| Dia Mundial da Paz: «Nada se cura na Igreja pela indiferença nem pela oposição», considera bispo de Coimbra |
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
D. Virgílio Antunes sugere «diálogo aberto» e «compreensão»
terça-feira, 9 de junho de 2015
EMRC, um projeto de vida
Estimados alunos, com as aulas de EMRC é-vos oferecido um projeto de vida onde não há lugar para o indiferentismo e o comodismo, mas apenas para a radicalidade de ser com os outros, na promoção do bem comum e no assumir responsabilidades, quer no agir pessoal quer na defesa da dignidade de toda e qualquer pessoa. sábado, 14 de fevereiro de 2015
D. Manuel já é Cardeal!
domingo, 27 de abril de 2014
Fez-se História em Roma. Os momentos marcantes da canonização
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
A história de São Nicolau
Parte 3
domingo, 28 de julho de 2013
Discurso do Papa Francisco aos jovens, in Rio2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Tudo sobre o processo de eleição do novo Papa
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tudo-sobre-o-processo-de-eleicao-do-novo-papa=f792083#ixzz2MyUtSvPj
segunda-feira, 4 de março de 2013
Este Papa fez muito mais pela Igreja do que muitos cristãos pensam que fez
Mas cada vez mais portugueses são agnósticos ou, melhor ainda, indiferentes à experiência religiosa na sua vida quotidiana, mesmo que ocasionalmente entrem numa igreja em funerais, baptizados e casamentos. Um cada vez maior número de portugueses faz a sua vida com considerável indiferença face à Igreja e organiza-a em muitos aspectos em que a Igreja e religião tinham papel no passado e hoje têm cada vez menos. Não baptiza os seus filhos, não se casa pela Igreja, é hostil à moral sexual cristã, e vive como quer e lhe apetece, sem ser afectado em nada pela instituição, a não ser quando esta aparece associada a qualquer escândalo, como a pedofilia, e então julga-a com ainda maior severidade, reconhecendo-se nessa reacção mais próximo da Igreja do que desejaria e admite. Contradições, de que o mundo é feito.
Nos últimos dias, foi impossível a todos não observar os vários episódios do "espectáculo" papal, em parte involuntário, noutra parte desejado. Uso aqui o termo sem especial sentido pejorativo, que também o tem. Desde o momento da declaração de renúncia, que o Papa fez em latim e que só uma jornalista e os dignitários da Igreja que o acompanhavam perceberam porque conheciam a velha língua morta da Igreja, até à sucessão de aparições, discursos e mensagens, todos os passos e palavras daquele homem vestido de forma única, de branco e vermelho, na janela do Vaticano, no carro branco de nome ridículo, no helicóptero, a cuja passagem tocavam os sinos, uma coisa moderna chamando uma coisa antiga, um mundo fortemente simbólico que se tornou actual no ecrã por onde se vê o mundo, a televisão.
A sua figura é a de um homem cansado e velho, "sem forças" para dirigir a "barca petrina", e por isso o seu acto de renúncia foi visto como contraditório com o sofrimento público, a revelação da doença e por último da morte quase em directo, diante dos fiéis reunidos na Praça de S. Pedro, de João Paulo II. Já o escrevi e repito, os dois Papas sucessivos, cuja colaboração e estima foi intensa, não quiseram dizer nada de contraditório entre si, mas apenas coisas diferentes: um, que a velhice e a morte fazem parte da condição humana; outro, que não há razões para o Papa não se retirar se entender que a Igreja precisa de força e vitalidade para defrontar as suas dificuldades. Cada um testemunha, a seu modo, a humanidade do papado, e por isso ambos serviram a sua causa e a sua igreja.
Nos seus últimos dias de Papa, Bento XVI apresentou-se diante de audiências globais como algo de muito diferente do comum, como uma "estranheza", ou um "mistério" que nos interpela. Desse ponto de vista, foi um sucesso "mediático" porque é único: um homem alquebrado, mas com um sorriso poderoso, falando várias línguas de um modo geral bastante bem, lendo textos simples mas densos, cheios de história, onde os dois mil anos da Igreja se reflectem num fio condutor que apela a muitas memórias da cultura ocidental e da religiosidade. Mas, mais do que isso, um homem que sabemos ser um grande intelectual, um produto da exigente cultura universitária alemã, mas que se percebe ter fé, acreditar, e que, numa timidez evidente mas segura, fala com Deus tratando-o por Tu.
O "espectáculo" papal dos dias de hoje não converte os incréus, porque a sua incredulidade é mais forte e mais funda, por boas e más razões, mas abre-os a uma certa perplexidade, nalguns casos mesmo sedução, da e pela fé. Ver alguém que acredita, como o Papa Bento XVI, agora Papa Emérito, de uma forma tão gentil, sem aí ser frágil e "sem forças", faz muito para restaurar um respeito pela espiritualidade, uma atenção ao "mistério" ao sentimento do outro, mesmo que não restaure a fé, que é um "dom" e não depende dele.
É por isso que este Papa fez muito mais pela Igreja do que muitos cristãos pensam que fez, resultado de terem ficado órfãos em Bento XVI da religiosidade afectiva de João Paulo II, daquela bondade de pater que beijava a terra e peregrinava pelo mundo todo. Bento XVI é uma outra espécie diferente de "peregrino", autoclassificação que deu a si próprio na sua última declaração ainda Papa no seu belo italiano de adopção: "Voi sapete che io non sono più Pontefice, sono semplicemente un pellegrino che inizia l"ultima tappa del suo pellegrinaggio in questa terra."
Para João Paulo II, cuja acção é muito intimamente complementar da de Bento XVI e vice-versa, a preocupação foi sempre reforçar a Igreja nas suas mais seguras fontes de continuidade e influência: o cristianismo popular, mariano, orgânico, "comunitário", como o era na sua Polónia natal, assegurando-lhe a liberdade de culto, e a autonomia das suas instituições, em particular as ligadas ao ensino. O seu olhar dirigia-se aos sítios onde o cristianismo estava a crescer e a consolidar-se, em África, na América Latina, na Ásia, a partir do povo comum, da religiosidade popular e simples. Daí também o seu papel no combate ao comunismo onde participou como inspirador e conspirador. O "Papa polaco", anticomunista, foi sempre visto pelo Kremlin como um dos grandes problemas na fase final da crise do sistema comunista, e um actor decisivo nessa queda.
Bento XVI era diferente, pela sua carreira, pela sua acção intelectual, como teólogo, pela sua acção como jovem consultor dos bispos alemães que organizaram no Vaticano II a resistência ao poder da Cúria Romana, assim como, mais tarde, como alto responsável na hierarquia da Igreja na defesa da ortodoxia da doutrina. Este último papel colocou-o na mira dos "progressistas" que o tinham como adversário capaz e duro, elevando o debate intelectual, teológico, a níveis que apenas poucos, como era o caso de Hans Kung, eram capazes de aceder. Mas Bento XVI, quer como Joseph Ratzinger, quer como Papa, sabia muito bem que para defrontar a competição com a descrença no mundo contemporâneo, era preciso resistir ao "progressismo" que descaracterizava a Igreja, a tornava numa variante profética do marxismo na "teologia da libertação", abrindo-a de forma perversa a um mundo que se tinha feito contra ela e sem ela, e que acabaria por a dissolver no "século" sem diferença. A resistência à "modernidade", e foi o próprio Ratzinger que o lembrou, é mais moderna e interpela mais a descrença, do que a contínua cedência ao "mundo" secular, aos seus hábitos e costumes. E foi também por isso que, ao associar o seu acto prosaico de renúncia ao papado a uma "peregrinação" mística e de intensa religiosidade, apelou aos incréus, seus pares na mesma tradição greco-latina da cultura ocidental que tanto prezava, e fez muito mais pela "propaganda da fé" do que alguns dos seus pares mais modernizadores reconhecem.
Usou o "espectáculo" para sair dele para uma dimensão muito alheia ao nosso quotidiano vulgar, retomando o sentido do seu nome de Papa, como o disse na sua última audiência do dia 27 de Fevereiro: "O "sempre" é também um "para sempre": não haverá mais um regresso à vida privada. E a minha decisão de renunciar ao exercício activo do ministério não revoga isto; não volto à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas permaneço de forma nova junto do Senhor Crucificado. Deixo de trazer a potestade do ofício em prol do governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro. Nisto, ser-me-á de grande exemplo São Bento, cujo nome adoptei como Papa. Ele mostrou-nos o caminho para uma vida, que, activa ou passiva, está votada totalmente à obra de Deus."
Boa viagem, peregrino.
sábado, 16 de junho de 2012
Faleceu D. Albino Cleto
A título pessoal, Guilherme d' Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, referiu, numa nota enviada à agência Lusa, que « a morte inesperada de D. Albino Mamede Cleto é uma perda significativa para a Igreja portuguesa».Ler aqui uma biografia de D. Albino Cleto.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Bento XVI fala em português na saudação aos jovens da Jornada Mundial da Juventude
"A todos saúdo com grande amizade e convido a subir até à fonte eterna da vossa juventude e conhecer o protagonista absoluto desta Jornada Mundial e -- espero -- da vossa vida: Cristo Senhor", disse, na Praça Cibeles em Madrid.
O português foi uma das seis línguas usadas por Bento XVI no seu discurso de boas-vindas aos jovens peregrinos -- a par do espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e polaco.
"Não se pode crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé. A Igreja precisa de vós, e vós precisais da Igreja", disse Bento XVI.
Dirigindo-se às centenas de milhares de jovens que há várias horas, e sob um forte sol, esperam na Praça Cibeles, Bento XVI declarou sentir "imensa alegria" por estar na "capital dos jovens do mundo, onde toda a Igreja tem postos os seus olhos".
Agradecendo o "maravilhoso acolhimento" que recebeu à chegada a Madrid, o papa agradeceu também aos organizadores da JMJ e às autoridades nacionais, regionais e locais espanholas pela colaboração nos preparativos.
Antes, numa intervenção de boas vindas a Bento XVI, o cardeal Rouco Varela, arcebispo de Madrid, saudou o papa, que era esperado por centenas de milhares de jovens, concentrados na Praça Cibeles.
"Jovens dos cinco continentes que vos dão as boas vindas a uma cidade aberta de coração, nobre de sentimentos, onde ninguém é forasteiro, mas sim irmão", disse.
"A praça Cibeles, a mais emblemática da cidade, acolhe esta imensa multidão de jovens, de todos os cantos da Terra, que com entusiasmo que desborda recebem quem vem em nome do Senhor", afirmou.
Rouco Varela recordou que este é um encontro com "filhos e irmãos da mesma igreja que não conhece fronteiras", numa visita de "um valor excepcional" com "a Igreja Jovem".
Lusa
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Novo bispo dá prioridade aos jovens
O novo bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, quer “gastar grande parte do tempo com os jovens”, porque considera que é o sector da população que se depara com “maiores dificuldades”.
Em entrevista ao programa ECCLESIA na RTP-2, o antigo reitor do Santuário de Fátima sublinha que “os cursos, a dificuldade de encontrar trabalho e os problemas de realização” obrigam a juventude a “adiar um conjunto de soluções por não ter uma vida estabilizada”.
Para D. Virgílio Antunes, que vai ser ordenado bispo este domingo, em Fátima, os jovens devem ser privilegiados pela ação da Igreja por causa das suas “muitas aptidões” e pela “avidez por coisas grandes e elevadas”, que não sabem como pôr em prática por estarem “perdidos” e “sem saber para onde e como caminhar”.
“A Igreja tem o dever de lhes abrir portas, horizontes e caminhos”, sublinha o prelado, para quem a sociedade “não tem oferecido grandes metas e objetivos” à juventude.
O diálogo com a sociedade é também uma prioridade para o bispo que vai entrar na diocese conimbricense a 10 de julho: “A Igreja tem uma história longa de diálogo e proximidade com o mundo social, cultural e rural, com os mais e menos letrados”.
“A Igreja de hoje não se apresenta como senhora e dona de toda a verdade”, salienta D. Virgílio Antunes, acrescentando que a “verdade do Evangelho” de que é portadora “é para pôr ao dispor das pessoas”, pelo que “tem de as ouvir”.
A cidade de Coimbra, 200 km a norte de Lisboa, é historicamente marcada pela presença da universidade, a que o bispo de 49 anos quer igualmente prestar atenção: “Há muitíssimas pessoas dentro do ensino superior que estão desejosas de mais alguma coisa”, refere.
A presença na academia de estudantes, funcionários e professores “empenhados na vida cristã” permite ao prelado estar convencido de que “há bases suficientes para se fazer alguma coisa em comum”.
D. Virgílio Antunes diz ainda que a sua escolha para bispo de Coimbra por parte do Papa Bento XVI “foi uma nomeação inesperada” para a diocese conimbricense e para ele próprio, embora as reações estejam a ser positivas.
“Os sinais que tenho tido estão a ultrapassar tudo aquilo que se pudesse esperar”, afirma o prelado, que acrescenta: “Fazem-me sentir pequenino diante de tão grandes expectativas e tanta alegria”.
RM 2 Julho 2011.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Já temos novo Bispo!

Virgílio Antunes, apurou o CM, acaba de ser nomeado para o cargo pelo Papa Bento XVI. D. Albino Cleto pediu em Março do ano passado a resignação, por limite de idade, imposta pelo Código de Direito Canónico, aguardando-se desde então a nomeação do seu sucessor.
Diversos nomes foram apontados para a sucessão, como o de D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, e o de José Rafael Espírito Santo, líder em Portugal do Opus Dei.
O padre Virgílio Antunes, de 49 anos, tem no currículo funções de docente universitário, Juiz do Tribunal eclesiástico, Delegado Episcopal para o Diaconado Permanente e membro do Colégio de Consultores. Natural de São Mamede (Batalha), foi presbítero da Diocese de Leiria-Fátima. Frequentou o Seminário Menor de Leiria e fez o Curso Filosófico-Teológico no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra.
in Correio da Manha
Desejamos ao nosso novo Pastor as mais sinceras felicidades nesta nobre missao ao serviço da Igreja de Cristo!
PS- Em Espanha, nao há o til. As nossas desculpas.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Bispo do Porto: "A pobreza toca a todos"

Várias dimensões da pobreza, tais como, educação, desigualdade de rendimentos, desigualdade salarial de géneros e habitação são abordadas nesta obra com uma "dimensão humanista", disse D. Manuel Clemente sublinhando a necessidade de se "olhar para a economia numa perspectiva social".
"O voluntariado e a colaboração das pessoas são absolutamente necessários face à situação actual. Há muita gente disponível, só precisam que lhe digam onde e quem podem ajudar", acrescentou o Bispo do Porto.
"Despertar o interesse dos jovens" para o estudo da pobreza enquanto fenómeno social e económico e "fazer um ponto de situação para os poderes políticos e económicos" são outros objectivos do livro, referiu Aurora Teixeira, professora de economia e uma das coordenadoras da obra.
Investigar a pobreza
O reitor da Universidade do Porto (UP) também esteve presente na sessão de lançamento do livro e mostrou disponibilidade para criar um modelo de investigação ligado à pobreza na UP.
"Uma linha que identifique as causas e crie soluções", afirmou Marques dos Santos que caracterizou como "escândalo" as desigualdades sociais entre ricos e pobres actualmente.
O livro foi lançado no mesmo dia em que foram conhecidos os dados de uma sondagem Eurobarómetro relativos à pobreza divulgados hoje em Bruxelas. O inquérito concluiu que mais de 90 por cento dos portugueses têm a percepção que a pobreza aumentou em Portugal nos últimos 12 meses.
Leonor Vasconcelos Ferreira homenageada
A obra é uma homenagem à investigadora Leonor Vasconcelos Ferreira (1960-2008), que se destacou pelos seus estudos na área da pobreza e da desigualdade social.
O lançamento da obra está também associado ao Programa Nacional do Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social a decorrer desde o início de 2010.
@Catarina Osório e Alice Barcellos in Sapo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Peregrinação das Crianças 2010
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