sábado, 31 de março de 2012

Para pintar...

Domingo de ramos

Os dias da passagem

Vinho e pão sem fermento, argamassa doce, ervas amargas, ovos pintados, jejum, alimentos benzidos: a comida como história num labirinto de ritos. Da tradição judaica às dos vários cultos cristãos, passando por heranças ditas pagãs, como a que celebra o início da Primavera e evoca a deusa Eostra, a celebração pascal é polissémica.


"Vamos celebrar a Páscoa e quem passe e tenha fome que entre e coma." A frase dá início à celebração judaica da fuga do Egipto, aquela cujo nome hebraico, Pessach (passagem), foi tomado de empréstimo pela celebração cristã da morte e ressurreição de um messias que os judeus não reconhecem. Em casa dos Ruah, Maria e Joshua, em Lisboa, a porta do 11.º andar fica simbolicamente aberta, mesmo se é pouco provável alguém passar: "Isto é essencialmente uma festa da família e dos amigos e aquilo que prestigia mais isto é o facto de se convidarem as pessoas que não têm onde celebrar". Outra explicação é a da possibilidade de o profeta Elias vir sentar-se à mesa (onde fica sempre um lugar vago) para anunciar a chegada do Messias.

Faz-se a "bênção do vinho" e lê-se o Hagadah, "história" em hebraico. A história é da fuga e do seu comandante, Moisés, da travessia do Mar Vermelho, do pão que na pressa não levedou. "Uma história de liberdade", resume Joshua, citando outra das frases rituais: "Este ano somos escravos na terra do Egipto para o ano estaremos livres na terra de Israel". Em casa dos Ruah é ele, "o patriarca" (69 anos, a mesma idade da mulher Maria) que lê a história, recostado numa cadeira de braços. Na mesa, durante a leitura, além de cálices de vinho, um prato grande coberto com um pano de veludo alberga os alimentos rituais: ossos de cordeiro, pão ázimo (sem fermento, a matzah), ervas amargas (no caso, aipo), um doce com vários ingredientes que simboliza a argamassa da construção das pirâmides, e um ovo, "representando a contiguidade". O patriarca retira-os e mostra-os, um a um, enquanto narra. "E o mais novo faz perguntas sobre a comida: por que é que nos outros dias comemos coisas boas e doces e hoje comemos ervas amargas, porque é que nos outros dias comemos um pão fermentado e hoje comemos pão sem fermento. E o mais velho responde."
Joshua Ruah, cinco filhos ("Queria ter tido mais", comenta com uma gargalhada) e "só cinco netos até agora", cirurgião geral e urologista, um dos nomes mais conhecidos da comunidade judaica portuguesa, explica que este ano a celebração se iniciou na segunda-feira à noite, 29 de Março, e durará oito dias, até à próxima terça 6 de Abril. Os oito dias que dura a Páscoa na "diáspora", já que na terra que crêem prometida os judeus só celebram sete. "É por causa da incerteza que antes havia nas datas". Antes do jantar-cerimónia, passou na sinagoga para um ritual de uma hora - findo o qual se convidam os presentes, mesmo desconhecidos, que estejam sós e "não tenham para onde ir celebrar".
Em casa, na qual se esperavam nos dois primeiros dias da quadra mais de duas dezenas de convivas, ficou Maria, a presidir à simbologia comestível. Uma trabalheira, que começa nas compras, efectuadas em Madrid, onde a comunidade judaica é muito maior e os preços mais suaves permitem compensar a ida e volta. Vinho e carne (em tempos houve em Lisboa um talho que fazia o abate de acordo com as exigências judaicas, mas já não há e só se vende carne kasher congelada) vêm assim de Espanha. O pão ázimo, várias caixas, é encomendado num supermercado lisboeta. Depois é preciso cozinhar.
No primeiro dia, o jantar é de acordo com a tradição asquenazi (judeus do norte, Polónia, Rússia, etc), da linha paterna de Maria; no segundo, sefardita, seguindo as receitas da casa de Joshua. "Na segunda feira tivemos almôndegas de peixe que se comem com uma raiz moída que chamamos rábano de cavalo, que se mistura com beterraba e vinagre e sal e açúcar. Esse picante, com o ligeiro adocicado das almôndegas, faz uma mistura muito agradável. Tivemos também canja de galinha com umas bolinhas feitas de farinha e frango estufado no forno com ervilhas, cenoura caramelizada e batatinha."
Na terça, uma sopa de legumes que fica um dia ao lume a apurar e que, maravilha-se Maria, "neste dia não se desfaz, os legumes ficam inteirinhos, ninguém consegue explicar porquê", servida com coentros frescos picados, "mais almôndegas de carne com ervilhas, túbaras [trufas brancas] e fundos de alcachofra". Quanto ao doce que representa a "argamassa", o haroset, cada casa tem a sua receita. A de Maria é em cru e leva tâmaras, maçã reineta, banana, vinho, especiarias, nozes, amêndoas, tudo moído e bem misturado. Quilos e quilos porque "é para comer em dois dias".

A próxima refeição ritual - a terceira - é no último dia da Páscoa, ao pôr do sol. "Põe-se uma mesa muito bonita, com um peixe inteiro com escamas e tripa (normalmente um sável, porque é um peixe que aparece nesta altura, uma primícia). O peixe, que antigamente se cozinhava, o que implicava comer às tantas da manhã pelo que nos deixámos disso, simboliza a chegada ao pé do mar; coloca-se também uma taça com farinha, favas cruas e ovos (que representam a vida), um copo com mel, outro com azeite, e ouro - é uma mesa cheia de imagens metafóricas que tentam dar a ilusão daquilo que Moisés prometeu, uma terra de fartura." Quando as pessoas chegam, a dona da casa dá-lhes uma folhinha de alface com mel e deseja um ano doce e bom a todos (o ano judaico, calculado pelo calendário lunar, começa nesta altura). Depois, "tiram-se as coisas da mesa, põem-se os pratos, os copos e janta-se." E pronto, acaba-se a Páscoa judaica - até ao ano seguinte.

Correspondendo à fuga do Egipto, o Pessach legou o seu nome e datação à Páscoa cristã porque a morte do messias cristão, Jesus, ocorreu no segundo dia da celebração judaica.
A última ceia, em que Jesus teria designado o pão não levedado e o vinho como sua carne e sangue, foi uma refeição ritual judaica. Por esse motivo, durante muito tempo as Páscoas coincidiram nos mesmo dias, calculados a partir do calendário lunar como ocorrendo no 14.º dia de Nissan (o primeiro mês desse calendário). Assim foi até que no ano 325 depois de Cristo um concílio convocado em Niceia (então grega, hoje uma cidade turca) alterou esse facto, ficando decidido que a celebração cristã ocorreria noutra data. Em carta, o imperador Constantino (o primeiro imperador romano a converter-se ao cristianismo e o responsável pela convocação do concílio), certifica que os cristão "não podem ter nada em comum com os judeus", cuja "companhia" designa como imprópria por "terem manchado as mãos com o mais horrível dos crimes". "É-nos verdadeiramente vergonhoso ouvirmo-los vangloriar-se de que, sem a sua orientação, não poderíamos guardar esta festa", conclui. Em concílios seguintes (Antioquia e Laodicea) os cristão foram proibidos de celebrar a Páscoa com os judeus, de observar o Shabbat (o dia de descanso semanal dos judeus, o sábado), de receber prendas de judeus e até de comer pão ázimo nos festejos judaicos - mesmo se a hóstia usada na comunhão católica é uma descendente directa do pão não levedado que Jesus teria partilhado na "última ceia".
A Páscoa ficou fixada em Niceia num domingo, "acertado" nesse concílio como o dia santo dos cristãos (em substituição do sábado), mas nem sempre "calha" no mesmo dia em todos os ritos cristãos: os católicos do rito oriental, por exemplo, fazem contas diferentes, assim como os cristãos ortodoxos (com os quais, aliás, têm grandes coincidências de tradição pascal); as testemunhas de Jeová, cuja mais importante data religiosa é a Comemoração da Morte de Cristo, usam o calendário lunar (o judaico, portanto) e celebraram-na na terça-feira dia 30.

Pedro Candeias, um dos episcopos (anciãos) da congregação (membros do sexo masculino escolhidos pelos anteriores anciãos e, segundo Candeias, "multifunções") explica: "O 14.º dia do mês de Nissan é a primeira lua nova na proximidade do equinócio da Primavera e nós seguimos exactamente a celebração que Jesus instituiu na reunião com os apóstolos, quando diz 'Fareis isto em memória de mim' e partilha o vinho e o pão não fermentado. As testemunhas de Jeová fazem como ele fez." Ao contrário dos judeus, dos cristãos ortodoxos e dos católicos (os primeiros só comem pão não levedado nesta época, os segundos abstêm-se de comer carne e, no caso dos ortodoxos, qualquer produto de origem animal, nos 40 dias anteriores ao dia fixado como sendo da ressurreição), as testemunhas de Jeová não fazem uma dieta especial nos dias anteriores à Páscoa: "Só lembramos o que Jesus fez por nós." O pão não fermentado e o vinho são passados entre os presentes numa cerimónia que ocorre depois do pôr do sol ("Sensivelmente 50 minutos depois das oito horas), mas ninguém come ou bebe: "Salvas com pão e um cálice de vinho puro passam de mão em mão apenas porque só os que fazem parte do grupo de 144 mil pessoas que vão governar a terra depois do Juízo Final podem partilhá-los. É uma indicação do Espírito Santo."

A passagem do pão e do vinho entre os fiéis, que também ocorre nas celebrações evangélicas da Páscoa, não é nessas congregações um exclusivo desta época, já que uma vez por mês, nestas igrejas, se passa o pão e o vinho em memória da última ceia. "Em termos de folclore, não somos muito folclóricos", certifica Fernando Soares Loja, um dos representantes da Comunidade Evangélica Portuguesa. "Na sexta à noite há uma celebração especial em que se celebra a última ceia. É um serviço religioso normal com cânticos e há a distribuição do pão e do vinho, igual à que se faz todos os meses." Não há qualquer refeição especial: "É um almoço perfeitamente normal o de domingo de Páscoa." Quanto ao jejum não é observado, explica, por fidelidade à interpretação evangélica das Escrituras: "Os fariseus perguntaram a Jesus por que é que os discípulos não jejuavam, e Ele respondeu, 'Enquanto o noivo está com os seus amigos, não é ocasião para tristezas'. Na nossa perspectiva, como Jesus ressuscita, não há razão para nos penitenciarmos e sofrermos. Ele já sofreu tudo por nós." As testemunhas de Jeová vão mais longe, pela voz de Pedro Candeias: "Não há nenhuma indicação das Escrituras para celebrar a ressurreição."

A ideia de uma vida que renasce, ou que se regenera, ligada (obviamente) à estação da abastança e fertilidade, a Primavera, e a proximidade da celebração pascal, até em termos de cálculo astronómico, com o equinócio primaveril, celebrado em várias culturas e religiões (se bem que nem sempre na mesma altura: os hindus por exemplo celebram a Primavera na festa Holi, que decorre em Fevereiro e consta do acender de uma grande fogueira e do lançar de pós coloridos sobre as pessoas, sendo comum seguir nessa altura uma alimentação exclusivamente vegetariana), justifica por exemplo que a palavra usada para denominar a Páscoa em inglês e alemão tenha a sua raiz na deusa Eostre, que em alemão antigo significa "deusa da aurora" e é uma figura ligada à fertilidade, à luz e ao renascer. A história de Eostre, ou Ostara, está associada a coelhos e ovos, que são o seu símbolo e que continuam a imperar na imagética da Páscoa ocidental, nomeadamente na sua versão de chocolate, que poderá ter a ver com o facto de o chocolate, ou cacau, aquando do seu surgimento na Europa, ter sido permitido, em bula papal, como um alimento adequado à época de jejum.

Parece haver também uma tradição chinesa e persa de relação da Primavera e da sua celebração com ovos e oferta dos mesmos. Entre os católicos do rito oriental e os cristãos ortodoxos, os ovos cozidos e decorados - quer com pinturas propriamente ditas (sobretudo na tradição romena) quer tingidos durante a cozedura através de vários métodos - são um elemento central na simbologia pascal. Durante os 40 dias anteriores ao sábado da celebração, os fiéis fazem uma dieta vegetariana, explicada pelo protopresbítero (ou arcipreste) Alexandre Bonito (dependente do patriarcado de Constantinopla) como "um tempo de reflexão e preparação espiritual, de partilha, de abdicar do supérfluo." Uma dieta em que ovos estão interditos. Mas "após a ressurreição há a tradição de comer ovos tingidos com tinta encarnada". Ovos que são abençoados na missa e comidos ali mesmo, segundo Bonito, que costuma oficiar em Caselas para uma plateia misturada de gregos, ucranianos, russos e portugueses.
A ucraniana Lyudmyla Buta, 54 anos, há sete em Portugal, habita em Odivelas mas é à igreja de Nossa Senhora da Oliveira ("emprestada pelo Patriarcado de Lisboa) na rua de São Julião, na Baixa de Lisboa, que costuma ir assistir ao culto, dirigido pelo padre Igor Nevinskyy, 32 anos, ucraniano como ela. A celebração inicia-se na sexta-feira (no caso, ontem) com uma missa à três da tarde. Hoje, sábado, a missa é nocturna e acaba de madrugada. No final, o sacerdote benze cestos de comida que os fiéis comem quando chegam a casa. O ritual, praticamente igual nos católicos do rito oriental, implica que nas cestas haja um pão especial da Páscoa, uma espécie de folar, carne (chouriço e lombo fumado), sal, manteiga, queijo (geralmente fresco) e os inevitáveis ovos. Lyudmyla, avessa a tintas, costuma usar casca de cebola para os colorir. Mas não os come na igreja. "Quando vamos para a missa não jantamos. No fim, voltamos para nossa casa, bebemos água abençoada, comemos a páscoa abençoada (o nome do bolo/pão confeccionado nesta altura, cuja receita Lyudmyla tem dificuldade e explicar, é "páscoa"), e o resto das coisas."

A missa em Portugal acaba às quatro da manhã, na Ucrânia dura a noite toda: "Lá é mesmo até às seis." A seguir à missa, os fiéis têm ainda de ajudar a arrumar a igreja, para que no dia seguinte, domingo de Páscoa, o padre católico possa rezar missa. "Assim como encontramos, deixamos", certifica Lyudmyla.
A quebra do jejum ocorre depois, antes da missa de domingo, às nove da manhã. Não são dias de dormir, os da festa mais importante para os cristãos ortodoxos . Desde 17 de Março sem comer produtos de origem animal, Lyudmyla assegura que não lhe custa, pelo contrário: "Como batatas, arroz, fruta, legumes. Aqui em Portugal é fácil, mais fácil que na minha terra, onde há menos fruta e legumes. São semanas em que pensamos na nossa vida e na dos nossos familiares e pedimos desculpa a todos. Pedimos perdão, prometemos viver em paz, não fazer mal a ninguém."

Uma purificação, um rito de passagem para renascer, melhor, mais justo, mais livre; uma comunhão com os outros e o mundo e a celebração da abundância e da luz. A vida: tão simples.


por FERNANDA CÂNCIO, in DN

sábado, 24 de março de 2012

Equinócio da Primavera

Desde as 05h14 de terça feira, 20 de Março, que nos encontramos na estação da Primavera (no hemisfério norte, claro!).
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Não devemos esquecer que nestas simulações as dimensões da Terra e do Sol e a distância que os separa, não estão proporcionais. O Sol tem um diâmetro de 1 392 000 km, que é 100 vezes maior do que os cerca de 12 800 km de diâmetro da Terra. E entre a Terra e o Sol, vai uma distância onde caberiam mais de 100 estrelas iguais ao Sol.

Retirado do Blog Geografia: http://geoap.blogspot.pt/

Mudança da hora de verão e fusos horários




Clicar aqui para ver esta infografia do Expresso online em janela inteira

Para saber mais, consultar o sítio do Obsevatório Astronómico de Lisboa.

in Blog Geografia

quinta-feira, 22 de março de 2012

Coimbra: V Interescolas reúne mais de 1200 alunos de EMRC

No dia 19 de Março, decorreu, em Cantanhede, o V Encontro Inter-escolas de EMRC da Diocese de Coimbra, organizado pelo Secretariado Diocesano, com o apoio do município, paróquia, bombeiros e junta de Cantanhede.

Desta vez dedicado a alunos do 2º Ciclo, o encontro juntou 1200 alunos de várias escolas e colégios da Diocese, num ambiente de alegria e de convívio, ente elas a nossa...

Durante a manhã, alunos e professores tiveram oportunidade de passar por várias atividades, não só as relacionadas com a disciplina e com o Dia do Pai, mas também uma visita pela cidade, com uma forte componente cultural (visita ao Museu da Pedra, à Casa da Cultura, à Praça Marquês de Marialva e à Igreja Matriz).

Depois do almoço, no Parque verde de S. Mateus, os participantes tiveram a presença do Bispo da Diocese, que falou aos alunos da importância da disciplina de EMRC para a sua formação humana e cristã.

Por último, o encontro contou com a atuação, no palco, de um grupo musical formado por alunos da Escola Secundária de Cantanhede, muitos deles também inscritos na disciplina. Aliás, refira-se que o encontro, dirigido para alunos do 2º Ciclo, permitiu um intercâmbio entre alunos mais novos e mais velhos, pois os alunos do ensino secundário serviram de guias às várias escolas e colégios da Diocese nas várias actividades que decorreram ao longo do dia.

in Educris

domingo, 18 de março de 2012

Morte de Jesus

Paixão de Jesus

História da Páscoa - Vídeo

Reflexão - Desabafo bem feito, real e muito "amargo"...

Alguns anos depois que nasci, o meu pai conheceu um Estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, o meu pai ficou fascinado com este encantador personagem e, em seguida, convidou-o a viver com nossa família.

O Estranho aceitou e desde então tem estado connosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre o seu lugar na minha família; na minha mente jovem, já tinha um lugar muito especial.

Os meus pais eram instrutores complementares: a minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e omeu pai ensinou-me a
obedecer. Porém, o Estranho era o nosso narrador. Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quisessemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro! Levou a minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir e chorar.

O Estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, a minha mãe levantava-se cedo e calada, enquanto nós ficávamos a escutar o que o Estranho timha para dizer, e só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora pergunto-me se ela teria rezado alguma vez, para que
o Estranho se fosse embora).

O meu pai dirigia o nosso lar com certas convicções morais, mas o Estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las. As blasfémias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa, nem da nossa parte, nem da parte dos nossos amigos ou de qualquer um que nos
visitasse.

Entretanto, o nosso visitante de longo prazo, usava, sem problemas, a sua linguagem inapropriada que, às vezes, queimava os meus ouvidos e fazia o meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.

O meu pai nunca nos deu permissão para beber álcool, mas o Estranho animou-nos a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Os seus comentários eram, às vezes, evidentes, outras sugestivos e, geralmente, vergonhosos.

Agora sei que os meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante a minha adolescência pelo Estranho.

Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais. Mesmo assim, permaneceu no nosso lar.

Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o Estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao princípio.

Não obstante, se hoje pudesses entrar na guarida dos meus pais, ainda o encontrarias sentado no seu canto, à espera que alguém quisesse escutar as suas conversas ou dedicar o seu tempo livre a fazer-lhe companhia...


O seu nome?

Chamamos-lhe Televisor.


Nota:

Agora o Televisor tem uma esposa que se chama Computador e um filho que se chama Telemóvel.

Esta "família" tem contribuído, ao longo dos tempos, para nos afastar do verdadeiro significado e dos valores da Família!

Recebido por email (autor desconhecido - adaptado)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Recordar a Visita de Estudo a Lisboa

Religiões Abraâmicas
Chegada - Praça de Espanha
Fundação Calouste Gulbenkian
Escultura na Fundação Calouste Gulbenkian

Jardim Fundação C. G.
Planetário Gulbenkian
Aluna com "famoso", no Planetário

Fachada da Sinagoga
Interior da Sinagoga
1º andar - Sinagoga
Mosteiro dos Jerónimos
Claustro e Jardim - interior do Mosteiro dos Jerónimos
Igreja - Mosteiro dos Jerónimos
Crucifixo - Coro Alto
Altar- Igreja
Entrada da Mesquita
Local para os sapatos
Aluna a descalçar-se
Interior e Minarete
Interior com versículos do Alcorão

domingo, 11 de março de 2012

Uma séria questão de civismo!


Conhecem o Kony? Já ouviram falar nele? Já viram a cara dele alguma vez? Mas aposto que conhecem o Cristiano Ronaldo, a Merkel, a Soraia Chaves ou o Obama. Sabiam que é a pessoa mais procurada no mundo? Sim, é o nº1 da lista dos mais procurados e, como devem calcular, não será pelas melhores razões. Então como é que o mundo nunca ouviu falar do Kony?!?!?!
Percam um pouquinho do vosso precioso tempo e vejam este filme de uns minutos sobre a tentativa mundial de "apanhar" um traficante, raptor, assassino, violador de crianças e dêem o vosso contributo para esta nobre causa ... divulgando-a.
A meta é final de 2012 pois, infelizmente, como não mete petróleo no meio, o período de colaboração política (americana) está a esgotar-se.
Vamos ver se tornamos o mundo melhor para as gerações futuras. Há períodos em que temos a oportunidade individual para a construção da História.
Obrigado.
Cuidado que algumas imagens são violentas...
Recebido por email.

quarta-feira, 7 de março de 2012

A invenção de Hugo - Clube de Cinema

Ficha Técnica:

Título Original: Hugo (M.12)

Intérpretes: Asa Butterfield, Ben Kingsley, Chloe Moretz, Christopher Lee, Edmund Kingsley, Emily Mortimer, Frances de la Tour, Helen McCrory, Jude Law, Michael Stuhlbarg, Ray Winstone, Richard Griffiths, Sacha Baron Cohen.

Realização: Martin Scorsese

Distribuído em Portugal por: ZON Lusomundo Audiovisuais

Género: 3D,Ação/Aventura, Familiar/Infantil

Duração: 2h6m | Origem: EUA, 2011

A Invenção de Hugo conta a história de um órfão que vive em segredo nas paredes de uma estação de comboios de Paris. Com a ajuda de uma rapariga excêntrica, ele procura a resposta para uma misteriosa ligação entre o pai que perdeu recentemente, o mal-humorado dono da loja de brinquedos que vive por baixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente, sem chave.

Baseado no premiado e imaginativo bestseller de Brian Selznick, “A Invenção de Hugo Cabret”, esta fábula mágica é o primeiro filme em 3D do galardoado realizador Martin Scorsese.

O filme é “Uma brilhante homenagem a Georges Méliès, mas não só... também aos irmãos Lumière, Edison e restantes pioneiros. Igualmente fantástica é a referência a Harold Lloyd.

Percebemos o que o génio de Méliès trouxe para o cinema: a possibilidade de sonhar que antes só era possível através da literatura e do teatro. Alguns aspetos históricos apresentados no filme são questionáveis, como a morte da sua mulher em 1913 (e o seu posterior casamento com a atriz Jehanne d'Alcy), o primeiro contacto com os filmes dos irmãos Lumière na sessão de 28 de dezembro de 1895, ou o incêndio do seu estúdio em Montreuil-sous-Bois em Paris depois de ter sido transformado em teatro.”

(in http://cinemano3ciclo.blogspot.com/2012/02/invencao-de-hugo.html)


Para satisfazer a tua curiosidade, consulta os links que se seguem:

- JOGOS

http://www.scholastic.com/hugocabret/index.htm (VER EXCLUSIVE NEW ILLUSTRATION)

· - GALERIAS DE FOTOS DO SITE OFICIAL

http://www.hugomovie.com/#gallery/#gallery

· - FILMES

. A VIAGEM DA LUA,de Meliés: http://www.youtube.com/watch?v=Uz5KKh4R70E

. A História de Hugo Cabret: o ladrão (http://www.youtube.com/watch?v=hU_SA8b-V3Y&feature=player_embedded)


domingo, 4 de março de 2012

Poema Harmonia

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O que é a harmonia para ti?

Sentes-te em harmonia contigo próprio?

Será que é preciso haver harmonia?

Achas que há harmonia no mundo?

Harmonia é uma palavra muito forte,

E é preciso saber o seu significado.


Sê feliz e com um bom coração,

Para que te sintas em sonhos.


Se te sentires bem contigo próprio,

Conquistas e constróis uma vida saudável,

Cheia de amor, alegria, energia e esperança.

Até na música e no nosso dormir,

Em ações que nos fazem sentir livres,

Encontramos a harmonia!

Para quê viver num mundo de guerra?

Para sofrermos e sermos castigados?

Por maldades que não cometemos?

Não vale a pena!

Vive em HARMONIA!

Texto elaborado para a Corrida de Harmonia pela aluna Inês Munhoz do 7ºC

Leitura dialogada do poema pela autora e colegas - 7ºC

Síria - Infografia

in Sapo

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Fotos do Mundo

Testa a tua memória

Faz o teu presépio

Faz a tua árvore

Jogo Poluição das Águas

Jogo Eco-Cidade

Jogo Gesto Inteligente Transportes

Joga connosco e aprende!

Jogo interativo em Espanhol

VideoBar

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Jogo "Ser Pessoa"

Os perigos do tabaco

Os perigos do tabaco
Clica, joga e aprende...

Religiões do mundo

Religiões do mundo
Jogo - Para saber mais