sábado, 17 de fevereiro de 2018

8 jogos de relaxamento - crianças

Numa época em que usamos os tablets para acalmar as crianças, torna-se ainda mais indispensável treinar os nossos filhos em técnicas de relaxamento. Podemos fazer isso através de jogos que, ao mesmo tempo em que desenvolvem recursos para a vida das crianças, também permitem que elas se divirtam.
Assim, tendo em conta que vivemos numa sociedade que fomenta a pressa, os estímulos rápidos e a gratificação imediata é de suma importância que tenhamos à mão recursos que favoreçam um maior autocontrole.
Por isso, com base nessa premissa, compilamos neste artigo alguns jogos que servem como técnicas de relaxamento para as crianças da família. Vamos ver em que consistem:

1. Soprar a vela!

mae-e-filha-numa-praiaEste jogo consiste em aprender a respirar de maneira profunda, ou seja, tomando ar pelo nariz, inflando a barriga, e expulsando aos poucos o ar enquanto sopramos a vela com intenção de apagá-la. Assim que a criança compreende as instruções, pedimos para ela se sentar numa cadeira a dois metros da vela, que estará acesa em cima de uma mesa.
Ela não pode se levantar nem se inclinar, por isso esperamos que ela não consiga apagar a vela. Assim, aproximamos cerca de meio metro a cadeira da mesa. Iremos aproximar a cadeira de forma progressiva até que a criança consiga apagar a vela. Assim, teremos um jogo de uns 5 minutos em que a criança irá adquirir a habilidade de respirar fundo.

2. O jogo do balão

criancas-em-balaoA técnica do balão é um jogo maravilhoso que nos ajuda a fomentar o relaxamento através de uma respiração correta. O que vamos precisar? Apenas um espaço amplo e balões coloridos. O que devemos fazer? Encher um balão até ele explodir, depois encher outro e expulsar o ar lentamente manipulando a boca do balão.
Depois, pediremos para as crianças fecharem os olhos e imaginarem que estão se transformando em balões enquanto tomam ar. Em seguida, pediremos que elas expulsem o ar lentamente, como se fossem balões.
Depois de fazer isso, pediremos às crianças que nos contem situações nas quais se sentem como balões, situações em que elas não conseguem suportar ou tolerar algo. Então, pediremos que expliquem como resolveram isso, oferecendo alternativas se precisassem de ajuda para tomar consciência dessas situações.

3. O jogo da semente

crianca-descancando-e-aliviando-sua-emocaoCom música relaxante de fundo e luz fraca, simbolizaremos o crescimento de uma árvore. Começaremos por colocar os joelhos no chão, inclinar a cabeça e estender os braços para a frente, como se fôssemos gatos se espreguiçando.
Somos uma semente que, ao som da música, vai crescendo e se transformando em uma árvore grande com belos galhos, que serão nossos braços estendidos para cima quando estivermos de pé. Este exercício é ideal para fazer com eles à noite, antes de irem para a cama.

4. O conto da tartaruga

O conto da tartaruga, desenvolvido por Schneider, é magnífico para fomentar habilidades de autocontrole. Trata-se da história de uma pequena tartaruga que se irritava por tudo e que perdia o controle com grande facilidade.
Um dia, depois de se sentir sozinha e isolada, ela se encontra com uma sábia tartaruga que lhe dá uma dica para se controlar quando estiver com raiva: entrar em sua carapaça, contar até se acalmar, frear seus pensamentos e relaxar.
Este conto é ideal para ser narrado a crianças entre os 3 e os 7 anos de idade. Para facilitar a implementação desta habilidade, podemos lhes dar uma etiqueta ou um pedaço de papel com uma tartaruga sempre que elas realizarem o exercício em uma situação de tensão. Nós temos as tartarugas prontas para imprimir neste link.

5. O pote da calma

Chamamos “pote da calma” um frasco em que colocamos água, silicone líquido para dar densidade ao conteúdo e, por exemplo, purpurina. Podemos fabricá-lo com as crianças como um trabalho manual, e é ideal para que elas o contemplem tanto em momentos de tensão, como em momentos que podemos chamar de “zen“.
A criança agita o pote e observa o movimento, depois disso explicaremos que a purpurina é como suas emoções, que se agitam e agitam até se tranquilizarem. É ideal para fomentar a reflexão.
O simples ato de observar a purpurina se movendo lentamente lhes ajudará a se concentrar e a relaxar sua mente após momentos de grande ativação. Deixamos um vídeo que explica como fazer esse pote e como pode ser usado. Não se esqueça de fechar o pote com cola extraforte para impedir que ele se abra e derrame todo o conteúdo!

6. O jogo do soprador de bola gigante

soprador-de-bolaMais um recurso para se divertir e aprender a respirar fundo é o jogo do soprador. Consiste em que a criança mantenha a bola no ar por mais tempo possível. Divertido, não é? Este jogo é adorado pelas crianças e é muito funcional para favorecer o relaxamento. 

7. Amassar papéis, apertar bolas, rabiscar

Rabiscar, amassar papéis ou apertar bolas macias como bolas antiestresse é outro jogo maravilhoso para ajudar as crianças a canalizar suas emoções negativas. Além disso, ao mesmo tempo favorecemos o desenvolvimento das habilidades motoras finas, já que lhes ajudamos a fortalecer os músculos das mãos.

8. Pintar mandalas

mandalas-infantis
Pintar mandalas favorece não só o relaxamento e a reflexão, mas também a capacidade de concentração e a habilidade criativa. Em livrarias e na internet encontramos inúmeras alternativas adequadas para as crianças que elas irão adorar. Essa é a compilação de hoje, esperamos que estes jogos e recursos sejam de grande utilidade na criação de seus filhos. Não se esqueça de que é mais fácil criar crianças fortes do que consertar adultos destroçados, e que a nossa maior responsabilidade é o facto de a natureza nos confiar a criação das crianças.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Reflexão "Só de mim"




"Só de mim" conta a história de alguém que já teve tudo e que só se apercebeu disso depois de perder...

Dia dos Namorados


Que as manifestações de afeto não se limitem apenas ao dia de hoje ... que seja uma existência de todos os dias...verdadeira e sentida... sem data nem hora marcada!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Máscaras de Carnaval de Veneza

Desejado por muitos, odiado por alguns, mas celebrado por todos, o Carnaval de Veneza ainda conserva toda sua mística e atrai, todos os anos, milhares 
de visitantes à "Serenissima". Ao longo de uma dezena de dias, a cidade acorda da neblina dos dias de Inverno, para receber a invasão de foliões que percorrem as suas vielas e canais com as suas máscaras, brincadeiras e alegria.


As máscaras do carnaval de Veneza são famosas em todo o mundo pelo detalhe, pela beleza na elaboração e pela riqueza com que são apresentadas.
As máscaras permitiam a quebra das barreiras sociais e os ricos podiam aproximar-se dos pobres sem serem socialmente condenados ou comprometidos. A verdade é que de tudo isso restaram as festas carnavalescas que proliferam em toda a Itália e que se modernizam com o passar do tempo, mas as máscaras permanecem.
Desejos e tentações podiam ser realizados na protecção do anonimato das máscaras, assim como era uma óptima maneira de se frequentar os lugares proibidos.

As máscaras têm origem bastante antiga e o seu uso é permitido durante todo o carnaval, excepto nas festas religiosas. Durante todas as manifestações importantes, como as festas republicanas, era consentido o uso dos trajes venezianos que compunham o uso das máscaras.
Como nesta época do ano ainda faz frio no continente europeu, normalmente o carnaval é cercado por roupas longas e máscaras.
As máscaras venezianas são maravilhosas e conhecidas em todo o mundo, basta olharmos algumas fotografias deste carnaval.


Há um rei do carnaval na Itália, enterrado ao final da festa, num ritual que inclui mulheres a chorar com fantasias coloridas.

O Carnaval de Veneza é um momento mágico que envolve toda a cidade.

Commedia dell'arte - Conhecida também como Comédia de Máscaras, a Commedia Dell´Arte era composta por espectáculos teatrais em prosa, muito populares na Itália e em toda a Europa na segunda metade do século XVI até meados do século XVIII. O espectáculo era baseado no improviso dos actores, que seguiam apenas um esquema elaborado pelo autor para cada cena cómica, trágica ou tragicómica.

Hoje em dia, o carnaval veneziano está muito mais moderno mas conserva a tradição do uso de máscaras maravilhosas confeccionadas manualmente que embeleza os bailes e trazem aquele glamour que juntamente com o cenário de Veneza, tornam o seu carnaval inesquecível!


Nexte contexto, Veneza é uma cidade maravilhosa no coração da Itália, famosa pela sua paisagem, as suas gôndolas e os seus bailes de carnaval.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Quase 40% das crianças dos três aos oito anos acedem à Internet

A 6 de fevereiro comemora-se o Dia da Internet Mais Segura. A propósito desta data, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social publicou o e-book “Boom Digital? Crianças (3-8 anos) e Ecrãs”.

ITA - (intranet) autismo
À medida que as crianças crescem acedem cada vez mais à Internet: 38% das crianças dos três aos oito anos navegam na web, 22% das crianças do três aos cinco anos e também, bem como mais de metade (62%) das crianças entre os seis e os oito anos.
A conclusão é do inquérito promovido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e publicado no e-book “Boom Digital? Crianças (3-8 anos) e Ecrãs”, que inclui um inquérito ligado ao projeto “Públicos e Consumos de Media”. O artigo científico foi divulgado esta terça-feira para assinalar o Dia da Internet Mais Segura, que se comemora neste 6 de janeiro,.
O estudo, desenvolvido em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, revelou ainda que os(as) filhos(as) de famílias com estatuto socioeconómico mais alto são aquelas que mais utilizam a rede. Quanto aos motivos pelos quais os mais pequenos são cibernautas, trata-se de razões lúdicas: ver desenhos animados e filmes, jogar e ouvir músicas.
“Este estudo sobre os usos da televisão e das redes digitais pelas crianças, além de constituir um relevante contributo para as orientações da ERC, representa também uma proposta de reflexão que disponibilizamos às famílias e aos educadores”, explica o vice-presidente da ERC, Mário Mesquita.
“Na televisão os pais têm a sensação que controlam. Nos outros meios digitais sentem uma fragilidade nas suas competências de observação e controlo. Daí a importância de as competências digitais (…) fazerem parte de uma agenda de formação e informação parental e das próprias crianças”, destaca Cristina Ponte, responsável pela coordenação científica do estudo.


Reflexões sobre o dia da Internet Segura

Sabia que...

- Existem cerca de 30 milhões de tweets por dia;

- O YouTube é o segundo motor de busca mais abrangente da Internet com pelo menos 150 milhões de utilizadores a consultarem-no uma vez por semana;

- O Monte Everest já possui cobertura 3G, ao contrário de cerca de 30% das cidades do Brasil?

- O utilizador médio em 2012 acedia à Internet pelo menos 4 horas por dia e que nessa altura, 33% da população mundial estava online;

- O crescimento das páginas web foi catapultado na última década, passando dos 3 milhões (registados em 2002) para os 555 milhões (2012);

 - E que para atingir uma audiência de 50.000 pessoas, a rádio precisou de 38 anos, a televisão 13 anos e a Internet apenas 4 anos.

Assim, milhões de utilizadores, de todas as idades, culturas e estilos de vida, usam diariamente a Internet. A Internet é por isso, um meio versátil e uma fonte de inesgostáveis recursos, que nos permite contactar com utilizadores em regiões remotas e estabelecer uma rede de partilha com o mundo.

Contudo, este mundo cheio de potencialidades, também oferece alguns riscos que ameaçam a nossa segurança e bem-estar. Nesta área pretendemos evidenciar estes riscos, para o ajudar a se proteger da melhor forma e a educar os mais jovens a fazerem o mesmo.

Ao tomar certas precauções, a sua navegação será mais protegida e, como tal, poderá desfrutar com maior segurança das inúmeras vantagens que a Internet e as mais recentes tecnologias lhe oferecem. Para saber mais acerca dos riscos e das formas de se proteger, sugerimos que consulte as seções abaixo:

Internet segura - Histórias do Lucas




sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Vi o teu rosto ... ...em Memória das vítimas do Holocausto e de outros genocídios

Vi o teu rosto...
Vi o teu rosto, e estremeci...
Vi o teu rosto na Estrela de David, que te pesava no ombro,
e na curva do teu corpo,
que suportava todas as humilhações.

Vi o teu rosto na noite... na Noite de Cristal...
e em todas as noites que se seguiram.
O teu rosto iluminado pela dúvida e pelo medo. 
Nas interrogações de tantos rostos, cansados,
fechados dentro de carruagens,
embalados pelo movimento dos comboios. 
Comboios, comboios e mais comboios... 
Rostos, rostos e mais rostos...

Vi teu rosto presente no Gueto de Varsóvia,
em Dachau, Treblinka, Belzec, Chelmno, Bergen-Belsen... 
Na tua inquietação ao chegares a Auchwitz.
“Arbeit macht frei”
Na multidão de olhares vazios, perdidos, separados,
no inferno das câmaras de gás,
no abismo das valas comuns,
no fumo a sair das chaminés dos crematórios...
Rostos, rostos e mais rostos...

Vi o teu rosto no dia da libertação,
(eu que durante muito tempo tive medo de dizer a palavra liberdade). 
Vi o teu rosto nos abraços, nos sorrisos, nas lágrimas...
Nas memórias presas ao arame farpado.
No teu regresso a casa e na procura do teu futuro...

“Oh Jerusalém!”

Vi o teu rosto no Camboja, no Kosovo, no Ruanda... 
e em tantos outros rostos naufragados.

Vejo o teu rosto, e estremeço...


Poema "Vi o teu rosto” (3ª Menção Honrosa no Concurso Contar o Holocausto, ano letivo 2016-2017)
Escola Secundária Oliveira do Bairro
Alexandre Melo Mota 
Diogo Martins Ribeiro 
Mário João Pereira Lopes

Prof. António Travassos 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

É preciso “ler com atenção” a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz

A Comissão Nacional Justiça e Paz, diz que o “novo olhar” sobre o fenómeno migratório, proposto por Francisco, merece reflexão de todos, ainda mais em Portugal que é, em simultâneo, um país de emigrantes e de acolhimento.

O drama dos migrantes e refugiados é o tema central da mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de Janeiro. A mensagem já foi divulgada no final de Novembro, mas a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) aconselha a sua leitura atenta.
Nela Francisco critica quem fomenta o medo e a xenofobia contra quem chega, e diz que as migrações são, afinal, uma “oportunidade para construir um futuro de paz”. É este “novo olhar” sobre o fenómeno migratório que a Comissão considera importante sublinhar, ainda mais nesta altura em que “em diversos países, se reforçam correntes hostis”, sublinha a nota divulgada esta sexta-feira.
Citando a mensagem do Papa, a CNJP lembra que os migrantes e refugiados são, para muitos, “uma ameaça”, mas os que “fogem da guerra, da fome ou da opressão”, e que “estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa”, o que procuram é, afinal, a paz.
Lembrando que já há 50 anos, na encíclica “Popolorum Progressio”, Paulo VI dizia que “o desenvolvimento é o novo nome da paz”, e que também o Papa emérito Bento XVI afirmou que “todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja”, o Papa Francisco defende na sua mensagem que os migrantes “contribuem para o desenvolvimento, quer dos países de origem, quer dos países de destino”, onde “não chegam de mãos vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem”.
A Comissão Nacional Justiça e Paz espera que as palavras do Papa “tenham um particular eco em Portugal, marcado pela emigração desde há séculos (e que dela tanto beneficiou e continua a beneficiar) e também, mais recentemente, pela imigração”, que também tem beneficiado o país.
A nota da CNJP faz, ainda, referência aos dois “pactos globais sobre migrações (seguras, ordenadas e regulares) e refugiados”, que se espera que em 2018 sejam aprovados no âmbito das Nações Unidas, porque tal como o Papa Francisco lembra na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o fenómeno migratório vai continuar “a marcar o nosso futuro”, o que exige “soluções globais, não isoladas ou unilaterais. Daqui

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