A cidade do Porto abriga duas
mesquitas principais, que servem como locais de culto e centros de convivência
para a comunidade muçulmana.
Visitámos a Mesquita Hazrat Bilal (Centro Cultural Islâmico do Porto), a principal mesquita da cidade.
Foi adaptada de um antigo ginásio e reúne cerca de 5 mil fiéis de várias nacionalidades, como guineenses, senegaleses e portugueses. Conta com espaços separados para homens e mulheres e segue os preceitos islâmicos, como a ausência de imagens religiosas.
As mesquitas existentes refletem a diversidade cultural da comunidade islâmica no Porto e são especialmente movimentadas às sextas-feiras, o dia sagrado no Islão.
A Igreja de São Francisco, localizada no centro histórico do Porto, é um dos mais importantes exemplos de arquitetura gótica em Portugal. Construída no século XIV como parte de um convento franciscano, destaca-se pela sua estrutura gótica e pela exuberância do interior barroco, repleto de talha dourada que cobre quase todos os elementos arquitetónicos, incluindo o altar e os pilares.
Entre os destaques do interior está a Árvore de Jessé, uma escultura de madeira policromada considerada uma das melhores do mundo no seu género. A igreja também possui um pequeno museu de arte sacra e catacumbas, onde estão enterrados membros da ordem franciscana e famílias nobres da cidade.
O museu apresenta uma narrativa cronológica, abordando temas como a vida judaica antes do Holocausto, o nazismo, os guetos, os campos de concentração e a libertação. Inclui réplicas dos dormitórios de Auschwitz, uma sala com os nomes das vítimas e um memorial da chama. Também exibe documentos históricos, objetos deixados por refugiados e testemunhos de sobreviventes.
Os principais objetos expostos no Museu do Holocausto do Porto incluem:
- Dois rolos da Torah (Sifrei Torah), deixados por refugiados judeus na sinagoga do Porto durante a Segunda Guerra Mundial;
- Reprodução dos dormitórios de Auschwitz, oferecendo uma experiência imersiva sobre as condições nos campos de concentração.
- Sala de nomes e memorial da chama, homenageando as vítimas do Holocausto.
- Documentos históricos e fichas individuais de refugiados que passaram pelo Porto, incluindo testemunhos e cartas.
- Menorah com arame farpado, um candelabro representativo do judaísmo, com alusão ao Holocausto.
A Sinagoga Kadoorie - Mekor Haim, localizada no Porto, é um importante marco da comunidade judaica em Portugal. Inaugurada em 1938, é a maior sinagoga da Península Ibérica e uma das maiores da Europa.
A construção da sinagoga iniciou-se em 1929, mas enfrentou dificuldades financeiras iniciais. Em 1933, o projeto recebeu um impulso significativo após a morte de Laura Kadoorie, esposa do filantropo judeu Sir Elly Kadoorie. Os seus filhos doaram fundos substanciais para homenagear a mãe, que descendia de judeus portugueses que fugiram da Inquisição.
A sinagoga está intrinsecamente ligada ao Capitão Artur Barros Basto, um oficial do exército português convertido ao judaísmo, que fundou a Comunidade Israelita do Porto em 1923.
O edifício apresenta uma arquitetura moderna com volumetria simples e despojada. O seu interior é decorado com letras hebraicas e passagens da Torah, complementadas por decorações de estilo marroquino-sefardita.
A Sinagoga Kadoorie - Mekor Haim não é apenas um local de culto, mas também um centro da vida comunitária judaica. É, pois, um testemunho da história e da resiliência da comunidade judaica em Portugal, designadamente no Porto. A sua construção coincidiu com o período de ascensão do nazismo na Alemanha e o início do Estado Novo em Portugal, tornando-se um símbolo de resistência e preservação da cultura judaica.
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