terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Visita de Estudo ao Porto - EMRC - Semana da Religião

Centro Islâmico do Porto


Igreja de São Francisco
Museu do Holocausto
Imagens da internet
23/01/2023

Calendários pelo mundo: nem todos estão em 2023...

O calendário ocidental, de raiz cristã, é o que nós usamos e o mais utilizado, mas há outros igualmente importantes espalhados pelo mundo.
Nós "acabámos" de festejar a passagem do ano de 2022 para o de 2023, mas outros povos ainda estão a preparar-se para entrar nos seus anos novos. Porque não há só um calendário! É verdade que com a globalização (um palavrão que significa que os costumes são cada vez mais parecidos pelo mundo fora), a contagem dos anos usada no Ocidente – a nossa – é reconhecida em toda a parte e utilizada nas coisas da política e do comércio. Mas nem por isso os outros calendários deixaram de existir.

2023: Calendário gregoriano

É este o calendário que se segue em Portugal e na maioria dos países. O calendário gregoriano foi criado pelo Papa Gregório XIII, em fevereiro de 1582, e foi feito com base no calendário romano. O marco inicial é o nascimento de Jesus Cristo, no ano 0 a.C., e tem em conta o ciclo solar.

2023 (menos 13 dias): Calendário juliano

O calendário juliano está sempre 13 dias atrás do gregoriano. É usado por alguns cristãos ortodoxos, na Rússia e Sérvia. Foi estabelecido pelo imperador romano Caio Júlio César, em 46 a.C., basicamente é igual ao calendário romano, que existia na altura, mas com pequenas diferenças.

1444/ 1445: Calendário islâmico

Os povos islâmicos (ou muçulmanos), como os árabes, hão-de mudar de ano lá mais para o verão, a 20 de agosto. E estão em 1441.

O ano 0 do calendário do Islão é aquele em que o profeta Maomé, fundador daquela religião, se mudou da cidade de Meca para a de Medina. Isso aconteceu no ano 622 da era cristã, que principia com o nascimento de Cristo. Parece que a conta está mal feita mas não: é que este calendário baseia-se no ano lunar e não no ano solar, como o nosso.
As comemorações do Ano Novo muçulmano variam conforme as regiões. Na Líbia, matam uma ovelha e dão metade aos pobres; no Líbano, fazem questão de comer apenas comida de cor branca; e os malaios não varrem a casa no fim do ano, pois isso significaria tirar algo de dentro dela!

4720/ 4721: Calendário chinês (Ano do Coelho de Água Yin)

Onde não se brinca com a passagem do ano é na China: as festas duram seis semanas, entre Janeiro e Fevereiro! Os chineses fazem uma limpeza completa à casa. Na última noite do ano as luzes ficam acesas e ouve-se o rebentar de muitas bombinhas. Tudo isto, dizem, para afastar os espíritos indesejáveis. Os chineses adoram jogos de azar, que estão proibidos em quase todo o país. Mas nos primeiros três dias do ano podem jogar à vontade! Cada ano chinês é simbolizado por um de 12 animais – Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Carneiro, Macaco, Galo, Cão e Javali. Terminado o ciclo, volta-se ao primeiro. Segundo a cronologia chinesa, é o ano 4720. A contagem começou em 2697 a.C., quando o Rei Amarelo subiu ao trono.

5783/ 5784: Calendário judaico/ hebraico

Os judeus (ou hebreus, ou israelitas) vão entrar no ano 5784, mas só em 15 de Setembro. A contagem é feita a partir do que dizem ser «a criação do mundo» – a Rosh Hashanah. O cálculo é baseado numa leitura à letra dos livros da Torah, que correspondem mais ou menos ao Antigo Testamento da Bíblia cristã. Os judeus comemoram a passagem do ano visitando os túmulos dos antepassados e praticando atos religiosos durante dez dias, até ao Yom Kippur, ou Dia do Perdão, durante o qual estão proibidos de comer, beber e trabalhar.

2149/ 2150: Calendário budista tibetano

O Ano Novo não é nenhuma festa! Os budistas tibetanos, que vão no ano 2149, têm também uma passagem de ano tudo menos divertida, completamente voltada para a religião e o recolhimento.
Alguns indianos começam a contar a sua era 57 anos antes do nascimento de Cristo (a era de Vikram), outros 79. Quer dizer que uns estão agora no ano 2080 e outros no ano 2102. Não admira que assim seja, pois existem muitas tradições na Índia, uma das regiões culturalmente mais ricas do mundo!
in Visão Júnior (adaptado)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Dia Escolar da Não Violência e da Paz

O Dia Escolar da Não Violência e da Paz comemora-se anualmente a 30 de janeiro.
A data foi instituída em 1964 em Espanha pelo poeta, pedagogo e pacifista espanhol Llorenç Vidal, mas foi acolhida a nível internacional. Foi escolhido o dia 30 de janeiro por assinalar o falecimento do grande pacifista indiano Mahatma Gandhi.
Nos países do hemisfério sul, com calendários escolares diferentes, a data comemora-se por volta de 30 de março.
O objetivo do Dia Escolar da Não Violência e da Paz passa por alertar os alunos, os professores, os pais, os políticos e os governantes para a necessidade de uma educação para a paz, que promova valores como o respeito, a igualdade, a tolerância, a solidariedade, a cooperação e a não violência.
Fomentar a comunicação entre todos, impedir situações de bulling e incrementar a amizade são preocupações deste dia.
Em Portugal realizam-se diversas atividades nos agrupamentos escolares tendo em vista alcançar esses objetivos.

Atividades

  • Escrever frases ou manifestos pela paz
  • Ler textos sobre a paz
  • Realização de trabalhos de grupo com o tema da paz
  • Fazer desenhos com o tema da paz
  • Exibição de filmes sobre a paz, sobre Gandhi e outros pacifistas
  • Largada de balões
  • Largada de pombas
  • Construção de laços e corações humanos
  • Construção de uma árvore com textos e desenhos dos alunos
  • Criação de um PowerPoint
  • Encenar peças de teatro
  • Fazer um debate sobre a paz e a não violência

Frases

  • Não existe um caminho para paz. A paz é o caminho.
  • A paz é o que torna possível vivermos em harmonia e em união.
  • A paz de todos começa dentro de cada um.
  • Quem promove a paz promove o amor e a amizade.
  • A paz é amor e alegria.
  • A paz é partilha e amizade.
  • Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti.
  • Não ser violento é a melhor opção a tomar.
  • Tem mais força aquele que se contém do que aquele que é agressivo.
  • Respeita o próximo para seres também respeita.        Daqui

Dia Escolar da Não Violência e da Paz

O Dia Escolar da Não Violência e da Paz comemora-se anualmente a 30 de janeiro. 
A data foi instituída em 1964 em Espanha pelo poeta, pedagogo e pacifista espanhol Llorenç Vidal, mas foi acolhida a nível internacional. 
Foi escolhido o dia 30 de janeiro por assinalar o falecimento do grande pacifista indiano Mahatma Gandhi.

Dia Escolar da Não Violência e da Paz

Não há um caminho para a paz. 
A paz é o caminho.
Mahatma Gandhi

Reconheces estas figuras que lutaram pela paz?
Observa com atenção e fica a saber mais:
Retirado de EMRC | MC - António L. Domingues - Facebook

Murais Anne Frank, pelos alunos do 1º ciclo. Vídeo

Mural 3ºB - EB1 Lordelo - 26/1/2023
Mural 3ºA - EB1 Lordelo - 26/1/2023
Mural 3º ano - EB1 Prado - 25/01/2023

Mural 3º ano - EB1 nº 6 - 24/01/2023
Mural 1º ano - EB1 nº 3 - 27/01/2023
Autoria do desenho: Beatriz, 3º ano
Mural 3º ano - EB1  20/01/2023
Mural 4º ano - EB1 Prado - 25/01/2023
Cronologia de Anne Frank - 4ºano - 19/01/2023

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Nunca mais. Com ninguém.

2 de agosto de 2015


Imagens tiradas por mim no Yad Vashem - Jerusalém - julho e agosto 2015

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

O sentido da vida

 A fragilidade da condição humana, que se manifesta no sofrimento e na morte, traz-nos perguntas fundamentais sobre o enigma da existência: Quem somos? O que nos espera depois da morte? Qual o sentido da vida?

Estas perguntas provocam respostas diferentes, consoante as pessoas e os contextos socioculturais em que vivem. A maioria das pessoas tem procurado resposta na religião, apesar do fenómeno crescente do ateísmo teórico e prático.

A experiência religiosa

Somos seres finitos com desejo de infinito. A consciência da nossa finitude e a busca do sentido último da vida estão na origem da experiência religiosa, que tem acompanhado o ser humano, desde sempre, em todas as culturas.

A religião é um sistema de crenças, valores e rituais que unem um grupo ou uma comunidade na sua relação com Deus. Isto não significa que os seguidores de uma determinada religião estejam de acordo com tudo o que ela propõe. Muitos crentes gostam da liberdade de criar a sua própria versão da religião, aproveitando seletivamente doutrinas e práticas religiosas. É isso que se verifica quando alguém se confessa “católico não praticante”.

Existem dezenas de religiões organizadas. O cristianismo, baseado na vida e nos ensinamentos de Jesus, é a religião com mais crentes, cerca de um terço da população mundial. Tal como o judaísmo e o islamismo, a religião cristã defende a existência de um só Deus, criador omnipotente e bom, sentido último da vida. Os cristãos (católicos, ortodoxos e protestantes), iluminados pela fé, acreditam que a morte é uma passagem e alimentam a esperança na vida eterna.

Cada religião é uma forma de expressar a dimensão mais profunda do ser humano, a dimensão espiritual. Mas a espiritualidade, fonte de uma vida com sentido, não é património exclusivo das religiões. Muitas pessoas vivem a sua espiritualidade sem compromisso com qualquer crença ou prática religiosa.

Deus existe?

Ao longo de séculos, vários pensadores (por exemplo, Marx, Nietzsche, Freud e Sartre) anunciaram a morte de Deus e o fim da religião. Atualmente, alguns ateus defendem que a ciência explica a origem do universo e da vida, dispensando a necessidade de um Deus criador. Outros consideram que a existência de um Deus omnipotente e bom é incompatível com o sofrimento dos inocentes. Se Deus existe, porque permite a maldade humana, as guerras e os genocídios? Porque não nos liberta das catástrofes da natureza (terramotos, furacões e pandemias)?

Afinal, Deus existe ou não? Ninguém sabe. Estamos perante um mistério incompreensível para a mente humana. Crentes, ateus e agnósticos têm de aceitar com humildade que não há provas racionais para afirmar ou negar a existência de Deus. Não há certezas. A fé autêntica, que vai além da razão, convive com a dúvida. Crer não é saber.

Independentemente do olhar sobre o mistério de Deus e da atitude face à religião, somos todos irmãos, partilhamos a fragilidade da condição humana e temos a necessidade espiritual de descobrir o sentido da nossa existência. Disse Viktor Frankl (1905-1997), psicoterapeuta austríaco de origem judaica, sobrevivente dos campos de concentração nazis: “A principal preocupação da pessoa não consiste em obter prazer ou evitar a dor, mas antes em ver um sentido na sua vida.” Precisamos de razões para viver. Cada um de nós, diferente e único, é responsável pelas suas escolhas e insubstituível na sua missão.

Crentes ou não, podemos encontrar um horizonte de sentido na experiência da compaixão e da solidariedade, amando e servindo os outros. A descoberta de um sentido para a vida liberta-nos do vazio existencial e ajuda-nos a suavizar o sofrimento. É uma chave para a felicidade.

António Estanqueiro
Formado em Filosofia e Teologia

https://agencia.ecclesia.pt/portal/o-sentido-da-vida/

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Anne Frank




Anne Frank

 Em 1942, Anne Frank, uma menina judia de apenas 13 anos, é forçada a esconder-se com a família diante das constantes ameaças dos nazis. No seu Diário, ela narra a própria história, privada do mundo exterior, enquanto sonha em ter a sua liberdade de volta. 
Por meio do seu Diário, podemos perceber  os seus sentimentos mais profundos, enquanto esteve presa num pequeno abrigo / anexo com outras sete pessoas. Mesmo fechada, revela -se uma jovem engraçada, sensível e cheia de esperança.
Anne Frank não conquista a tão sonhada liberdade, mas sua história sobrevive!
O Diário de Anne Frank em quadrinhos é uma adaptação do título O anexo: notas do diário de 12 de junho de 1942 a 1º de agosto de 1944, um relato doce e, ao mesmo tempo, melancólico da menina judia e sua experiência durante a Segunda Guerra.




    
          
        Neste livro, um dos momentos que mais merecem destaque é quando a família Frank está a mudar-se para o esconderijo e a Anne diz à irmã que as lembranças, os objetos que ela juntou a vida inteira  trazem recordações e são bem mais importantes do que as roupas. 
Para a maioria das crianças da nossa realidade, o que importa é o ter e não ser...
                Outro trecho arrepiante é quando Anne escreve que desejava viver mesmo após a morte, objetivo que ela alcançou sem saber, pois o seu livro passou a ser de "leitura obrigatória".

Mas, sem sombra de dúvidas, o que deixa qualquer leitor intrigado e arrasado é saber que a menina e as outras sete pessoas que viviam com ela foram parar a campos de concentração tão perto do fim da guerra. Eles enfrentaram grandes perigos ao longo de dois anos (1942 - 1944), durante os quais poderiam ter sido presos e até mesmo mortos, mas conseguiram viver sem poder nem olhar através das janelas...
       Adaptado daqui




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