quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Natal Ortodoxo

Milhões de cristãos ortodoxos celebram o natal  dia 7 de janeiro, tal como muitos outros milhões o fizeram na semana passada, todos a 25 de Dezembro mas em calendários diferentes.
"Não há um natal atrasado", começou por dizer o sacerdote ortodoxo Alexandre Bonito em conversa com a Agência Lusa, a propósito da celebração do Natal a 07 de Janeiro, na verdade 25 de Dezembro.
A explicação é simples: a Igreja Ortodoxa nunca aceitou a reforma do calendário feita em 1582 pelo papa Gregório XIII (que Portugal adoptou imediatamente) e continuou utilizando o até então calendário Juliano, enquanto o mundo ocidental passou gradualmente a utilizar o calendário Gregoriano.
Mas de resto não há "nenhuma diferença", porque quer a Igreja Católica Romana quer a Igreja Ortodoxa celebram o nascimento de Cristo, salientou Alexandre Bonito.
Se é certo que a noite de segunda-feira para terça é uma noite especial, nas famílias não há no entanto o hábito de oferta de presentes nem a "figura" do "pai natal", como aconteceu no natal da semana passada. A troca de presentes também existe mas a 04 de Dezembro, dia de S. Nicolau, um santo popular entre os cristãos e conhecido pela sua generosidade.
"As festividades para os ortodoxos começam com a grande festa de S. Nicolau, muito venerado pelos ortodoxos, seguindo-se o nascimento de Cristo e depois a bênção das águas, ou o baptismo", explicou o sacerdote.
E sim, acrescenta, na noite do natal ortodoxo há "uma panóplia de doces, comidas e tradições de acordo com cada região", e há a reunião da família, o jejum, que acaba na noite de natal, e há nalguns casos a vigília, porque há diferenças entre cada região e cada Igreja ortodoxa, autocéfala ao contrário da Igreja Católica Romana.
Para os ortodoxos, disse também Alexandre Bonito, mais importante do que o Natal é a Páscoa, em 2014 a celebrar-se exactamente na mesma data em que os católicos romanos a festejam.
Em Portugal são vários os milhares de fiéis, romenos e ucranianos principalmente, depois de muitos anos em que a comunidade ortodoxa era basicamente reduzida a uma presença diplomática ou relacionada com armadores gregos, segundo Alexandre Bonito.
Mas não têm templos específicos, usando os das igrejas católicas, porque afinal "há uma comunhão muito próxima", não há "grandes dogmas a dividir as duas Igrejas", afirmou o sacerdote.
Diz a História que na verdade foram a mesma Igreja mil anos. Separaram-se definitivamente em 1054. Além de calendários diferentes os ortodoxos não reconhecem a autoridade do papa e apenas admitem nas igrejas pinturas de santos. E um sacerdote pode ser casado.
Disse Alexandre Bonito que há uma aproximação entre as duas Igrejas. "Com este papa penso que o avanço ainda vai ser mais visível", admitiu.
Mil anos de afastamento mas o mesmo Natal a celebrar o mesmo Deus. E na mesma data, que o resto é só uma questão do tipo de calendário. E depois, como disse o poeta Ary dos Santos, "natal é quando um homem quiser".

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