segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Nunca mais. Com ninguém.




Vi o teu rosto ... ...em Memória das vítimas do Holocausto e de outros genocídios

Vi o teu rosto...
Vi o teu rosto, e estremeci...
Vi o teu rosto na Estrela de David, que te pesava no ombro,
e na curva do teu corpo,
que suportava todas as humilhações.

Vi o teu rosto na noite... na Noite de Cristal...
e em todas as noites que se seguiram.
O teu rosto iluminado pela dúvida e pelo medo. 
Nas interrogações de tantos rostos, cansados,
fechados dentro de carruagens,
embalados pelo movimento dos comboios. 
Comboios, comboios e mais comboios... 
Rostos, rostos e mais rostos...

Vi teu rosto presente no Gueto de Varsóvia,
em Dachau, Treblinka, Belzec, Chelmno, Bergen-Belsen... 
Na tua inquietação ao chegares a Auchwitz.
Arbeit macht frei
Na multidão de olhares vazios, perdidos, separados,
no inferno das câmaras de gás,
no abismo das valas comuns,
no fumo a sair das chaminés dos crematórios...
Rostos, rostos e mais rostos...

Vi o teu rosto no dia da libertação,
(eu que durante muito tempo tive medo de dizer a palavra liberdade). 
Vi o teu rosto nos abraços, nos sorrisos, nas lágrimas...
Nas memórias presas ao arame farpado.
No teu regresso a casa e na procura do teu futuro...

“Oh Jerusalém!”

Vi o teu rosto no Camboja, no Kosovo, no Ruanda... 
e em tantos outros rostos naufragados.

Vejo o teu rosto, e estremeço...


Poema "Vi o teu rosto” (3ª Menção Honrosa no Concurso Contar o Holocausto, ano letivo 2016-2017)
Escola Secundária Oliveira do Bairro
Alexandre Melo Mota 
Diogo Martins Ribeiro 
Mário João Pereira Lopes

Prof. António Travassos 

sábado, 6 de janeiro de 2018

6/1: Dia dos Reis e de Natal...


Para a Igreja Católica, o Dia de Reis (em Portugal, celebra-se hoje, primeiro domingo de Janeiro), enquanto os cristãos ortodoxos do Oriente celebraram o seu Natal.


Duas igrejas cristãs, com raiz comum, assinalam em datas diferentes o nascimento do mesmo Menino Jesus. Esta diferença no calendário litúrgico demonstra que os primeiros cristãos nunca se preocuparam em saber qual foi o dia do nascimento de Cristo.


O Natal é, sobretudo, resultado de uma reflexão teológica, ou seja, partindo do dado da fé de que Jesus é Filho de Deus, os primeiros teólogos (chamados Padres da Igreja) concluiram que o momento em que o Filho de Deus assume a condição humana deveria também ser assinalado como acontecimento salvífico. A única celebração que desde o início do cristianismo se assinalava era, de facto, a Ressurreição, enquanto mistério central da fé. Porém, não foi ao nascimento de Jesus que os primeiros cristãos deram importância, mas sim ao baptismo. Isto significa que, segundo a prática cristã mais primitiva, a manifestação humana de Deus é apenas considerada quando João Baptista, no rio Jordão, aceita baptizar Jesus e o reconhece como o Messias. Este episódio bíblico passou a ser celebrado como Festa da Epifania, palavra grega que significa "manifestação", "aparição". Ainda hoje, o Natal dos Ortodoxos do Oriente centra-se precisamente na Epifania, celebrada a 6 de Janeiro.


Os católicos de Roma, influenciados por factores culturais do Ocidente, seguiram uma outra tradição, assinalando o nascimento, não o baptismo, a 25 de Dezembro. Recorde-se que nesta data os romanos celebravam o solstício de Inverno e faziam a sua adoração ao Sol invicto.


Para os cristãos, o verdadeiro Sol (luz) é Jesus Cristo, logo a apropriação da data para assinalar o nascimento do Filho de Deus e fazer desaparecer a última resistência do paganismo vingou com naturalidade.


Roma, entretanto, tomou conhecimento da solenidade celebrada a Oriente no dia 6 de Janeiro e adaptou-a ao seu calendário, na segunda metade do século IV. Mas o tema central passou a ser a adoração dos Reis Magos, festejando o baptismo no domingo seguinte.


O 25 de Dezembro permaneceu como celebração do nascimento, a adoração dos pastores e a recordação do massacre das crianças mandado executar por Herodes. O Oriente, por seu lado, também adotou as solenidades celebradas em Roma (nascimento, adoração dos pastores, etc.), mantendo-se, contudo, fiel às origens. Ainda hoje a Epifania é, sobretudo, a evocação do batismo de Jesus Cristo, conhecida também por "festa das luzes".
Fonte DN

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Jogo de Anne Frank Online



Criado por aluna de Eng. Informática - Coimbra - Catarina Martins

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

É preciso “ler com atenção” a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz

A Comissão Nacional Justiça e Paz, diz que o “novo olhar” sobre o fenómeno migratório, proposto por Francisco, merece reflexão de todos, ainda mais em Portugal que é, em simultâneo, um país de emigrantes e de acolhimento.

O drama dos migrantes e refugiados é o tema central da mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de Janeiro. A mensagem já foi divulgada no final de Novembro, mas a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) aconselha a sua leitura atenta.
Nela Francisco critica quem fomenta o medo e a xenofobia contra quem chega, e diz que as migrações são, afinal, uma “oportunidade para construir um futuro de paz”. É este “novo olhar” sobre o fenómeno migratório que a Comissão considera importante sublinhar, ainda mais nesta altura em que “em diversos países, se reforçam correntes hostis”, sublinha a nota divulgada esta sexta-feira.
Citando a mensagem do Papa, a CNJP lembra que os migrantes e refugiados são, para muitos, “uma ameaça”, mas os que “fogem da guerra, da fome ou da opressão”, e que “estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa”, o que procuram é, afinal, a paz.
Lembrando que já há 50 anos, na encíclica “Popolorum Progressio”, Paulo VI dizia que “o desenvolvimento é o novo nome da paz”, e que também o Papa emérito Bento XVI afirmou que “todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja”, o Papa Francisco defende na sua mensagem que os migrantes “contribuem para o desenvolvimento, quer dos países de origem, quer dos países de destino”, onde “não chegam de mãos vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem”.
A Comissão Nacional Justiça e Paz espera que as palavras do Papa “tenham um particular eco em Portugal, marcado pela emigração desde há séculos (e que dela tanto beneficiou e continua a beneficiar) e também, mais recentemente, pela imigração”, que também tem beneficiado o país.
A nota da CNJP faz, ainda, referência aos dois “pactos globais sobre migrações (seguras, ordenadas e regulares) e refugiados”, que se espera que em 2018 sejam aprovados no âmbito das Nações Unidas, porque tal como o Papa Francisco lembra na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o fenómeno migratório vai continuar “a marcar o nosso futuro”, o que exige “soluções globais, não isoladas ou unilaterais. Daqui

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