quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pesquisa Global da ONU: "My world" - Participa!

Vote pelas mudanças que podem fazer o seu mundo melhor
      As Nações Unidas e os seus parceiros querem ouvir-nos!

"My world" é uma pequisa global que quer a nossa ajuda na escolha das prioridades para um mundo melhor. Os resultados serão compartilhados com líderes mundiais na definição da próxima agenda de desenvolvimento global.
    
     Conta-lhes sobre o mundo que queres.  
      Levanta a tua voz!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

70 anos depois de Auschwitz: "é o cheiro a morte que os sobreviventes mais recordam"



70 anos depois da libertação de prisioneiros, 300 sobreviventes voltam ao campo de concentração que fica na história, no lado negro da história... 



Imagens de um Vídeo da TVI: aqui

Roman Kent, an Auschwitz Survivor

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A liberdade constrói-se...


DIFERENTES PERSPETIVAS 
DA LIBERDADE:


o Liberdade Física: Capacidade de agir, enquanto não há obstáculos materiais.
o Liberdade Psicológica: Capacidade de agir por razões pessoais sem se deixar influenciar.
o Liberdade Moral: Agir segundo a consciência, procurando o melhor bem.


A LIBERDADE CONSTRÓI-SE...

Perante os obstáculos para viver a amizade...
Não desanimes!
Terás que ser capaz de os remover.
Opta por tudo o que te ajuda a desenvolver e a enriquecer a tua personalidade.
Evita tudo o que te pode escravizar e não contribuir para o teu desenvolvimento pessoal.
Não te deixes levar por opiniões gerais e/ou modas,
pois estas começam a determinar o nosso comportamento
e, sem darmos conta, tornamo-nos escravos.
Começa a pensar pela tua cabeça,
aprende, dialoga, discute, procura,
mas tenta adquirir uma consciência crítica,
para que possas construir a tua liberdade.

Calendário Judaico e Islâmico







Trabalho de Daniela Fernandes 7A, dezembro de 2013

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Muçulmanos, judeus e cristãos oram pela paz na Mesquita de Lisboa

Muçulmanos, judeus e cristãos oraram nesta sexta-feira juntos pela paz na Mesquita central de Lisboa, iniciativa que volta a acontecer no sábado e no domingo, respetivamente, na Sinagoga do Rato e na Igreja de Santo António de Campolide. 

A frase “‘a paz esteja convosco’ é comum a estas três religiões”, afirmou hoje o imã da mesquita, David Munir, na preleção que antecedeu a oração pela paz, acrescentando em seguida: “O Senhor é único e é o que dá e tira a vida”.
À margem da cerimónia, o presidente da comunidade judaica em Lisboa, José Oulman Bensaúde Carp, disse à Lusa que “são mais as coisas que unem os três credos do que as que dividem”. O padre católico João Nogueira sublinhou o facto de esta “oração pela paz” se realizar “dentro da identidade de cada religião”. Também a comunidade hindú, do Templo de Shiva, se juntou à cerimónia, tendo o sacerdote Apurv Jani realçado que “a única diferença é a forma como oramos, mas fazemo-lo todos ao mesmo Deus”.
Esta oração pela paz, (...) foi uma iniciativa do presidente da Junta de Freguesia de Campolide, André Couto.
Hoje (sexta feira), dia de oração para os muçulmanos, rezou-se na Mesquita central de Lisboa, no sábado, dia de descanso para os judeus, reza-se na Sinagoga, ao largo do Rato, em que oficiará o rabi Eli Rosenfeld, e, no domingo, dia do Senhor para os católicos, ora-se na Igreja de Santo de António de Campolide, em que oficiará o padre João Nogueira.
Hoje, à Lusa, João Nogueira realçou “a solidariedade expressa pela força da dor” e recordou que, desde o papado de Paulo VI (1963-1978), a Igreja Católica dedica, anualmente, uma semana ao ecumenismo. Este ano a semana ecuménica inicia-se, precisamente no próximo domingo.

23/1/2015, 16:46   MÁRIO CRUZ/LUSA

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Carta aos meus avós


Uma homenagem às avós, aos avôs, aos avós. 
Uma carta que tem as palavras que não são as deles, mas que são para eles, a partir da brilhante crónica "Carta para Josefa, minha avó", escrita por José Saramago. 
Com: André Raposo & Maria Alice Amaro Gois

Realização: André Raposo & João Descalço
Assistente de Realização: Cristiana Morais
Cinematografia & Edição: João Descalço

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Vale a pena viver

Cada pessoa que amamos é um achado.
Cada momento juntos é um tesouro.
Cada dia que temos é um presente...

Vale a pena viver!

Relação entre pai e filho - reflexão, a partir de "Farol"

O autor é Po Chou Chi, um jovem diretor, natural de Taiwan, radicado em Los Angeles.  

Chou Chi produziu o filme Lighthouse ("Farol"), cheio de subtilezas e simbolismos. 
De facto, trata delicadamente a relação entre um pai e um filho, uma relação de crescimento, repleta de amor e de respeito. 

"Farol" mostra ainda que o fim também é o começo... 

!

sábado, 17 de janeiro de 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A importância e o valor dos pais


Um jovem de nível académico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.
O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações académicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse nota máxima.
O diretor perguntou: "Tiveste alguma bolsa na escola?"
O jovem respondeu: "Nenhuma!"
O diretor perguntou: "Foi o teu pai quem pagou as tuas mensalidades?"
O jovem respondeu: "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano… Foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou: "Onde trabalha a tua mãe?"
E o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O diretor perguntou, novamente: "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?"
O jovem respondeu: "Nunca! A minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse: "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares a casa, aproxima-te da tua mãe e limpa-lhe as suas mãos. Depois, volta cá amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho… Estava feliz… Mas, com um misto de sentimentos, mostrou-lhe as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos de sua mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos de sua mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando as limpava com água.
Esta foi a primeira vez que o jovem percebeu que este par de mãos, que lavavam roupa todo o dia, tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência académica e o seu futuro.
Após ter acabado de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mãe e filho falaram-se por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e  perguntou: "Diz-me o que fizeste e o que aprendeste, ontem em tua casa?"
O jovem respondeu: "Eu limpei as mãos de minha mãe e, ainda, acabei por lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu: "Por favor, diz-me o que sentiste."
O jovem disse: "Primeiro: agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo: ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e a dureza que é ter algo pronto. Em terceiro: agora aprecio a importância e o valor de uma relação familiar."
O diretor disse: "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e ganhou o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

REFLEXÃO:
Uma criança protegida e que habitualmente teve tudo o que quis, apenas desenvolverá o seu egoísmo, com uma mente muito voltada para si e sempre a colocar-se em primeiro lugar. Ignorará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas devem-no ouvir. Posteriormente, quando for gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e há-de culpar sempre os outros. Estas pessoas até podem ser boas academicamente, ou ainda, ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo cumprido. Resmungarão sempre… o ódio permanecerá nas suas entranhas e lutarão sempre por mais, sem olhar a meios… Contudo, sentir-se-ão frustradas porque não amadas…

Se somos esses pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir os nossos filhos?

Podem deixar os vossos filhos viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. 


Mas quando tiverem que tratar do jardim, cortar a relva… por favor, deixem-nos experimentar também isso. Depois da refeição, deixem-nos lavar os seus pratos juntamente com os irmãos e irmãs. Deixem-nos guardar os brinquedos e arranjar as próprias camas. Isto não é porque não têm dinheiro para contratar uma empregada, mas porque os amam e, assim, ensinam como deve de ser. Que eles entendam que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia eles irão envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. 

A coisa mais importante que os vossos filhos devem entender é apreciar o esforço e experiência da dificuldade e a aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
[Autor desconhecido]

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Crianças deprimidas. São cada vez mais e mais novas.

A crise, o desemprego dos pais, o stresse e a pressão de ser melhor são algumas das razões apontadas pelos especialistas para o aumento de casos. Cabe aos pais ajudar a ultrapassar.

António nunca acreditou em depressões, muito menos em crianças. Por isso, quando o filho de 15 anos começou a trancar-se no quarto depois de a namorada o ter deixado, reagiu mal. Um mês depois, quando Bruno deixou de ir à escola e de aparecer nos treinos de futebol, António decidiu adoptar uma postura ainda mais agressiva. Sem resultados: o filho parecia não se importar com nada. Uma tarde, a seguir a uma discussão, Bruno tomou uma caixa inteira de comprimidos e acabou internado no hospital. A seguir foi-lhe diagnosticada uma depressão.

Há cada vez mais crianças e adolescentes deprimidos nos consultórios dos pedopsiquiatras e psicólogos infantis e nos hospitais. Além de estar a aumentar nestas faixas etárias, a depressão manifesta-se cada vez cedo. “Se há uns anos os primeiros sintomas começavam a surgir geralmente na pré-adolescência, hoje atingem crianças com três, quatro anos”, confirma a psicóloga infantil Rita Jonet.

A culpa, acreditam os especialistas com quem o i falou, é sobretudo do clima económico e das dificuldades que as famílias atravessam. “O desemprego e os problemas dos pais levam a quadros de depressão e ansiedade nos jovens e isso tem-se reflectido nas consultas, quer no consultório quer no hospital”, admite o psiquiatra Daniel Sampaio, que trabalha com adolescentes.

O presidente da Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente sublinha que, mesmo sendo muito pequenas, as crianças apercebem-se dos dramas domésticos. “Há famílias em que pai e mãe estão desempregados e não têm dinheiro, sequer, para comprar os livros escolares”, exemplifica Bilhota Xavier. Rita Jonet acrescenta que os filhos são “esponjas” que absorvem o ambiente que encontram em casa: “Pais extremamente ansiosos, preocupados, pessimistas e angustiados em relação ao futuro passam esses estados de espírito para os filhos”.

O pediatra Mário Cordeiro avisa, por outro lado, que os pais – com determinadas conversas – contribuem para o mal-estar dos filhos: “Por vezes damos uma perspectiva da vida adulta muito negra, como se fosse um corredor da morte e houvesse um determinismo de impostos, corrupção e cortes, quando a vida de adulto tem preocupações, mas também momentos felizes e deve significar, para as crianças, ser mais livre e ter mais autonomia.”

Nem só a crise explica o aumento de casos de depressão na infância e na adolescência. Bilhota Xavier realça a “grande pressão” que é colocada em cima das crianças, desde cedo, para que sejam competitivas e obtenham bons resultados – na escola e nas actividades em que participam: “As famílias conhecem as dificuldades que existem no mercado de trabalho e os números do desemprego jovem. Por isso, muitos pais colocam demasiada pressão nos filhos para que consigam tirar médias mais altas e serem sempre os melhores, de maneira garantir um bom futuro”.

Por Rosa Ramos, Jornal online i
publicado em 7 Jan 2015 - 10:00

Por que não se deve bater numa mulher - vídeo


Esta é aparentemente só mais uma experiência social, mas o facto de ser feita com crianças faz-nos questionar como nos temos educado enquanto sociedade. 

Imaginem o seguinte cenário: os meninos são colocados, individualmente, à frente de uma rapariga e, entre várias situações, lhes pedem para que lhe deem um estalo. 

Foi o que aconteceu neste vídeo e as reações espontâneas destas crianças vão fazer-nos pensar!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O restaurante mais feliz do mundo: "Tim´s Place"


Tim Harris, persona con sindrome de down es el dueño de el único restaurante en el mundo en el que además de darte comida, te regala abrazos!   

História do Bolo Rei




O bolo rei está repleto de simbologia. Não é por acaso que tem forma de coroa e brilho nas suas frutas cristalizadas. Reza a lenda que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus aquando do seu nascimento.

A côdea simbolizava o ouro, as frutas secas e cristalizadas representavam a mirra e o aroma do bolo assinalava o incenso.

Ainda na base do imaginário, a existência duma fava também tem a sua explicação: quando os Reis Magos viram a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a entregar ao menino os presentes que levavam. Como não conseguiram chegar a um acordo e com vista a acabar com a discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no interior da massa uma fava. De seguida, cada um dos três Magos do Oriente pegaria numa fatia. O Rei Mago que tivesse a sorte de retirar a fatia contendo a fava seria o que ganharia o direito de entregar em primeiro lugar os presentes a Jesus.

O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi Gaspar, Baltazar ou Belchior o feliz contemplado. É claro que isto é só uma lenda, historicamente falando, a versão é bem diferente.

Aproveitando um inocente jogo de crianças, os Romanos inseriram a sua prática nos banquetes durantes os quais se procedia à eleição do rei da festa, que consistia em escolher entre si um rei tirando-o à sorte com favas, por isso designado por vezes também rei da fava.

A Igreja Católica aproveitou o facto de aquele jogo ser característica do mês de Dezembro e decidiu relacioná-lo com a Natividade e com a Epifania, ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro.

A influência da Igreja na Idade Média determinou que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava introduzida num bolo, cuja receita se desconhece.

Havia ainda a tradição de que os cristãos deveriam comer 12 Bolos Reis, entre o Natal e o Dia de Reis, festa que muito cedo começou a ser celebrada na côrte dos reis de França. O Bolo Rei terá, aliás, surgido neste país no tempo de Luis XIV para as festas do Ano Novo e Dia de Reis. Vários escritores da época escreveram sobre esta iguaria, até mesmo Greuze celebrou-o num famoso quadro, com o nome de Gâteau dês Róis.

Com a Revolução Francesa, em 1789, este bolo foi proibido, “como mais tarde iria acontecer em Portugal”, só que os pasteleiros que tinham um excelente negócio em mãos em vez de o eliminarem decidiram continuar a confeccioná-lo chamando-lhe Gâteau dês Sans-cullotes.

Com isto, parece não haver dúvidas que o Bolo Rei tem verdadeiras origens francesas, apesar do Bolo Rei popularizado em Portugal no século passado não ter a ver com o bolo simbólico da festa dos reis existente na maior parte das províncias francesas a norte do rio Loire, na região de Paris, onde o bolo é uma rodela de massa folhada recheada de creme.

O nosso Bolo Rei segue a receita a sul de Loire, um bolo em forma de côroa feito de massa lêveda. Acrescenta-se que ambos os bolos continham uma fava simbólica, podendo ser um objecto de porcelana. Tanto quanto se sabe, a primeira casa onde se vendeu Bolo Rei em Portugal foi em Lisboa na Confeitaria Nacional, por volta do ano de 1870, bolo esse feito pelo afamado confeiteiro Gregório através duma receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris.

Durante a Quadra Natalícia a Confeitaria Nacional oferecia aos lisboetas uma exposição de tudo quanto de mais delicado e original a arte dos doces podia então produzir. A pouco e pouco, outras confeitarias também passaram a fabricá-lo o que deu origem a várias versões.

No Porto foi posto à venda pela primeira vez em 1890, por iniciativa da Confeitaria Cascais, feito segundo receita que o proprietário Francisco Júlio Cascais trouxera de Paris.

Assim o Bolo Rei atravessou com êxito os reinados da rainha D. Maria II e dos reis D. Pedro, D. Luis, D. Carlos e D. Manuel II.Vieram depois o Estado Novo de Salazar e Marcelo Caetano e a Revolução de 25 de Abril de 1974. Mas foi com a proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 que vieram os piores tempos para o Bolo Rei, ficando em risco a sua existência, tudo por causa da palavra “rei”, símbolo do poder supremo que numa lógica de hoje nos faz rir. Ora morto este símbolo, o bolo tinha que desaparecer ou mascarar-se para evitar a guerra que lhe podia ser feita. Os confeiteiros partiram do princípio de que negócio é negócio e política é política e continuaram a fabricar o bolo sob outra designação. Os menos imaginativos deram-lhe o nome de ‘ex-bolo rei’, mas a maioria chamou-lhe bolo de Natal ou bolo de Ano Novo.

A designação de bolo Nacional seria a melhor, uma vez que remetia para a confeitaria que o tinha introduzido em Portugal e também por estar relacionado com o país o que ficava bem em período revolucionário.

Não contentes com nenhuma destas ideias, os republicanos mais radicais chamaram-lhe bolo Presidente e até houve quem he chamasse bolo Arriaga. Não se sabe como reagiu o Presidente da República, mas convenhamos que a homenagem não tivesse sido a melhor.

Passado esse período negro, a história deste bolo tem sido um sucesso.

A receita do Bolo Rei correu mundo, muito contribui para isso a fama que o bolo ganhou por proporcionar expectativa a quem comesse a fatia que continha a fava ou o brinde. A fava amaldiçoada pelos sacerdotes Egípcios que a viam como alojamento para os espíritos é considerado o elemento negativo, representando uma espécie de azar, tendo quem a encontra duas opções: assumir o pagamento do próximo bolo ou correr perigo de engoli-la.

Por sua vez, o brinde era colocado no bolo com o objectivo de presentear os convidados com quem se partilhava o bolo. Havia quem colocasse nos bolos pequenas adivinhas complicadas por sinal, mas cuja recompensa seria meia libra de ouro.

Porém outros incluíam propositadamente as moedas de ouro na massa, por uma forma requintada de agradecimento, como se o próprio bolo não chegasse. Infelizmente, com o passar do tempo, o brinde passou a ser um pequeno objecto metálico sem outro valor que não o do símbolo e pouco evidente para a maioria das pessoas. Como não bastasse, as leis comunitárias ditaram o fim da tradição, proibindo que no interior do bolo se encontre uma fava ou um brinde.

Mesmo assim, o Bolo Rei continua a ser um símbolo da época Natalícia e hoje os confeiteiros e pasteleiros não se poupam a esforços na sua promoção, por isso se enchem de clientes para adquirir o rei das iguarias nesta quadra festiva.

O Bolo Rei não se limita a ser um bolo com gosto agradável, ele é na verdade um verdadeiro símbolo desta época!

Teresa HenriquesCake & Chocolate Designer nas Caldas da Rainha
in Jornal das Caldas online

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