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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Quarta-feira de cinzas
Para os cristãos, a Quarta-feira de Cinzas é o marco inicial da Quaresma, o período de 40 dias dedicado ao arrependimento e à preparação espiritual para a Páscoa. 

O dia é carregado de simbolismo bíblico e litúrgico:
Lembrança da Mortalidade: A imposição de cinzas na testa (geralmente em forma de cruz) recorda a fragilidade humana com a frase: "Lembra-te que és pó e ao pó voltarás".
Chamada à Conversão: Representa um convite à mudança de vida e renovação da fé, muitas vezes acompanhado pela exortação: "Convertei-vos e crede no Evangelho".
Atitude de Penitência: É um dia de jejum e abstinência de carne para os católicos, simbolizando o desapego das coisas materiais em favor da vida espiritual.
Origem das Cinzas: Tradicionalmente, as cinzas utilizadas são obtidas da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior.
Em 2026, esta data ocorre no dia 18 de fevereiro.
10 coisas a saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?
É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a converter-se e a preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.
2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?
A tradição de impor a cinza surgiu na Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e apresentavam-se à comunidade com um “hábito penitencial” (saco de serapilheira) para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.
A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos quase 400 anos depois de Cristo.
3. Por que impõem as cinzas?
A cinza é um símbolo. A sua função está descrita no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:
«O gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa de ser redimida pela misericórdia de Deus.»
4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?
A palavra cinza, que provém do latim cinis, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.
A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: «Tu és pó e ao pó voltarás» (Gn 3, 19).
5. Que cinzas são utilizadas?
Na cerimónia são usadas as cinzas dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas recebem água benta e são aromatizados com incenso.
6. Como se impõe as cinzas?
Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “és pó e em pó te tornarás” ou “converte-te e acredita no Evangelho”.
7. Quem pode receber as cinzas?
Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive as não católicas. Como explica o Catecismo (1670 ss.), «sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela».
8. A imposição das cinzas é obrigatória?
A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, é recomendável a participação, pois é uma das maneiras de assumir a caminhada quaresmal
9. Quanto tempo deve permanecer a cinza na fronte?
O tempo que a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.
10. O jejum e a abstinência são necessários?
O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos.
O jejum e abstinência, atualmente, não se refere apenas a carne, mas pode ser substituída por outro tipo de mortificação ou de oferecimento, para crescimento espiritual próprio e para o bem do próximo.
Fonte: http://www.icatolica.com
Publicado 3 days ago por Fraternitas Movimento
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
Quarta-feira de Cinzas
Na Bíblia, como na maioria das religiões antigas, as cinzas simbolizam a insignificância humana. Diante de Deus, o ser humano é frágil e pecador. Por isso, a liturgia das cinzas, na quarta-feira, lembra aos fiéis sua condição de criaturas pecadoras e a necessidade de conversão.
As cinzas que os fiéis recebem, neste dia, é, pois, um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
Na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.
Uma das frases – no momento da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós:“Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.”
A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.
In Amiguinhos de Deus: Daqui
quarta-feira, 2 de março de 2022
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Mensagem do Santo Padre Francisco para a Quaresma de 2016
«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).
As obras de misericórdia no caminho jubilar»
1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada
Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.
Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.
2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia
O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.
Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.
Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d'Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.
3. As obras de misericórdia
A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.
Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.
Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.
Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).
Vaticano, 4 de Outubro de 2015
Festa de S. Francisco de Assis
Francisco
[© Copyright - Libreria Editrice Vaticana] Daqui
Imagem: Papa Francisco / Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)
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domingo, 22 de março de 2015
Decálogo dos símbolos da Quaresma
1. A Quaresma é deserto. É solidão, jejum, austeridade, rigor, esforço, penitência, perigo, tentação.
2. A Quaresma é perdão. As histórias bíblicas de Jonas e de Nínive e a parábola do filho pródigo são alguns dos exemplos.
3. A Quaresma é encontro, é abraço de reconciliação como na parábola do filho pródigo ou na conversão de Zaqueu ou no diálogo de Jesus Cristo com a mulher adúltera.
4. A Quaresma é luz, como vemos na narração da cura do cego de nascença. É a passagem das trevas à luz. Jesus Cristo é a luz do mundo.
5. A Quaresma é saúde, símbolo manifestado em textos como a cura do paralítico ou do filho do criado do centurião.
6. A Quaresma é água. É a passagem da sede da nossa insatisfação à água viva, a água de Moisés para o povo de Israel no deserto ou de Jesus à mulher samaritana.
7. A Quaresma é a capacidade de ultrapassar e vencer todas as provações e dificuldades. É libertação, triunfo. Algumas personagens bíblicas sofrem graves perigos e vencem dificuldades como José, filho de Jacob, a casta Susana, Ester, o profeta Jeremias e, sobretudo, Jesus, tentado e transfigurado.
8. A Quaresma é cruz. Sinal e presença permanente durante todo este tempo. Prefigurada no Antigo Testamento e salientada com o exemplo de Jesus Cristo e com o seu convite a carregar com a cruz da vida como condição para ser seu discípulo.
9. A Quaresma é transfiguração. É a luz definitiva do caminho quaresmal, anunciada já na transfiguração de Jesus. “Pela cruz à luz”.
10. A Quaresma é o esforço por retirar o fermento velho e usar a LEVEDURA NOVA DA PÁSCOA RESSUSCITADA E RESSUSCITADORA, agora e sempre.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Mensagem do Bispo de Coimbra para a Quaresma de 2014
Iniciamos, de novo a Quaresma como tempo forte do Ano Litúrgico, que nos centra em Cristo como nossa vida e nossa meta, nos faz sentir Igreja e nos abre as portas do coração aos irmãos, particularmente aos mais pobres.
1. Caminho para Cristo
Dentro dos objetivos do Plano Pastoral da Diocese, destacamos a necessidade do encontro pessoal com Cristo, como dinamismo transformador da nossa vida pessoal, familiar e comunitária.
Envolvidos como andamos em tantas atividades eclesiais e ações pastorais, pode facilmente ficar na sombra a centralidade de Jesus Cristo na nossa vida e a mais autêntica verdade segundo a qual ser cristão é viver em Cristo e aceitar que Cristo viva em nós.
Envolvidos como andamos em tantas atividades eclesiais e ações pastorais, pode facilmente ficar na sombra a centralidade de Jesus Cristo na nossa vida e a mais autêntica verdade segundo a qual ser cristão é viver em Cristo e aceitar que Cristo viva em nós.
O encontro pessoal com Cristo, caraterizado pelo conhecimento, amizade, partilha, confiança e compromisso, manifesta-se na comunhão de vida, realização do maior desejo de Deus.
Este encontro supõe um caminho interior de acolhimento de Cristo no coração e uma disponibilidade para ir ao seu encontro e para permanecer com Ele. A escuta da Palavra de Deus na lectio divina, de acordo com a proposta apresentada oportunamente a toda a Diocese, a oração silenciosa e a meditação são os meios que havemos de usar intensamente para realizar este caminho para Cristo.
2. Caminho em Igreja
A Quaresma, como tempo de retiro espiritual dos cristãos, leva-nos a caminhar ao encontro de Cristo, em Igreja.
A dimensão comunitária e eclesial é essencial ao nosso modo de ser cristãos, pelo que havemos de trabalhar para ser plenamente membros da Igreja, integrados, participativos, ativos.
O amor à Igreja, Povo de Deus, nas suas diversas formas de realização, é amor a Cristo nos irmãos, que constituem o seu corpo. A paróquia, a unidade pastoral, o arciprestado, a diocese na comunhão universal de todos os discípulos de Cristo, constituem os lugares de realização da nossa condição de Povo em caminho.
Num tempo de forte marca individualista e de difícil envolvimento comunitário, somos convidados a trabalhar para progredir no sentido da pertença eclesial: sentir que sou da Igreja e que a Igreja também é minha.
A participação nos exercícios de piedade popular que fazem parte da tradição multisecular da Igreja, e de forma mais assídua e profunda na sagrada liturgia, ajudar-nos-á a caminhar para Cristo em Igreja.
3. Caminho com os pobres
O Papa Francisco escolheu como lema da sua mensagem das Quaresma a seguinte frase bíblica: “Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza” (cf. 2 Cor 8, 9). Com a sua reflexão e proposta recorda-nos um outro aspeto essencial da vida cristã: não podemos caminhar para Cristo, em Igreja, sem uma atenção especial aos outros, particularmente aos mais pobres, os prediletos de Jesus.
A renúncia e a partilha, juntamente com as ações de solidariedade e caridade exprimem a verdade da conversão do coração ao amor de Deus e dos irmãos.
São inúmeras as pessoas e situações de pobreza entre nós. Gostaríamos de socorrê-las a todas com palavras e gestos de amor e com o auxílio material necessário. Cada comunidade dê especial atenção aos seus pobres nesta Quaresma.
A Renúncia Quaresmal de 2014 deste ano destina-se ao Projeto Ergue-te, da Fundação Madre Sacramento das Irmãs Adoradoras, que lidera em Coimbra uma Estrutura de Emprego Protegido para mulheres que abandonam a prostituição.
Desejo a todos um renovado caminho para Cristo, em Igreja, na Quaresma, e uma santa Páscoa no Senhor Ressuscitado.
O vosso bispo
Virgílio Antunes
Publicado em terça, 04 março 2014 15:40, in Amicor, retirado daqui
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