terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Espírito do Natal


Estava o Senhor Teotónio, que era rico, muito gordo e grande fumador de charutos, a carregar o carro com os presentes que passara a manhã a comprar para os filhos, para os sobrinhos e para as muitas pessoas com quem fazia negócios, quando se aproximou dele um homem pobre, idoso e magro, que prontamente obteve dele esta resposta:
— Comigo não perca tempo porque não tenho dinheiro trocado, nem alimento falsos mendigos.
— Mas eu não lhe pedi nada — respondeu o homem idoso serenamente, com um sorriso que desarmou o Senhor Teotónio e a sua bazófia de novo-rico.
— Então se não me quer pedir nada, por que motivo está tão perto de mim enquanto eu carrego o meu carro? — perguntou o Senhor Teotónio entre duas baforadas de charuto que fizeram o homem idoso e magro tossir convulsivamente.
— Estou aqui, meu caro senhor — respondeu ele, já refeito da tosse — para tentar perceber o que as pessoas dão umas às outras no Natal.
— Com que então — concluiu ironicamente o Senhor Teotónio, grande construtor civil com interesses de norte a sul do País — temos aqui um observador! Deve ser, certamente, de uma dessas organizações internacionais que nós pagamos com o nosso dinheiro e que não sabemos bem para que servem.
— Está muito enganado. Mas já agora responda à minha pergunta: o que é que as pessoas dão umas às outras no Natal? — insistiu o homem pobre, idoso e magro.
— Bem, se quer mesmo saber, eu digo-lhe. Quem tem posses como eu pode comprar uma loja inteira, deixando toda a gente feliz, a começar nos comerciantes e a acabar nas pessoas que vão receber os presentes. Quem é pobre como você fica a assistir. Percebeu a diferença? O homem magro e idoso reflectiu uns instantes sobre a resposta seca e sarcástica do Senhor Teotónio e depois respondeu-lhe com uma nova pergunta:
— Então e o espírito do Natal?
— O que vem a ser isso do espírito do Natal? — quis saber, cheio de curiosidade, o Senhor Teotónio.
— O espírito do Natal — respondeu o homem idoso e magro — é aquilo que nos vai na alma nesta altura do ano e que está muito para além dos presentes que damos. Para muitas pessoas, o melhor presente pode ser um telefonema, uma carícia ou um telefonema quando se está só.
— Era só o que me faltava agora — desabafou, enfastiado, o Senhor Teotónio, enquanto arrumava os últimos presentes na mala do automóvel — ter agora um filósofo, ainda por cima vagabundo, para aqui a debitar sentenças.
O homem magro e idoso afastou-se do carro, mostrando que não queria esmolas nem qualquer outra coisa que lhe pudesse ser dada pelo Senhor Teotónio, e encaminhou-se para um grupo de crianças que o esperavam.Quando o Senhor Teotónio passou por eles no carro, ouviu uma voz de criança a dizer:
— Vamos, Espírito do Natal, porque hoje ainda temos muito que fazer. Dizendo isto, o grupo ergueu-se no ar a esvoaçar com destino incerto, largando um pó luminoso enquanto ganhava altura no céu cinzento de Dezembro.

José Jorge Letria
A Árvore das Histórias de Natal
Porto, Ambar, 2006
adaptado

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Santo e Feliz Natal


Albanês - Gezur Krislinjden
Alemão - Frohe Weihnachten
Arménio - Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
Bretão - Nedeleg laouen
Catalão - Bon Nadal
Coreano - Chuk Sung Tan
Croato - Čestit Božić
Espanhol - Feliz Navidad
Esperanto - Gajan Kristnaskon
Finlandês - Hyvää joulua
Francês - Joyeux Noël
Grego - Kala Christougena
Magyar - Kellemes Karácsonyt
Inglês - Merry Christmas
Italiano - Buon Natale
Japonês - Merii Kurisumasu (modificação de merry xmas)
Mandarim - Kung His Hsin Nien
Neerlandês - Vrolijk Kerstfeest
Norueguês - God Jul
Occitan - Buon Nadal
Polaco - Wesołych Świąt Bożego Narodzenia
Português - Feliz Natal
Romeno - Crăciun fericit
Russo - С Праздником Рождества Христова S prazdnikom Rozhdestva Khristova
Tcheco - Klidné prožití Vánoc
Sueco - God Jul
Ucraniano - Srozhdestvom Kristovym


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Árvore de Natal cheia de valores

Paz
União
Alegrias
Esperanças
Amor ... Sucesso
Realizações .... Luz
Respeito .... Harmonia
Saúde Amizade Pureza
Felicidade ... Solidariedade
Confraternização ... Afecto ... Humildade
Sabedoria ... ... Perdão ... ... Família
Igualdade ... ... ... Liberdade ... ... ... Boa sorte
Sinceridade ... ... ... Estima ... ... ... Fraternidade
Equilíbrio ... ... ... ... Dignidade ... ... ... Benevolência
Fé . Bondade . Paciência . Gratidão . Força
Tenacidade
Prosperidade
Reconhecimento

As tradições de Natal, de forma breve



O presépio e os anjinhos. As rabanadas e os sonhos. Meias penduradas na lareira, para quem a tem, e uma árvore de Natal a piscar. Símbolos religiosos e outros misturam-se na maior parte das casas portuguesas por esta altura. Tudo para manter mais presente e próximo o Natal.

Ainda que cada vez menos rígidas, as tradições de Natal envolvem habitualmente alguns rituais religiosos, tais como a montagem do presépio, a carta ao Menino Jesus e a Missa do Galo.

A tradição «mandava» que os mais novos tratassem da recolha de material para a criação do Presépio. Entre encenações mais minimais, apenas com os três elementos da Sagrada Família, Menino Jesus, Maria e José, até «grandes produções» que contavam com os Reis Magos, os pastores e as suas ovelhas, os vendedores, o que contava, e ainda conta, é acima de tudo o empenho.

As cartas ao Menino Jesus são cada vez mais escassas. O Pai Natal, bonacheirão americano, passou a dominar as atenções dos mais novos que enchem de pedidos este símbolo natalício que, no final das contas, talvez lhes pareça mais próximo do que um menino com quase 2009 anos, infelizmente...

Depois da consoada, algumas famílias rumam até à Igreja mais próxima para assitir
à missa da meia-noite, a Missa do Galo. Aquele que é o principal acto litúrgico desta época já perdeu muitos dos seus «adeptos» do passado, mas ainda continua a compôr algumas igrejas.

Se na consoada as famílias saboreiam, na maioria, o perú assado ou o bacalhau com todos, a ceia contempla todo a espécie de doces tradicionais desta quadra: filhós, rabanadas, azevias, sonhos, aletria, broas de vários tipos, belhós, coscorões, etc.. Na verdade, com maior ou menor facilidade, juntam-se nas mesas de Natal uma autêntica «montra» de delícias.

Também com o seu lugar reservado nas mesas natalícias está o Bolo-Rei. Apesar de as últimas regras de higiene alimentar terem travado um pouco a tradição da fava e do brinde, estes dois «intrusos» continuam a marcar lugar entre a massa e os frutos cristalizados. Quem acerta no brinde tem direito a um (muito) pequeno brinde. Quem acerta na fava tem a responsabilidade de comprar o próximo bolo-rei.

Tal como em todas estas tradições a abertura dos presentes não foge à regra e oscila muito entre as casas. Se algumas famílias optam por abrir os presentes logo à meia-noite, algumas esperam pela manhã de dia 25 de Dezembro...

Comum a toda a época natalícia é a música. Se em algumas zonas ainda se realizam os míticos cantares de porta a porta, noutras esta tradição já só acontece no dia de Reis, com as Janeiras.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O verdadeiro Natal...


Vive o teu Natal...


O Patrono dos Presépios



Na noite de Natal de 24 de Dezembro de 1223, São Francisco de Assis recriou pela primeira vez um presépio. Tudo se passou numa gruta na floresta de Greccio, uma pequena aldeia do norte de Itália. O nascimento de Jesus foi recriado com animais verdadeiros. No feno, foi colocada uma imagem do Menino Jesus, ladeada pelas figuras de Maria e José.

Nessa época, a realização de dramas litúrgicos nas igrejas era proibida; por isso, São Francisco teve que solicitar uma autorização especial ao Papa Honório III. Parte das imagens desse presépio, encontram-se actualmente na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

Uma grande multidão assistiu nesse ano à missa. As velas eram tantas que a floresta ficou iluminada como se fosse dia. A manjedoura, nessa noite, fez as vezes do altar.

No ano seguinte, os habitantes de Greccio, inspirados pela recriação, começaram a reproduzir presépios em grutas e estábulos.

S. Francisco morreu dois anos depois e com o seu desaparecimento a representação do nascimento de Cristo esmoreceu.

No entanto, frades franciscanos continuaram o legado de São Francisco, construindo presépios semelhantes à encenação realizada pelo seu Santo padroeiro, em conventos e igrejas europeias. Em 1986, São Francisco de Assis é reconhecido como Santo padroeiro dos presépios.
Presépio, em hebraico, significa manjedoura de animais.
in Wikipedia

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dia VERDE, cor da vida e da esperança…


"Tiago era um jovem francês, de família endinheirada, mas tinha um problema: era corcunda. E, por causa da sua graciosa corcunda, os colegas riam-se. Desde criança que brincavam com ele; mas ele não gostava dessas brincadeiras de mau gosto.
Passado algum tempo, fechava-se em casa, com medo de sair à rua, com medo dos olhares dos outros. Ninguém o tratava mal; mas não aceitavam a sua diferença e gozavam com ele.
Um dia, cansou-se da solidão. Comprou um frasco de tranquilizantes. Queria dormir para sempre.
Mas, antes de realizar a sua mortal decisão, quis dar a alguém a oportunidade de realizar a sua esperança. Que fez este jovem? Bateu à porta do hospital e doou os seus olhos.
Ao chegar a casa, antes de tomar os barbitúricos, telefonou ao hospital a informar que já poderiam dispor das córneas dos seus olhos".



Reflexão:

Esta história não se trata de nenhum conto, mas de um facto acontecido há tempos, em França. É por isso que, apesar do que tem de dramático ou chocante, faz-nos pensar...
Dizemos muitas vezes que "não matamos nem roubamos"! Sim... e até pode ser verdade. Mas será que matar é só puxar de uma arma branca ou de um revólver? A forma como às vezes olhamos os outros... não é quase um fuzilamento?
Podemos também não roubar, como dizemos... mas a forma como nos rimos dos outros, dos seus defeitos e dos seus deslizes... não será também uma forma de roubar a sua dignidade?
Os colegas do Tiago, com as suas atitudes, mataram-lhe a esperança de viver e de ser feliz! O jovem, pelo contrário, quis tornar possível a esperança de alguém…
Natal é tempo de ser esperança e não são necessários grandes gestos…

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dia AZUL, cor do céu e do mar…


Um jovem passeava por uma cidade desconhecida.
De repente, encontrou uma casa comercial com o seguinte anúncio: «A loja da felicidade». Ao entrar, descobriu que, atrás dos balcões, quem atendia eram anjos.
Muito admirado, aproximou-se de um deles e perguntou-lhe:
- Por favor, o que vendem aqui?
Respondeu o anjo:
- Aqui vendemos de tudo.
O jovem aproveitou para fazer uma requisição:
- Então faça o favor de me servir o fim de todas as guerras, o fim de todas as injustiças, muitas toneladas de amizade e de fraternidade, um grande bidão de compreensão entre famílias…
E assim continuou, até que o anjo, muito respeitosamente, o interrompeu e lhe disse:
- Desculpe, mas nós aqui não vendemos os frutos, apenas as sementes!...



Reflexão:


Nos mercados de Deus não se vende a paz feita.
Dá-se a semente, que deve frutificar com o nosso esforço e com a acção do Espírito Santo.
Natal é tempo de fazer sementeira de paz nos campos por onde andamos: em casa, na Escola, na rua, …

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dia LARANJA, cor da alegria, do entusiasmo, da vitalidade…



Um dia, um camponês apresentou-se à porta de um convento e ofereceu ao irmão porteiro um cacho de uvas:
- Este cacho de uvas é para si, porque sempre me tratou com muita amizade e me ajudou quando precisei. Desejo que este cacho de uvas lhe dê alguma alegria.
O frade porteiro passou a manhã a olhar para o magnífico cacho. A um certo momento, teve uma ideia:
- Por que é que não levo estas uvas ao abade, para lhe dar um pouco de alegria? Pegou no cacho e levou-o ao abade. Mas este lembrou-se que no convento havia um frade idoso e doente e pensou:
«Levo-lhe as uvas e dou-lhe uma grande alegria». E assim fez. Mas o frade doente, com o cacho nas mãos, pensou:
- Levo-o ao irmão cozinheiro, que tanto se sacrifica por nós! E o frade cozinheiro pensou e levou-o ao sacristão. Este, por sua vez, levou-o ao frade mais novo do convento, que o deu a um outro. E, de mão em mão, o saboroso cacho de uvas voltou às mãos do frade porteiro. Assim se concluiu o círculo da alegria!


Reflexão:

Haverá mais alegria em dar ou em receber?
Na lógica dos crentes, há mais alegria no dar. É bem verdade que quando damos e nos damos ficamos mais ricos. Quando não sabemos ou não queremos partilhar aquilo que é nosso, ficamos mais sozinhos e mais egoístas.... Temos mais... mas acabamos por ter menos! Quanto mais se tem... mais se quer ter...; é uma espiral que nunca mais acaba! Não tenhas quaisquer ilusões: É no dar que se recebe...

Nesta época natalícia, esmeremo-nos para dar mais, nem que seja um sorriso, pois Natal é partilhar o que temos de bom pelos outros, para que eles tenham mais vida e mais alegria!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dia VERMELHO, cor do fogo, do sangue e do coração…

Fogo é luz e calor!
Sangue dá a vida!
Coração, símbolo do amor!

Raoul Follereau contou este facto:
Ao visitar uma leprosaria, ficou surpreendido ao verificar que um desses leprosos, no meio de tantos “cadáveres” ambulantes, ainda sabia sorrir. Quando perguntou a alguém pelo segredo desse amor à vida, convidaram-no a observar o seu comportamento todas as manhãs.
Follereau viu então que, logo de manhã, o leproso ia sentar-se diante do muro que rodeava a leprosaria e aí ficava à espera. Aguardava até que, a meio da manhã, por detrás do alto muro aparecia o rosto de uma mulher, já enrugado, que lhe sorria. E o homem sorria também.
O rosto da mulher desaparecia, mas o homem já tinha o ânimo necessário para aguentar mais um dia, esperando que, no dia seguinte, o rosto do outro lado voltasse a sorrir.
O leproso explicou-lhe que era a sua mulher. E disse: “Ao vê-la cada dia, sei que ainda estou vivo!”.



Reflexão:

O leproso, no meio dos seus sofrimentos, mantinha-se vivo porque a chama do amor ardia nele e era renovada todos os dias pelo olhar amigo da esposa!
Viver verdadeiramente é sentir-se amado, é sentir-se envolvido pelo calor do afecto, da ternura.
Quando o fogo do amor se apaga, vêm as doenças psíquicas e até físicas… e vem também o desejo de deixar de viver…
Natal é amor!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dia AMARELO, cor do ouro.


Ouro é riqueza!

Quando saía, para se pôr a caminho, aproximou-se dele um homem a correr e, ajoelhando-se, perguntou-lhe:
-- Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?
Jesus disse-lhe:
-- Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão só Deus. Sabes os mandamentos: Não matarás; não adulterarás; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não defraudarás; honrarás pai e mãe.
Ele respondeu-lhe:
-- Mestre, tenho guardado tudo isto desde a minha juventude.
Jesus, olhando para ele, sentiu afeição por ele e respondeu-lhe:
-- Falta-te uma coisa: Vai, vende tudo quanto tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.

Mc 10, 17-21
Reflexão:

1) Sentimentos do homem:
=> Desejava viver para sempre; gostava da vida;
=> Cumpria os mandamentos: amava a Deus e ao próximo;

2) Atitudes de Jesus:
ð Afeiçoou-se ao homem, pelo olhar;
ð Desafiou-o a ser mais perfeito: vida de pobreza, tendo a Jesus como sua riqueza.



O tempo de Natal, nesta sociedade do consumismo, de ter sempre mais e melhores coisas, é para cada um de nós aceitar o desafio ou a aventura de considerar como sua grande riqueza o próprio Jesus Cristo.
Jesus, para os crentes, vale mais do que todo o ouro do mundo!

Cinco dias, cinco cores, cinco reflexões,...




N A T A L
= Nascimento de Jesus =
riqueza, luz, calor, vida, amor, alegria, paz, esperança,…



a) Do latim 'natalis', que deriva do verbo 'nascor, nasceris, natus sum, nasci' e significa nascer, ser posto ao mundo.

b) Como adjectivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa.

c) Como festa religiosa, significa a celebração do nascimento de Jesus, no dia 25 de Dezembro, desde o século IV pela Igreja ocidental e século V pela Igreja oriental.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Portugal é o 14.º país com melhor desempenho na área das alterações climáticas

Num total de 57 países, Portugal é o 14.º com melhor desempenho na área das alterações climáticas, descendo duas posições relativamente ao ano anterior. O "ranking" é um "instrumento inovador que traz maior transparência às políticas climáticas internacionais".
O "ranking" sobre alterações climáticas, avançado esta segunda-feira pela Quercus, juntamente com a organização não governamental de ambiente GermanWatch, revela que Portugal é o 14.º país com um desempenho mais positivo na área das alterações climáticas.



Divulgado, ainda esta segunda-feira, na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, a decorrer em Cancún, no México, o índice engloba 57 países que, na totalidade, são responsáveis por mais de 90 por cento das emissões de dióxido de carbono associados à energia. Segundo a Quercus, o índice indica que "nenhum país dos considerados pode ser destacado como tendo um desempenho satisfatório no que respeita à protecção do clima".

6 Dezembro, 2010 - 18:50, in site Actualidades.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Para reflectir: "Cântico Negro", de José Régio

video

1 de Dezembro: RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

Depois da morte do Rei D. Manuel, O Venturoso, sucedeu-lhe o seu neto D. Sebastião, com apenas três anos. Durante este tempo de menoridade do pequeno rei, o governo foi entregue à sua mãe D. Catarina e, mais tarde, ao tio-avô cardeal D. Henrique.
D. Sebastião com apenas 14 anos, em 1568, assumiu, o nosso governo. Era, porém, um rei ambicioso desejoso de viver momentos heróicos.

Com um poderoso exército de 17 000 homens, tentou conquistar o Norte de África.
Em 1578, o pequeno Rei morreu na batalha de Alcácer Quibir e com ele 7000 homens do seu poderoso exército. O seu corpo nunca foi encontrado.
D. Sebastião morreu sem sucessores.
Sucedeu-lhe o seu tio-avô cardeal D. Henrique, mas, já com muita idade, morreu em 1580, também sem sucessores.

Ao trono, apresentaram-se alguns dos netos de D. Manuel: D. Filipe, II rei de Espanha, D. António Prior do Crato e Dª. Catarina, Duquesa de Bragança eram, pois, os principais sucessores.
Depois de muitas batalhas, foi aclamado em 1581 nas cortes de Tomar D. Filipe II, Rei de Portugal.
Fez várias promessas:
Manter a língua, os costumes e a moeda dos portugueses;
Entregar aos portugueses os cargos todos os cargos de governo de Portugal;
Guardar as riquezas de Portugal.

D. Filipe II até pode ter cumprido as promessas, mas os seus sucessores (Filipe III, Filipe IV) não as cumpriram.

Portugal era obrigado a combater nas batalhas que não eram suas, contra os países europeus mais ricos (Inglaterra, França e Holanda), enquanto estes se ocupavam dos nossos territórios ultramarinos.

Os reis espanhóis passavam cada vez mais pesados impostos.
Os portugueses estavam a ficar fartos disto, por isso começaram a aparecer motins populares por todo o país.
Então, na manhã de 1 de Dezembro de 1640, um grupo de portugueses entrou no Paço da Ribeira, derrotaram a vice-rainha a duquesa de Mântua e mataram o escrivão e traidor do reino Miguel de Vasconcelos.
Aclamaram D. João VI, neto de Dª. Catarina, rei de Portugal.
E assim os portugueses conseguiram o que pretenderam durante 60 anos: ter um reino independente com um rei português!
Adaptado do Livro de História do 6ºano

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