terça-feira, 25 de novembro de 2014

Papa pede a deputados europeus para se centrarem na «pessoa humana»

O Papa Francisco apelou hoje aos deputados europeus para construírem «uma Europa que gira, não em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana» e criticou a centralidade das «questões técnicas e económicas» no debate político.

O Papa Francisco discursou esta manhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, 26 anos depois de João Paulo II ter feito o mesmo, em 1988, tendo recordado logo no início do discurso que o mundo é hoje diferente, já sem os «blocos contrapostos» que então dividiam a Europa, mas também «mais complexo e em intensa movimentação».
Sobre a União Europeia (UE), em específico, o papa argentino considerou que, nos últimos anos, «tem vindo a crescer a desconfiança dos cidadãos relativamente às instituições», vistas não só como «distantes» dos povos mas que, mais do que isso, tomam medidas «prejudiciais» aos próprios povos.
Diário Digital / Lusa

A Europa que o Papa descreveu ainda existe?

Foto: Christian Hartmann/EPA
Os discursos diante do Parlamento Europeu e do Conselho da Europa dissiparam as dúvidas. O Papa conta com a Europa, mas com que Europa? E a Europa ainda é capaz?

Na antevisão desta histórica visita de Francisco às instituições europeias, em Estrasburgo, muito se comentou a posição do primeiro Papa argentino face à Europa. A verdade é que até esta terça-feira as frases de Francisco sobre a Europa eram relativamente poucas e não muito lisonjeadoras. Nestes primeiros 20 meses do seu pontificado ignorou praticamente o continente "envelhecido", como o próprio o descreveu, e quando finalmente viajou na Europa fora de Itália escolheu ir passar um dia à Albânia, um país extracomunitário e muçulmano. 
Será que o Papa não se interessa pela Europa? Ou pelo menos não se deixa entusiasmar por ela como os seus antecessores? Uma resposta positiva seria perfeitamente justificável. A Europa passou a ser território de missão, com cada vez menos católicos, menos praticantes; um bloco cada vez menos influente, incapaz e sem vontade de se impor às barbaridades do mundo que se passam mesmo do outro lado do pequeno Mediterrâneo; demasiado preocupado em resolver uma crise económica, aparentemente para poder voltar à opulência, sem precisar de mudar de vida, sem capacidade de perceber que na raiz dos problemas financeiros está uma crise moral. 
Seria de espantar que nada disto entusiasmasse um homem vindo da América do Sul? Teria Francisco desistido da Europa? 

Os fantásticos discursos desta visita, sobretudo o primeiro, desmentem claramente esta visão. Francisco quer a Europa e conta com a Europa, mas com a Europa verdadeira e não esta pálida imagem em que se deixou transformar.



Francisco quer aquela Europa onde se desenvolveu a ideia de que o centro do mundo são as pessoas, em toda a sua maravilhosa dignidade, e que tudo o que de resto se faz, se produz e se discute tem de ser em função delas; a Europa que está disposta a atravessar-se e a arriscar o seu conforto para defender os direitos humanos de todos, mesmo os não-europeus, mesmo os fracos e pobres; uma Europa que não pense duas vezes sequer quando a alternativa a arriscar perder alguma da sua segurança ou bem-estar são milhares de corpos a boiar no Mediterrâneo. 



A questão agora não é saber se o Papa gosta ou não gosta da Europa, a questão está em saber se essa Europa que ele quer ainda existe e é capaz de se restaurar, ou se está definitivamente rendida a andar de crise económica em crise económica, até à irrelevância final.
25-11-2014 19:06 por Filipe d'Avillez, em Estrasburgo
in RRenascença

Papa Francisco no Parlamento Europeu - Discurso

Direto: Papa Francisco visita o Parlamento Europeu

Desde que é Papa, é a primeira vez que Francisco fala às instituições europeias.
Publicado a 25/11/2014
O primeiro pronunciamento público do Papa em sua visita à Estrasburgo foi na sede do parlamento Europeu. Diante de centenas de eurodeputados, Francisco leu um discurso preparado e longo. Começou lembrando que desde a última visita de um Papa, em 1988, muita coisa mudou na Europa e no mundo inteiro: não existem os blocos contrapostos que dividiam em dois o Continente e o mundo hoje está cada vez mais interligado e global e, consequentemente, sempre menos ‘eurocêntrico’.


Adiantou que o seu desejo era dirigir a todos os cidadãos europeus uma mensagem de esperança e encorajamento: esperança no Senhor que transforma o mal em bem e a morte em vida; e encorajamento a trabalhar juntos para superar as divisões e promover a paz e a comunhão entre todos os povos do Continente.

sábado, 22 de novembro de 2014

O grito contra a indiferença (violência no namoro)



Uma curta metragem sobre violência no namoro, feita para a aula de Psicologia. 
Não te esqueças, NAMORO VIOLENTO NÃO É AMOR !

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Floating in my mind - reflexão


Un film qui raconte l'histoire de la vie, de rencontres, de souvenirs ...

Resgate, na Líbia

É nestes momentos que nos apercebemos que os nossos problemas muitas vezes são insignificantes quando comparados com a vida destas pessoas. 

Fugir à guerra, fome, perseguição religiosa ou morrer é um dilema que para nós não faz sentido, mas que para esta gente é um problema com o qual lidam todos os dias. 

Respeito!!!




(Imagens tiradas na Líbia e publicadas por E. Ventura, no Facebook. O texto é da sua autoria).

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"Os meninos da Síria" - canção

Preciosa canción dedicada a los niños de Siria. Esta es su infancia.

domingo, 9 de novembro de 2014

Do muro à liberdade

- fonte:Expresso

A primeira pedra caiu por terra a 9 de Novembro de 1989. 25 anos depois, o Expresso revisita os acontecimentos que determinaram o rumo da Alemanha e da Europa.
Uma viagem a um Novembro que mudou o curso da história, com as memórias do fotojornalista português que captou em Berlim algumas das imagens mais icónicas da queda do muro. E um olhar para o presente e para o futuro, com a opinião da geração dos que já nasceram depois da reunificação alemã.

Queda do Muro de Berlim - 1989

Muro de Berlim - 25 anos depois da sua queda

O Muro de Berlim ("Berliner Mauer" em alemão) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental.


Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.



Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.


Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em Agosto de 1961, com o acirramento da Guerra-fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois sectores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o sector ocidental da cidade. O muro, que começou a ser construído em 13 de Agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro.
Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes.
Dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico eléctrico, 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar.


O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, ato inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.
O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.


in Wikipédia

Saber mais: aqui,  aqui,  aqui


Muro de Berlim: O dia em que a opressão ganhou cimento









Veja alguns vídeos sobre o Muro de Berlim

Clique na imagem para ver o vídeo


Clique na imagem para ver o vídeo


Ler mais:
http://aeiou.expresso.pt/50-anos-do-muro-de-berlim-o-dia-em-que-a-opressao-ganhou-cimento-fotogaleria-e-videos=f667639#ixzz1UvXlzTNY

Tiago Oliveira (www.expresso.pt)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Berlim volta a ter um muro, mas de luz



Para celebrar o 25.º aniversário da queda do Muro de Berlim, a 9 de Novembro de 1989, a cidade vai voltar a ter uma fronteira — mas de luz. 
Oito mil balões brancos e luminosos vão assinalar o trajeto do muro que, durante quase 30 anos, dividiu Berlim (e a Alemanha) em duas partes. Na noite do próximo dia 7 de Novembro, a cidade acolhe uma instalação comemorativa para que o muro e a divisão não sejam esquecidos. 

"Lichtgrenze" ("Fronteira de luz", numa tradução livre) foi desenhada pelos irmãos Bauder — o artista Christopher e o cineasta Marc —, em parceria com o gabinete White Void, e vai  ocupar cerca de 16 quilómetros, originamente ocupados pelo muro. 
A par dos balões, e em seis pontos-chave do percurso, vão estar disponíveis imagens 
históricas da vida nessas zonas entre 1961 e 1989, até 9 de Novembro. 

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