


Antigamente tudo parecia mais fácil. A verdade parecia menos complexa. As soluções pareciam mais fáceis de encontrar. As variáveis de cada equação pareciam menos variáveis. Ou talvez sejamos apenas nós a dizer isso hoje. Não podemos deixar de dizer que com muita frequência idealizamos o passado, ou seja, falamos não do passado real mas do passado imaginado.

Mas, como já ouvimos tantas vezes, o mundo está a mudar. O ‘estar sempre em mudança’ até parece ser a única coisa que é verdadeiramente constante. Sobretudo devido às tecnologias - umas novas e outras nem por isso. Num simples computador, num tablet ou num smartphone… podemos estar ligados a todo o mundo. Encurtam-se distâncias.   

Na verdade, encurtam-se algumas distâncias e afastam-se algumas proximidades. As dimensões do tempo, da proximidade, da relação, da informação, da privacidade, da segurança… são hoje mais complexas e diversificadas, mais ricas e vulneráveis. Junta-se a esta mobilidade virtual a cada vez maior mobilidade promovida por transportes sempre mais rápidos e acessíveis (sublinhe-se sobretudo o fenómeno do low-cost).  

Este mundo em mudança permanente e cheio de tecnologia é uma nova ‘aldeia global’. Mas é preciso dizer que não é apenas uma aldeia que se aproxima das outras aldeias, nem a aldeia que passa a poder ser conhecida por todas as aldeias; é principalmente esse conjunto de aldeias (culturas, pensamentos, conhecimentos, experiências, línguas) que podem entrar nessa aldeia que vivemos e que somos. Tudo hoje assume dinâmicas relacionais novas com consequências existências profundas, ainda que aparentemente invisíveis, quer na cultura, quer na família, quer no trabalho, quer nas escolas, quer na fé, quer na comunidade cristã.

Não queremos dizer que a mudança seja má ou boa, que a tecnologia seja má ou boa. Não julgamos as coisas a priori. Olhemos para a realidade como um desafio permanente. O bom ou o mau depende muito do modo como nos relacionamos com a realidade e como usamos os meios que o ‘mundo de hoje’ permite.  

Todavia, não podemos deixar de sublinhar que neste processo vamos descobrindo novas tensões. Vamos percebendo que nesta sociedade global existem realidades locais que não querem morrer e procuram afirmar-se mais do que nunca (geograficamente novos desejos de independência, culturalmente minorias que se impõem, economicamente mercados regionais que querem conquistar o ‘mundo’…). Por isso, alguns autores falam de glocalização, ou seja de dois movimentos co-existentes: um global e ou local.

Como vive cada uma das nossas famílias esta realidade? Como vive a escola e ensinam os professores neste contexto? Como a política se realiza neste horizonte existencial? Principalmente como vive a Igreja e a comunidade cristã neste mundo?

Se o mundo está em mudança então também as soluções, as variáveis e sobretudo as estratégias têm de mudar. Até aqui é fácil chegar. A questão é sempre a mesma - qual será o (melhor) caminho? Como poderemos hoje encontrar as (melhores) soluções?

1. Não há apenas um caminho, um movimento, uma solução. Acabou o tempo do ‘caminho único’. Por isso, nenhuma das possibilidades se pode apresentar como a única nem a melhor. Há várias soluções, vários momentos, várias circunstâncias que podem ajudar no caminho. Desconfiemos sempre de soluções fáceis, de movimentos que resolvem todos os problemas, de caminhos únicos, de livros que contam toda a verdade... Vivemos no tempo do pluralismo. A verdade sempre foi plural mas talvez nem sempre tenhamos tido essa consciência. A nossa história é feita de muitos contributos, de muitos caminhos e de muitas ‘tentativas’. Isto não significa que não haja caminhos e soluções melhores do que outras (mas sempre no plural).

2. As grandes e profundas mudanças são processos longos e lentos. Como uma árvore de fruto que leva o seu tempo a crescer. Trata-se sempre de um ‘processo artesanal’ que envolve muito empenho, muita confiança, muita relação, muita esperança… e ‘alguma sorte’. Não se pode ter tudo: velocidade, qualidade, profundidade… Quando algo nasce grande é monstro e quando algo cresce depressa continua ‘verde’ por dentro. O sabor, a beleza e a profundidade… não é um ‘processo industrial’, não é um copy paste … e sobretudo precisa de tempo.

3. As mudanças fazem-se para as pessoas, mas principalmente com as pessoas. Este aspeto é dos mais importantes. Estamos muito agarrados às folhas de excel, pensamos muito nas estatísticas, apostamos muito nomarketing… mas o essencial são as pessoas. Ou melhor, a relação com as pessoas – onde cada pessoa se possa sentir uma pessoa. Por isso, as pessoas devem ser consideradas todas inteligentes e, à partida, capazes de ajudar a construir o próprio processo. Claro que tem de haver liderança mas todas as pessoas devem ser ouvidas - as melhores soluções às vezes vêm de onde menos se espera!

4. Neste horizonte a ‘tomada de decisão’, em qualquer processo, deve ser feita de forma alargada e aberta ao contributo de todos. O trabalho em rede e em grupo não é apenas a soma de cada um. Quando se trabalha em equipa o conjunto é superior à soma das partes. Por isso, não é apenas uma gestão de recursos nem uma otimização de procedimentos. Confesso que começo a ter cada vez mais dúvidas nos discursos que promovem as ‘multinacionais’ (locais) ou ‘visões demasiado globais’. Estar próximo é mais importante (muito mais humano e cristão) do que ser eficaz (mesmo pastoralmente falando). Nestas coisas paradoxalmente somos mais eficazes quando somos mais próximos. Aqui não posso deixar de dizer que às vezes há demasiada hierarquia. Uma estrutura ser muito organizada e até apresentar muitos resultados não significa necessariamente ser útil.

5. Nestes processos de ‘organização’ e de busca de soluções há, quase sempre, uma grande preocupação em criar regras. Às vezes este é um dos maiores problemas. Em todas as nossas organizações há muitas regras ‘inúteis’. Pessoas inteligentes e responsáveis não simpatizam com regras estúpidas e especialmente infantilizantes! As pessoas devem ser responsabilizadas… Responsabilizar e confiar em cada pessoa. Se alguém não for responsável deve ser confrontado e deve assumir as consequências. Para mim isso é educar.

6. Por fim, sublinho que os pormenores fazem a diferença. Muitas vezes, mais importante que estar tudo a correr bem é haver bom ambiente. Um bom ambiente revela o fantástico de cada pessoa. Não basta saber fazer ou ter muitos conhecimentos técnicos (hard skills), é preciso saber ser e saber estar, ser simpático, ser humilde, ter serenidade e ter humor (soft skills). Não é que a competência não seja importante mas não basta. Não basta saber muito para ser um bom professor é preciso ter pedagogia. Não é preciso ser psicólogo ou pedopsiquiatra para ser um bom pai ou uma boa mãe… aliás às vezes até parece que atrapalha!

Por isso, na vida em geral (e na Igreja em particular) não é tanto uma questão de técnica mas de atitude, não é tão importante uma dimensão (in)formativa quanto uma perspetiva preformativa, não é tanto uma questão de saber muito mas de comunicar com autenticidade existencial. Partilhar com aqueles com quem nos cruzamos o que é mais profundo em nós e pode dar mais sentido à vida.
                                                                                                                                in Mensageiro de Sto Antº, Dez 2014
Daqui

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Declaração Conjunta de Líderes Religiosos Contra a Escravidão Moderna

No dia 2 de dezembro, o Papa Francisco, Amma e outros líderes religiosos mundiais fizeram história. 

Reuniram-se em uma só voz para declarar que a escravidão moderna é um crime contra a humanidade. 

Convocaram todas as pessoas, independentemente de sexo, fé e cultura, a trabalharem juntas para erradicar o tráfico humano e outras formas de escravidão da face da Terra até 2020.



Dia internacional do voluntariado

Amanhã, mais uma vez, iremos abraçar o outro, no intervalo das 10h20.

Participa!

Abraça esta causa!


PS- Tira fotografias do(s) teu(s) abraço(s), para que eles se contagiem e perdurem...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"O mesmo olhar de gente rara" - Susana Félix

Para reflexão:



Lá de onde vem a luz
Longe do meu lugar
Eu encontrei um trevo de mil tons

E já na minha mão
Sem crer eu procurei
Se era para mim a rara folha a mais

Refrão:

Há gente rara que és tu
Há gente rara que sou eu
A mesma fonte o mesmo olhar 


A minha sorte
Pode também ser tua
Eu vou seguindo regando o coração

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O Papa na Turquia: uma viagem plena de gestos para o ecumenismo

O Papa na Turquia: uma viagem plena de gestos para o ecumenismo

Foram três dias cheios de gestos simbólicos e palavras fortes, sobretudo no campo do ecumenismo, da afirmação da paz e da defesa da liberdade religiosa. Na sua viagem à Turquia, o Papa Francisco revelou ter rezado pela paz na Mesquita Azul, em Istambul, anunciando o desejo de visitar o Iraque e de se encontrar com o patriarca de Moscovo.

Num dos encontros deste périplo turco, o Papa esteve com o Patriarca ecuménico ortodoxo Bartolomeu, a quem disse que católicos e ortodoxos se encontram a “caminho para a plena comunhão”, garantindo que a Igreja Católica “não tem intenção de impor qualquer exigência, excepto a da profissão da fé comum”.

“A voz das vítimas dos conflitos impele-nos a avançar apressadamente no caminho de reconciliação e comunhão entre católicos e ortodoxos”, afirmou a propósito.

Na mesma ocasião, Francisco e Bartolomeu assinaram uma declaração conjunta em que apelam à intervenção da comunidade internacional em favor dos cristãos do Médio Oriente, mas recusando a hipótese da guerra. No texto, afirmam os dois líderes: “Expressamos a nossa preocupação comum pela situação no Iraque, na Síria e em todo o Médio Oriente.” (mais pormenores aqui; texto integral da declaração, em inglês, italiano e espanhol, aqui)

A manifestação do desejo de visitar o Iraque surgiu já no voo de regresso de Istambul para Roma. Numa conferência de imprensa que durou 45 minutos, o Papa acrescentou que, quando visitou a Mesquita Azul, perguntou ao grão-mufti: “Rezamos um pouco? Ele respondeu-me que sim”, afirmou. “Na mesquita rezei pela Turquia, pelo mufti, por mim. Disse: Senhor, acabemos com estas guerras.”

Na mesma ocasião, o Papa Bergoglio confirmou que tivera a intenção de visitar um campo de refugiados ou o Curdistão, mas tal não foi possível. Mas disse: “Quero ir ao Iraque, já falei com o patriarca [Louis] Sako. Neste momento não é possível, se lá fosse, criar-se-ia um problema para as autoridades, para a segurança.”

Sobre o diálogo com os ortodoxos, Francisco afirmou que “a unidade é um caminho que se tem fazer e fazer juntos”, incluindo em assuntos como a data da Páscoa e o “primado” do bispo de Roma. E acrescentou que já manifestou ao Patriarca Cirilo, de Moscovo, que está pronto para se encontrar com ele – nunca nenhum Papa se encontrou com o Patriarca de Moscovo, líder da mais importante Igreja Ortodoxa, apesar de Constantinopla (actual Istambul) deter o “primado de honra” entre os patriarcas ortodoxos. (Mais detalhes sobre a conferência de imprensa no avião podem ser lidos aqui)

Para ter uma síntese do que foram estes três dias turcos do Papa Francisco, podem ver-se as reportagens de Joaquim Franco, na SIC, através destas ligações:
 
Papa Francisco faz visita de três dias à Turquia - Com o conflito na Síria e no Iraque como pano de fundo, o Papa Francisco começa amanhã uma visita de três dias à Turquia. O chefe da Igreja católica vai encontrar-se com as autoridades civis e religiosas, muçulmanas e cristãs.
 
Istambul à espera do Papa Francisco - Com o terrorismo islâmico em pano de fundo, o Papa Francisco entra amanhã numa mesquita e é acolhido na sede da Igreja Ortodoxa, separada de Roma há 10 séculos. Os enviados da SIC visitaram hoje o local.

Papa rezou com clérigo muçulmano na Mesquita Azul de Istambul - Sob fortes medidas de segurança, o Papa cumpre em Istambul o segundo dia de visita à Turquia. Esta manhã entrou na principal mesquita da cidade e esteve em oração com o clérigo muçulmano.

Papa em "adoração a Deus" virado para Meca na maior mesquita de Istambul - O maior bazar do mundo fica em Istambul. Mas ali poucos souberam que o Papa esteve hoje em "adoração" numa mesquita mesmo ao lado. Não sendo inédito, o gesto ganha especial dimensão por ter sido na Turquia, país vizinho do autoproclamado Estado Islâmico.

Líderes católico e ortodoxo juntos em cerimónia religiosa - O Papa tem esta tarde um encontro com jovens refugiados da Síria e do Iraque na Turquia, última etapa da visita. Pela manhã, num momento de grande relevância para os cristãos, o Papa esteve numa celebração ortodoxa, acompanhada pelos enviados da SIC a Istambul.

Papa esteve com refugiados sírios e iraquianos naTurquia - O Papa já regressou a Roma, depois de três dias de visita à Turquia. Esta tarde encontrou-se em Istambul com refugiados da Síria, depois de mais um momento histórico para o diálogo ecuménico, acompanhado pelos enviados especiais da SIC.

retirado de iMissio (02-12-2014)
[Por António Marujo, ©Religionline]

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