sexta-feira, 7 de março de 2025

Mural: Mulheres Fantásticas - Rainha Santa Isabel

Solidariedade e empatia

Na aula de EMRC, no âmbito do Dia da Mulher, os alunos do 3º ano das Escolas de Lordelo e Corgo, focando-se na Unidade Letiva "Ser solidário", abordaram a figura da Rainha Santa Isabel, nomeadamente através da lenda do Milagre das Rosas.

A atividade incluiu a criação de um mural intitulado "Mulheres Fantásticas", onde a Rainha Santa Isabel foi apresentada como um exemplo de solidariedade, bondade, paz, coragem, determinação e compaixão.

Os alunos pintaram desenhos representando a Rainha Santa Isabel e elaboraram acrósticos, com características de mulheres, partindo da figura em estudo, seguindo-se os nomes próprios das mães, avós, irmãs, …

Uma turma, em Arrabães, desenhou e pintou.


EXEMPLOS DE "ACRÓSTICOS"





quinta-feira, 6 de março de 2025

Rainha Santa Isabel - saber mais...

 Santa Isabel de Portugal, também conhecida como Rainha Santa Isabel, nasceu em 4 de janeiro de 1271 em Zaragoza, no Reino de Aragão (atual Espanha). Ela tornou-se rainha de Portugal aos 12 anos, após o seu casamento com o rei Dinis.

Desde jovem, Santa Isabel demonstrou uma profunda devoção a Deus, dedicando a sua vida à oração, à caridade e ao cuidado dos pobres e doentes. Como rainha, utilizou os recursos do reino não apenas para fortalecer a infraestrutura e a economia, mas também para construir hospitais, asilos e mosteiros. Um exemplo notável é o Hospital dos Inocentes em Santarém, fundado por ela para cuidar dos pobres e doentes.

Santa Isabel ficou conhecida pelo seu papel como mediadora da paz durante os conflitos do reinado de seu marido. Em 1320, ela interveio para evitar uma batalha entre o rei D. Dinis e o seu filho, o futuro D. Afonso IV, conseguindo serenar os ânimos e evitar um conflito armado que traria instabilidade ao reino.

Na disciplina de EMRC, trabalhámos o milagre mais famoso associado a Santa Isabel, que é o Milagre das Rosas. Conta-se que, enquanto carregava pães no seu avental/ manto para entregar aos necessitados, Isabel encontrou o seu marido, que lhe perguntou o tinha no regaço. Com receio, Santa Isabel respondeu que carregava rosas, e milagrosamente, quando abriu o seu avental, apareceram rosas lindas no lugar dos pães.

Santa Isabel faleceu em 4 de julho de 1336 em Estremoz, vítima da peste. Ela foi beatificada pelo Papa Leão X em 1516 e canonizada pelo Papa Urbano VIII em 1625. A Igreja celebra a Santa Isabel de Portugal no dia 4 de julho, data de sua morte.

O seu legado de santidade, caridade, solidariedade e promoção da paz continua a inspirar muitos fiéis até hoje.

A Rainha Santa Isabel é a padroeira da cidade de Coimbra, cujo feriado da cidade é no dia 4 de julho, e é um exemplo de como viver a fé cristã mesmo em meio às responsabilidades e complexidades da vida real.


Outras lendas semelhantes ao Milagre das Rosas em Portugal e em outros países europeus:

 

## Variações portuguesas

 

1. Transformação de moedas em rosas:

   - Uma versão alternativa conta que a Rainha Santa Isabel transformou moedas em rosas quando foi surpreendida pelo rei enquanto pagava os trabalhadores do convento de Santa Clara.

 

2. Rosas transformadas em moedas:

   - Em Alenquer, há uma lenda que narra a transformação de rosas em moedas de ouro durante a construção da igreja do Espírito Santo.


## Lendas europeias similares

1. Santa Zita (Itália):

   - Atribui-se a esta santa italiana um milagre semelhante, no qual esmolas se transformaram em flores.

 

2. Santa Cacilda (Espanha):

   - De origem moura, Santa Cacilda protegia cristãos presos oferecendo-lhes pão, que se transformava em rosas, quando questionada.

 

3. Santa Roseline (França):

   - Semelhante à lenda portuguesa, Santa Roseline disse "são rosas, Senhor" ao seu pai, não ao marido.

 

4. Santa Isabel da Hungria:

   - Tia-avó de Isabel de Aragão (a Rainha Santa Isabel de Portugal), também tem um milagre idêntico atribuído a ela.

 

É interessante notar que o primeiro registo escrito do Milagre das Rosas associado à Rainha Santa Isabel de Portugal data de 1562, quase três séculos após sua morte. Isso sugere que a lenda pode ter evoluído e ter-se adaptado ao longo do tempo, possivelmente influenciada por histórias similares de outros santos europeus.

Essas variações e semelhanças entre lendas de diferentes países demonstram como temas de caridade, compaixão e intervenção divina são comuns no folclore religioso europeu, transcendendo fronteiras nacionais.

terça-feira, 4 de março de 2025

Visita de estudo ao Porto: trabalhos de pesquisa, pelos alunos

A cidade do Porto abriga duas mesquitas principais, que servem como locais de culto e centros de convivência para a comunidade muçulmana.

Visitámos a Mesquita Hazrat Bilal (Centro Cultural Islâmico do Porto), a principal mesquita da cidade.

Foi adaptada de um antigo ginásio e reúne cerca de 5 mil fiéis de várias nacionalidades, como guineenses, senegaleses e portugueses. Conta com espaços separados para homens e mulheres e segue os preceitos islâmicos, como a ausência de imagens religiosas.

As mesquitas existentes refletem a diversidade cultural da comunidade islâmica no Porto e são especialmente movimentadas às sextas-feiras, o dia sagrado no Islão.



A Igreja de São Francisco, localizada no centro histórico do Porto, é um dos mais importantes exemplos de arquitetura gótica em Portugal. Construída no século XIV como parte de um convento franciscano, destaca-se pela sua estrutura gótica e pela exuberância do interior barroco, repleto de talha dourada que cobre quase todos os elementos arquitetónicos, incluindo o altar e os pilares.

Entre os destaques do interior está a Árvore de Jessé, uma escultura de madeira policromada considerada uma das melhores do mundo no seu género. A igreja também possui um pequeno museu de arte sacra e catacumbas, onde estão enterrados membros da ordem franciscana e famílias nobres da cidade.



O Museu do Holocausto do Porto, inaugurado em 2021, foi criado pela Comunidade Judaica do Porto em parceria com organizações internacionais. É um memorial dedicado às vítimas do Holocausto, com o objetivo de educar e relembrar as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, promovendo a mensagem de "Nunca Esquecer".

O museu apresenta uma narrativa cronológica, abordando temas como a vida judaica antes do Holocausto, o nazismo, os guetos, os campos de concentração e a libertação. Inclui réplicas dos dormitórios de Auschwitz, uma sala com os nomes das vítimas e um memorial da chama. Também exibe documentos históricos, objetos deixados por refugiados e testemunhos de sobreviventes.

Os principais objetos expostos no Museu do Holocausto do Porto incluem:

- Dois rolos da Torah (Sifrei Torah), deixados por refugiados judeus na sinagoga do Porto durante a Segunda Guerra Mundial;

- Reprodução dos dormitórios de Auschwitz, oferecendo uma experiência imersiva sobre as condições nos campos de concentração.

- Sala de nomes e memorial da chama, homenageando as vítimas do Holocausto.

- Documentos históricos e fichas individuais de refugiados que passaram pelo Porto, incluindo testemunhos e cartas.

- Menorah com arame farpado, um candelabro representativo do judaísmo, com alusão ao Holocausto.


    A Sinagoga Kadoorie - Mekor Haim, localizada no Porto, é um importante marco da comunidade judaica em Portugal. Inaugurada em 1938, é a maior sinagoga da Península Ibérica e uma das maiores da Europa.


    A construção da sinagoga iniciou-se em 1929, mas enfrentou dificuldades financeiras iniciais. Em 1933, o projeto recebeu um impulso significativo após a morte de Laura Kadoorie, esposa do filantropo judeu Sir Elly Kadoorie. Os seus filhos doaram fundos substanciais para homenagear a mãe, que descendia de judeus portugueses que fugiram da Inquisição.

    A sinagoga está intrinsecamente ligada ao Capitão Artur Barros Basto, um oficial do exército português convertido ao judaísmo, que fundou a Comunidade Israelita do Porto em 1923.

    O edifício apresenta uma arquitetura moderna com volumetria simples e despojada. O seu interior é decorado com letras hebraicas e passagens da Torah, complementadas por decorações de estilo marroquino-sefardita.

    A Sinagoga Kadoorie - Mekor Haim não é apenas um local de culto, mas também um centro da vida comunitária judaica. É, pois, um testemunho da história e da resiliência da comunidade judaica em Portugal, designadamente no Porto. A sua construção coincidiu com o período de ascensão do nazismo na Alemanha e o início do Estado Novo em Portugal, tornando-se um símbolo de resistência e preservação da cultura judaica.


segunda-feira, 3 de março de 2025

Visita de Estudo a Templos abraâmicos e Museu do Holocausto - Porto

 SINAGOGA







IGREJA DE SÃO FRANCISCO e CATACUMBAS



MESQUITA





MUSEU DO HOLOCAUSTO

no Porto mostra a vida antes, durante e depois da tragédia “para que nunca ninguém esqueça”







Alunos dos 6.º e 7.ºanos - atividade do grupo de EMRC - AEDC
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