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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

D. Virgílio Antunes sugere «diálogo aberto» e «compreensão»

Agência ECCLESIA/LFS, D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra
Dia Mundial da Paz: «Nada se cura na Igreja pela indiferença nem pela oposição», considera bispo de Coimbra

O bispo de Coimbra afirmou no Dia Mundial da Paz que existe uma “guerra” entre “grupos que têm entendimentos diversos sobre alguns pontos da doutrina e da prática eclesial” e sugeriu o “diálogo aberto” e a “compreensão”.

“Dentro da Igreja católica assistimos a uma guerra frequentemente surda, outras vezes ruidosa, entre grupos que têm entendimentos diversos sobre alguns pontos da doutrina e da prática eclesial”, afirmou D. Virgílio Antunes na homilia da Missa do Dia Mundial da Paz, acrescentando que “nada se cura na Igreja pela indiferença, nem pela oposição”.
“A via proposta pelo Senhor é sempre do diálogo aberto, da compreensão, do respeito e humildade diante dos outros e do mistério que nos envolve”, sustentou.
Para o bispo de Coimbra a indiferença nas relações entre pessoas, povos e nações, nas famílias e “dentro da Igreja católica” tem de ser combatida pelo “conhecimento, aproximação e colaboração ativa”.
Na homilia da Missa do Dia Mundial da Paz, enviada este domingo à Agência ECCLESIA, D. Virgílio Antunes afirmou que, depois de tempos de “algum modo tranquilos”, volta a agudizar-se na Igreja o problema “das relações internas, dos crentes das diferentes religiões e também da relação entre crentes e não crentes”.
Para o bispo de Coimbra a relação entre religiões está também a “sofrer muito” devido à “afirmação dos fundamentalismos de vária índole” através do discurso radical e de ações desumanas.
“É um problema na ordem do dia com contornos culturais, económicos, políticos. Qualquer solução tem de passar pela aproximação, pelo encontro, pelo diálogo, pelo respeito dos direitos humanos, da igual dignidade de todos os homens independentemente de religião”, desenvolveu.
O bispo de Coimbra sugeriu um caminho de “mudança cultural”, uma vez que a cultura dominante é de “indiferença em relação a Deus, aos outros, à sociedade, à política, à religião e à ética”, o que “não é caminho de futuro”.
No apelo a uma sociedade que não seja indiferente, o prelado constatou que a família é, “por excelência”, o lugar das relações que fazem “as pessoas felizes ou que as destroem”.
“É muito comum a tentação de se viver na mesma casa de costas voltadas, de fazer das relações familiares relações de indiferença, de ausência de compromisso como modo de ultrapassar problemas ou de os não criar”, analisou.
Segundo D. Virgílio Antunes, ao contrário do que “frequentemente se pensa”, a indiferença não gera a paz mas medo, agrava as feridas e aprofunda os problemas.
“A vocação de cada pessoa consiste em viver com as outras pessoas, em estar, em permanecer, em acompanhar e amar”, acrescentou.
O bispo de Coimbra, na homilia da Missa do Dia Mundial da Paz, convidou a que se “olhe” para as muitas realidades que “precisam urgentemente” que se passe da atitude da indiferença para o conhecimento, a aproximação, a colaboração ativa, “o caminho para a paz que o Senhor oferece com a Sua bênção”.

Coimbra, 04 jan 2015 (Ecclesia) CB/PR

terça-feira, 9 de junho de 2015

EMRC, um projeto de vida


A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) é um valioso contributo para a formação das crianças, adolescentes e jovens, porque os ajuda a refletir sobre eles próprios, sobre as grandes temáticas que afligem a humanidade, ao mesmo tempo que apresenta, com base no Evangelho de Jesus, propostas de esperança e de felicidade verdadeira – a todos projeta para o futuro, a todos torna coautores da vida em sociedade, impele à construção do Bem e à contemplação da beleza da verdade e do próprio Deus. 

A tarefa da educação é missão específica da Família, por isso, lançamos o desafio aos pais para que não prescindam e desperdicem este tempo e este espaço da aula de EMRC, que é, sem dúvida, um excelente complemento à educação recebida em casa e na comunidade paroquial. Com a mesma sistematização e métodos dos outros saberes escolares, a disciplina de EMRC entra em diálogo com as demais aprendizagens e fornece ao aluno instrumentos para melhor compreender a realidade pessoal e social, e para nela intervir com comportamentos éticos e morais que o dignificam como pessoa. 

A cada criança, adolescente e jovem é feito o convite que Jesus fez aos seus primeiros discípulos: «Vinde e vede» para que descubrais em cada aula de EMRC a beleza da vida, a ousadia do perdão, a felicidade do serviço e a alegria de ser. A raiz da fé é a aceitação da pessoa de Cristo. Os primeiros discípulos iniciaram com Ele uma relação pessoal (Jo 1, 35-51). Mais tarde, quando se escreve o Evangelho, recorda-se o episódio como o início de uma nova vida. Esta nova vida podes encontrá-la ou descobri-la nas aulas de EMRC, enquanto caminhada a percorrer não individualmente mas em grupo, e de onde emana o desejo e a necessidade de também a transmitir aos outros. 

Estimados alunos, com as aulas de EMRC é-vos oferecido um projeto de vida onde não há lugar para o indiferentismo e o comodismo, mas apenas para a radicalidade de ser com os outros, na promoção do bem comum e no assumir responsabilidades, quer no agir pessoal quer na defesa da dignidade de toda e qualquer pessoa. 

Para ti que és cristão, a aula de EMRC traz oportunidades e razões para aprofundar e sistematizar os teus conhecimentos sobre a tua crença e encontrares uma oportunidade para, junto dos teus colegas e amigos, partilhares a alegria da tua fé. Em ti, e no teu professor, os teus colegas descobrirão que o Deus de Jesus Cristo plenifica a tua vida e dá alegria à tua existência – alegria que queres ver refletida em cada rosto humano. 

O docente de EMRC, na coerência do testemunho cristão e na fidelidade à Igreja, é fermento na comunidade educativa, onde, pela entrega e serviço, descobre diariamente a sua vocação, porque «é dando que se recebe». Na azáfama das tarefas escolares e na “aridez” das rotinas burocráticas e organizacionais, ele reconhece-se portador de um dom que se traduz e transforma em cada gesto e em cada rosto. Vivendo o mandato e a misericórdia de Deus, o professor de EMRC vive a realidade da sua escola com os olhos e o coração numa esperança transformadora e contagiante, transpondo, sempre, os portões da escola com alegria e com gratidão. 

No momento das matrículas da disciplina de EMRC, aos pais e encarregados de educação, aos alunos e professores das escolas públicas e privadas, quero fazer o mesmo apelo que o Papa Francisco fez aos jovens: «Não enterrem os talentos! Apostem em grandes ideais, aqueles que alargam o coração, aqueles ideais de serviço que tornam fecundos os seus talentos. A vida não é dada para que a conservemos para nós mesmos, mas para que a doemos. 

Queridos jovens, tende uma grande alma! Não tenhais medo de sonhar com coisas grandes!». O sentido para as vossas vidas está nas vossas escolhas e decisões. Não fiqueis indiferentes! 

O vosso amigo: † António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro. 
06 junho 2015 Daqui

sábado, 14 de fevereiro de 2015

domingo, 27 de abril de 2014

Fez-se História em Roma. Os momentos marcantes da canonização

Milhares de fiéis inundaram este fim-de-semana a cidade de Roma para assistir e participar num acontecimento histórico para a Igreja: a canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II. 
Foi a primeira vez que o Papa Francisco e Bento XVI se juntaram e concelebraram uma missa desde a resignação do Papa emérito. Recordemos os momentos mais marcantes da celebração.

27-04-2014 | 16:55 Emissão Renascença em directo do Vaticano. Imagens: CTV

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A história de São Nicolau

O dia de São Nicolau comemora-se a 6 de Dezembro. São Nicolau é muito amado pelos cristãos e alvo de inúmeras lendas. Filho de pais ricos com profunda vida de oração, nasceu no ano 275, na Ásia Menor. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde, com amor, evangelizou os pagãos, mesmo em clima de perseguição em que viviam os cristãos.
São Nicolau é conhecido principalmente ligado aos pobres, já que, ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente a partilhou com os necessitados.
Certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e, por isso, o próprio pai, na loucura, aconselhou-lhes a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.
Daí que, nos países do Norte da Europa, usando da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças, no mês de dezembro.
Sagrado bispo de Mira, Nicolau conquistou todos com a sua caridade, zelo, espírito de oração e carisma de milagres.
Historiadores relatam que, ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado à morte, mas felizmente salvou-se em 313, pois foi publicado o édito de Milão, que concedia a liberdade religiosa aos cristãos e fazia do cristianismo a religião do império romano.
São Nicolau participou do Concilio de Niceia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Entrou Nicolau no Céu, em 342, ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus, para que muitos milagres chegassem ao povo.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

domingo, 28 de julho de 2013

Discurso do Papa Francisco aos jovens, in Rio2013

Viagem Apostólica ao Brasil 

Discurso do Papa Francisco
Vigília com os jovens na Praia de Copacabana
Sábado, 27 de julho de 2013

Queridos jovens,
Olhando para vocês presentes aqui hoje, me vem a mente a história de São Francisco de Assis. Diante do Crucifixo, ele escuta a voz de Jesus que lhe diz: «Francisco, vai e repara a minha casa». E o jovem Francisco responde, com prontidão e generosidade, a esta chamado do Senhor: repara a minha casa. Mas qual casa? Aos poucos, ele percebe que não se tratava fazer de pedreiro para reparar um edifício feito de pedras, mas de dar a sua contribuição para a vida da Igreja; tratava-se de colocar-se ao serviço da Igreja, amando-a e trabalhando para que transparecesse nela sempre mais a Face de Cristo.
Também hoje o Senhor continua precisando de vocês, jovens, para a sua Igreja. Querido jovens, o Senhor necessita de você. Também hoje ele chama a cada um de vocês para segui-lo na sua Igreja, para serem missionários. Queridos jovens, o Senhor hoje os chama. Não a muitos, mas a você, a você, a você, a você… a cada um. Escutem-no no coração.
Penso que podemos aprender com o que aconteceu nesses dias. Como tivemos que cancelar, devido ao mau tempo, a realização desta vigília no Campus Fidei (Campo da Fé), em Guaratiba, não estaria o Senhor querendo dizer-nos que o verdadeiro Campo da Fé, o verdadeira Campus Fidei, não é um lugar geográfico, mas somos nós?
Sim, é verdade. Cada um de nós, cada um de vocês, eu, vocês, todos, que ser discípulos missionários significa reconhecer que somos Campos da Fé de Deus. Por isso, a partir da imagem do Campo da Fé, pensei em três imagens que podem nos ajudar a entender melhor o que significa ser um discípulo missionário: a primeira, o campo como lugar onde se semeia; a segunda, o campo como lugar de treinamento; e a terceira, o campo como canteiro de obras.
1. O campo como lugar onde se semeia. Todos conhecemos a parábola de Jesus sobre um semeador que saiu pelo campo lançando sementes; algumas caem à beira do caminho, em meio às pedras, no meio de espinhos e não conseguem se desenvolver; mas outras caem em terra boa e dão muito fruto (cf. Mt 13,1-9). Jesus mesmo explica o sentido da parábola: a semente é a Palavra de Deus que é lançada nos nossos corações (cf. Mt 13,18-23). Queridos jovens, isso significa que o verdadeiro Campus Fidei é o coração de cada um de vocês, é a vida de vocês. E é na vida de vocês que Jesus pede para entrar com a sua Palavra, com a sua presença. Por favor, deixem que Cristo e a sua Palavra entrem na vida de vocês, e nela possam germinar e crescer.
Jesus nos diz que as sementes, que caíram à beira do caminho, em meio às pedras e em meio aos espinhos não deram fruto. Qual terreno somos ou queremos ser? Quem sabe se, às vezes, somos como o caminho: escutamos o Senhor, mas na vida não muda nada, pois nos deixamos aturdir por tantos apelos superficiais que escutamos; ou como o terreno pedregoso: acolhemos Jesus com entusiasmo, mas somos inconstantes e diante das dificuldades não temos a coragem de ir contra a corrente; ou somos como o terreno com os espinhos: as coisas, as paixões negativas sufocam em nós as palavras do Senhor (cf. Mt 13, 18-22). Mas, hoje, tenho a certeza que a semente está caindo numa terra boa, sei que vocês querem ser um terreno bom, não querem ser cristãos pela metade, nem “engomadinhos”, nem cristãos de fachada, mas sim autênticos. Tenho a certeza que vocês não querem viver na ilusão de uma liberdade que se deixe arrastar pelas modas e as conveniências do momento. Sei que vocês apostam em algo grande, em escolhas definitivas que deem pleno sentido para a vida. Jesus é capaz de oferecer-lhes isto. Ele é o «caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6)! Confiemos n’Ele. Deixemo-nos guiar por Ele!
2. O campo como lugar de treinamento. Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que “joguemos no seu time”. Acho que a maioria de vocês ama os esportes. E aqui no Brasil, como em outros países, o futebol é uma paixão nacional. Ora bem, o que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time? Deve treinar, e muito! Também é assim na nossa vida de discípulos do Senhor. São Paulo nos diz: «Todo atleta se impõe todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguirem uma coroa corruptível. Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível!» (1Co 9, 25). Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mundo! Oferece-nos a possibilidade de uma vida fecunda e feliz e nos oferece também um futuro com Ele que não terá fim: a vida eterna. Jesus, porém, nos pede que treinemos para estar “em forma”, para enfrentar, sem medo, todas as situações da vida, testemunhando a nossa fé. Como? Através do diálogo com Ele: a oração, que é diálogo diário com Deus que sempre nos escuta. através dos sacramentos, que fazem crescer em nós a sua presença e nos conformam com Cristo; através do amor fraterno, do saber escutar, do compreender, do perdoar, do acolher, do ajudar os demais, qualquer pessoa sem excluir nem marginalizar ninguém. Queridos jovens, que vocês sejam verdadeiros “atletas de Cristo”!
3. O campo como canteiro de obras. Quando o nosso coração é uma terra boa que acolhe a Palavra de Deus, quando se “sua a camisa” procurando viver como cristãos, nós experimentamos algo maravilhoso: nunca estamos sozinhos, fazemos parte de uma família de irmãos que percorrem o mesmo caminho; somos parte da Igreja, mais ainda, tornamo-nos construtores da Igreja e protagonistas da história. São Pedro nos diz que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual (cf. 1Pe 2,5). E, olhando para este palco, vemos que ele tem a forma de uma igreja, construída com pedras, com tijolos. Na Igreja de Jesus, nós somos as pedras vivas, e Jesus nos pede que construamos a sua Igreja; e não como uma capelinha, onde cabe somente um grupinho de pessoas. Jesus nos pede que a sua Igreja viva seja tão grande que possa acolher toda a humanidade, que seja casa para todos! Ele diz a mim, a você, a cada um: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações»! Nesta noite, respondamos-lhe: Sim, também eu quero ser uma pedra viva; juntos queremos edificar a Igreja de Jesus! Digamos juntos: Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo!
No coração jovem de vocês, existe o desejo de construir um mundo melhor. Acompanhei atentamente as notícias a respeito de muitos jovens que, em tantas partes do mundo, saíram pelas ruas para expressar o desejo de uma civilização mais justa e fraterna. Mas, fica a pergunta: Por onde começar? Quais são os critérios para a construção de uma sociedade mais justa? Quando perguntaram a Madre Teresa de Calcutá o que devia mudar na Igreja, ela respondeu: você e eu!
Queridos amigos, não se esqueçam: Vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor. Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu “sim” a Deus: «Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra» (Lc 1,38). Também nós o dizemos a Deus, juntos com Maria: faça-se em mim segundo a Tua palavra. Assim seja!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

Tudo sobre o processo de eleição do novo Papa


Fica a saber como é escolhido o Sumo Pontífice, quais os rituais históricos do conclave que tem início na tarde da próxima terça-feira, dia 10 de março, e quem são os cardeais considerados favoritos para substituir Bento XVI:





Ana Serra, Carlos Esteves, Raquel Pinto e Rosa Pedroso Lima


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tudo-sobre-o-processo-de-eleicao-do-novo-papa=f792083#ixzz2MyUtSvPj

segunda-feira, 4 de março de 2013

Este Papa fez muito mais pela Igreja do que muitos cristãos pensam que fez

Muitos portugueses identificam-se como católicos, muitos são mesmo crentes, e parte desses crentes é praticante. Uma minoria pertence a várias instituições da Igreja, no plano social, cultural e assistencial. Sem eles desabaria a frágil rede que protege os mais pobres e fracos na sociedade portuguesa, e a que o Estado dá cada vez menos e pior. Uma mais pequena minoria é militante católica apostólica romana, em vários grupos "progressistas" e outros em vários grupos "integristas". Estas classificações são muito grosseiras, mas servem para o efeito.
Mas cada vez mais portugueses são agnósticos ou, melhor ainda, indiferentes à experiência religiosa na sua vida quotidiana, mesmo que ocasionalmente entrem numa igreja em funerais, baptizados e casamentos. Um cada vez maior número de portugueses faz a sua vida com considerável indiferença face à Igreja e organiza-a em muitos aspectos em que a Igreja e religião tinham papel no passado e hoje têm cada vez menos. Não baptiza os seus filhos, não se casa pela Igreja, é hostil à moral sexual cristã, e vive como quer e lhe apetece, sem ser afectado em nada pela instituição, a não ser quando esta aparece associada a qualquer escândalo, como a pedofilia, e então julga-a com ainda maior severidade, reconhecendo-se nessa reacção mais próximo da Igreja do que desejaria e admite. Contradições, de que o mundo é feito.
Nos últimos dias, foi impossível a todos não observar os vários episódios do "espectáculo" papal, em parte involuntário, noutra parte desejado. Uso aqui o termo sem especial sentido pejorativo, que também o tem. Desde o momento da declaração de renúncia, que o Papa fez em latim e que só uma jornalista e os dignitários da Igreja que o acompanhavam perceberam porque conheciam a velha língua morta da Igreja, até à sucessão de aparições, discursos e mensagens, todos os passos e palavras daquele homem vestido de forma única, de branco e vermelho, na janela do Vaticano, no carro branco de nome ridículo, no helicóptero, a cuja passagem tocavam os sinos, uma coisa moderna chamando uma coisa antiga, um mundo fortemente simbólico que se tornou actual no ecrã por onde se vê o mundo, a televisão.
A sua figura é a de um homem cansado e velho, "sem forças" para dirigir a "barca petrina", e por isso o seu acto de renúncia foi visto como contraditório com o sofrimento público, a revelação da doença e por último da morte quase em directo, diante dos fiéis reunidos na Praça de S. Pedro, de João Paulo II. Já o escrevi e repito, os dois Papas sucessivos, cuja colaboração e estima foi intensa, não quiseram dizer nada de contraditório entre si, mas apenas coisas diferentes: um, que a velhice e a morte fazem parte da condição humana; outro, que não há razões para o Papa não se retirar se entender que a Igreja precisa de força e vitalidade para defrontar as suas dificuldades. Cada um testemunha, a seu modo, a humanidade do papado, e por isso ambos serviram a sua causa e a sua igreja.
Nos seus últimos dias de Papa, Bento XVI apresentou-se diante de audiências globais como algo de muito diferente do comum, como uma "estranheza", ou um "mistério" que nos interpela. Desse ponto de vista, foi um sucesso "mediático" porque é único: um homem alquebrado, mas com um sorriso poderoso, falando várias línguas de um modo geral bastante bem, lendo textos simples mas densos, cheios de história, onde os dois mil anos da Igreja se reflectem num fio condutor que apela a muitas memórias da cultura ocidental e da religiosidade. Mas, mais do que isso, um homem que sabemos ser um grande intelectual, um produto da exigente cultura universitária alemã, mas que se percebe ter fé, acreditar, e que, numa timidez evidente mas segura, fala com Deus tratando-o por Tu.
O "espectáculo" papal dos dias de hoje não converte os incréus, porque a sua incredulidade é mais forte e mais funda, por boas e más razões, mas abre-os a uma certa perplexidade, nalguns casos mesmo sedução, da e pela fé. Ver alguém que acredita, como o Papa Bento XVI, agora Papa Emérito, de uma forma tão gentil, sem aí ser frágil e "sem forças", faz muito para restaurar um respeito pela espiritualidade, uma atenção ao "mistério" ao sentimento do outro, mesmo que não restaure a fé, que é um "dom" e não depende dele.
É por isso que este Papa fez muito mais pela Igreja do que muitos cristãos pensam que fez, resultado de terem ficado órfãos em Bento XVI da religiosidade afectiva de João Paulo II, daquela bondade de pater que beijava a terra e peregrinava pelo mundo todo. Bento XVI é uma outra espécie diferente de "peregrino", autoclassificação que deu a si próprio na sua última declaração ainda Papa no seu belo italiano de adopção: "Voi sapete che io non sono più Pontefice, sono semplicemente un pellegrino che inizia l"ultima tappa del suo pellegrinaggio in questa terra."
Para João Paulo II, cuja acção é muito intimamente complementar da de Bento XVI e vice-versa, a preocupação foi sempre reforçar a Igreja nas suas mais seguras fontes de continuidade e influência: o cristianismo popular, mariano, orgânico, "comunitário", como o era na sua Polónia natal, assegurando-lhe a liberdade de culto, e a autonomia das suas instituições, em particular as ligadas ao ensino. O seu olhar dirigia-se aos sítios onde o cristianismo estava a crescer e a consolidar-se, em África, na América Latina, na Ásia, a partir do povo comum, da religiosidade popular e simples. Daí também o seu papel no combate ao comunismo onde participou como inspirador e conspirador. O "Papa polaco", anticomunista, foi sempre visto pelo Kremlin como um dos grandes problemas na fase final da crise do sistema comunista, e um actor decisivo nessa queda.
Bento XVI era diferente, pela sua carreira, pela sua acção intelectual, como teólogo, pela sua acção como jovem consultor dos bispos alemães que organizaram no Vaticano II a resistência ao poder da Cúria Romana, assim como, mais tarde, como alto responsável na hierarquia da Igreja na defesa da ortodoxia da doutrina. Este último papel colocou-o na mira dos "progressistas" que o tinham como adversário capaz e duro, elevando o debate intelectual, teológico, a níveis que apenas poucos, como era o caso de Hans Kung, eram capazes de aceder. Mas Bento XVI, quer como Joseph Ratzinger, quer como Papa, sabia muito bem que para defrontar a competição com a descrença no mundo contemporâneo, era preciso resistir ao "progressismo" que descaracterizava a Igreja, a tornava numa variante profética do marxismo na "teologia da libertação", abrindo-a de forma perversa a um mundo que se tinha feito contra ela e sem ela, e que acabaria por a dissolver no "século" sem diferença. A resistência à "modernidade", e foi o próprio Ratzinger que o lembrou, é mais moderna e interpela mais a descrença, do que a contínua cedência ao "mundo" secular, aos seus hábitos e costumes. E foi também por isso que, ao associar o seu acto prosaico de renúncia ao papado a uma "peregrinação" mística e de intensa religiosidade, apelou aos incréus, seus pares na mesma tradição greco-latina da cultura ocidental que tanto prezava, e fez muito mais pela "propaganda da fé" do que alguns dos seus pares mais modernizadores reconhecem.
Usou o "espectáculo" para sair dele para uma dimensão muito alheia ao nosso quotidiano vulgar, retomando o sentido do seu nome de Papa, como o disse na sua última audiência do dia 27 de Fevereiro: "O "sempre" é também um "para sempre": não haverá mais um regresso à vida privada. E a minha decisão de renunciar ao exercício activo do ministério não revoga isto; não volto à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas permaneço de forma nova junto do Senhor Crucificado. Deixo de trazer a potestade do ofício em prol do governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro. Nisto, ser-me-á de grande exemplo São Bento, cujo nome adoptei como Papa. Ele mostrou-nos o caminho para uma vida, que, activa ou passiva, está votada totalmente à obra de Deus."

Boa viagem, peregrino.

02/03/2013

sábado, 16 de junho de 2012

Faleceu D. Albino Cleto

O antigo bispo de Coimbra D. Albino Cleto morreu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), disse à agência Lusa um amigo do prelado. O padre António Jesus Ramos, director do jornal da Diocese, Correio de Coimbra, afirmou que D. Albino Mamede Cleto, de 77 anos, «ainda entrou pelo próprio pé» na urgência dos HUC, onde faleceu durante a última noite.
«Ele já se encontrava um pouco doente, desde que regressou recentemente dos Estados Unidos», onde esteve algum tempo, acrescentou Jesus Ramos.
Natural de Manteigas, Albino Cleto foi bispo auxiliar de Lisboa, de onde transitou, nos anos 90, para Coimbra, onde começou por exercer funções de bispo coadjutor, sucedendo depois a D. João Alves no cargo principal da hierarquia da Igreja Católica na Diocese local.
Há cerca de um ano, D. Albino Cleto terminou o mandato episcopal, sendo substituído por D. Virgílio Antunes.
A título pessoal, Guilherme d' Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, referiu, numa nota enviada à agência Lusa, que « a morte inesperada de D. Albino Mamede Cleto é uma perda significativa para a Igreja portuguesa».
«A sua experiência e o seu exemplo são assinaláveis e merecem a nossa sentida homenagem. Era um homem de serviço, de horizontes abertos e fiel ao espírito do Concílio Vaticano II. No exercício de funções episcopais teve um papal assinalável. A sua inteligência, humanismo e cultura ficam na memória de todos. Recordo-o desde os anos sessenta aqui em Lisboa, e há dias tive dele a disponibilidade para partilhar no Centro de Reflexão Cristã a sua reflexão e a sua experiência».
Guilherme d'Oliveira Martins recorda que conheceu D. Albino Mamede Cleto nos anos 60/70 quando este era pároco e no âmbito do Centro Nacional de Cultura e do Centro de Reflexão Cristã, em que colaborou no âmbito das actividades culturais.
Lusa/SOL
O Bispo emérito de Coimbra, D. Albino Cleto, morreu esta sexta-feira. Natural de Manteigas, no distrito da Guarda, D. Albino tinha 77 anos.
Foi bispo de Coimbra durante uma década entre 2001 e o ano passado, foi também secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa e presidente de várias como Comissões Episcopais. Actualmente fazia parte da Comissão Episcopal para a Liturgia e a Espiritualidade.
D. Albino Cleto morreu ontem nos hospitais da Universidade de Coimbra. O corpo vai estar amanhã em câmara ardente na sé Nova de Coimbra. O funeral realiza-se segunda-feira. O início das exéquias está marcado para as 11 horas. O funeral segue depois para Manteigas, terra-natal do bispo emérito.


Ouvido pela Renascença, D. Virgílio Antunes, actual Bispo de Coimbra, diz que D. Albino Cleto "foi um homem muito marcante sobretudo pela sua capacidade de encontro, de diálogo, de convívio com as pessoas, pela sua amizade, pela sua proximidade, pela sua simplicidade".

"Deixou marcas muito profundas tanto no Clero como na generalidade do povo de Deus. Foi um homem incansável no trabalho, não se preocupava tanto com a sua pessoa, mas acima de tudo punha o zelo pelo trabalho na diocese e pela proximidade com as pessoas", disse.


Ler aqui uma biografia de D. Albino Cleto.
in RR

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bento XVI fala em português na saudação aos jovens da Jornada Mundial da Juventude


Bento XVI saudou hoje, em português, os jovens dos "diversos países de língua oficial portuguesa" a quem deu as boas vindas a Madrid, onde decorre até domingo a Jornada Mundial da Juventude.

"A todos saúdo com grande amizade e convido a subir até à fonte eterna da vossa juventude e conhecer o protagonista absoluto desta Jornada Mundial e -- espero -- da vossa vida: Cristo Senhor", disse, na Praça Cibeles em Madrid.

O português foi uma das seis línguas usadas por Bento XVI no seu discurso de boas-vindas aos jovens peregrinos -- a par do espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e polaco.

"Não se pode crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé. A Igreja precisa de vós, e vós precisais da Igreja", disse Bento XVI.

Dirigindo-se às centenas de milhares de jovens que há várias horas, e sob um forte sol, esperam na Praça Cibeles, Bento XVI declarou sentir "imensa alegria" por estar na "capital dos jovens do mundo, onde toda a Igreja tem postos os seus olhos".

Agradecendo o "maravilhoso acolhimento" que recebeu à chegada a Madrid, o papa agradeceu também aos organizadores da JMJ e às autoridades nacionais, regionais e locais espanholas pela colaboração nos preparativos.

Antes, numa intervenção de boas vindas a Bento XVI, o cardeal Rouco Varela, arcebispo de Madrid, saudou o papa, que era esperado por centenas de milhares de jovens, concentrados na Praça Cibeles.

"Jovens dos cinco continentes que vos dão as boas vindas a uma cidade aberta de coração, nobre de sentimentos, onde ninguém é forasteiro, mas sim irmão", disse.

"A praça Cibeles, a mais emblemática da cidade, acolhe esta imensa multidão de jovens, de todos os cantos da Terra, que com entusiasmo que desborda recebem quem vem em nome do Senhor", afirmou.

Rouco Varela recordou que este é um encontro com "filhos e irmãos da mesma igreja que não conhece fronteiras", numa visita de "um valor excepcional" com "a Igreja Jovem".

Lusa

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Novo bispo dá prioridade aos jovens

O novo bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, quer “gastar grande parte do tempo com os jovens”, porque considera que é o sector da população que se depara com “maiores dificuldades”.

Em entrevista ao programa ECCLESIA na RTP-2, o antigo reitor do Santuário de Fátima sublinha que “os cursos, a dificuldade de encontrar trabalho e os problemas de realização” obrigam a juventude a “adiar um conjunto de soluções por não ter uma vida estabilizada”.

Para D. Virgílio Antunes, que vai ser ordenado bispo este domingo, em Fátima, os jovens devem ser privilegiados pela ação da Igreja por causa das suas “muitas aptidões” e pela “avidez por coisas grandes e elevadas”, que não sabem como pôr em prática por estarem “perdidos” e “sem saber para onde e como caminhar”.

“A Igreja tem o dever de lhes abrir portas, horizontes e caminhos”, sublinha o prelado, para quem a sociedade “não tem oferecido grandes metas e objetivos” à juventude.

O diálogo com a sociedade é também uma prioridade para o bispo que vai entrar na diocese conimbricense a 10 de julho: “A Igreja tem uma história longa de diálogo e proximidade com o mundo social, cultural e rural, com os mais e menos letrados”.

“A Igreja de hoje não se apresenta como senhora e dona de toda a verdade”, salienta D. Virgílio Antunes, acrescentando que a “verdade do Evangelho” de que é portadora “é para pôr ao dispor das pessoas”, pelo que “tem de as ouvir”.

A cidade de Coimbra, 200 km a norte de Lisboa, é historicamente marcada pela presença da universidade, a que o bispo de 49 anos quer igualmente prestar atenção: “Há muitíssimas pessoas dentro do ensino superior que estão desejosas de mais alguma coisa”, refere.

A presença na academia de estudantes, funcionários e professores “empenhados na vida cristã” permite ao prelado estar convencido de que “há bases suficientes para se fazer alguma coisa em comum”.

D. Virgílio Antunes diz ainda que a sua escolha para bispo de Coimbra por parte do Papa Bento XVI “foi uma nomeação inesperada” para a diocese conimbricense e para ele próprio, embora as reações estejam a ser positivas.

“Os sinais que tenho tido estão a ultrapassar tudo aquilo que se pudesse esperar”, afirma o prelado, que acrescenta: “Fazem-me sentir pequenino diante de tão grandes expectativas e tanta alegria”.

RM 2 Julho 2011.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Já temos novo Bispo!



Virgílio Antunes, apurou o CM, acaba de ser nomeado para o cargo pelo Papa Bento XVI. D. Albino Cleto pediu em Março do ano passado a resignação, por limite de idade, imposta pelo Código de Direito Canónico, aguardando-se desde então a nomeação do seu sucessor.

Diversos nomes foram apontados para a sucessão, como o de D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, e o de José Rafael Espírito Santo, líder em Portugal do Opus Dei.

O padre Virgílio Antunes, de 49 anos, tem no currículo funções de docente universitário, Juiz do Tribunal eclesiástico, Delegado Episcopal para o Diaconado Permanente e membro do Colégio de Consultores. Natural de São Mamede (Batalha), foi presbítero da Diocese de Leiria-Fátima. Frequentou o Seminário Menor de Leiria e fez o Curso Filosófico-Teológico no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra.

in Correio da Manha


Desejamos ao nosso novo Pastor as mais sinceras felicidades nesta nobre missao ao serviço da Igreja de Cristo!


PS- Em Espanha, nao há o til. As nossas desculpas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Bispo do Porto: "A pobreza toca a todos"




D. Manuel Clemente esteve presente esta terça-feira no lançamento do livro "O que sabemos sobre a pobreza em Portugal?", na Faculdade de Economia do Porto (FEP). O Bispo do Porto salientou que actualmente a pobreza é um problema que "toca a todos, mesmo que indirectamente".




O livro "O que sabemos sobre a pobreza em Portugal?" engloba um conjunto de estudos desenvolvidos por oito investigadores que são o resultado melhorado de uma conferência realizada o ano passado.
Várias dimensões da pobreza, tais como, educação, desigualdade de rendimentos, desigualdade salarial de géneros e habitação são abordadas nesta obra com uma "dimensão humanista", disse D. Manuel Clemente sublinhando a necessidade de se "olhar para a economia numa perspectiva social".



"O voluntariado e a colaboração das pessoas são absolutamente necessários face à situação actual. Há muita gente disponível, só precisam que lhe digam onde e quem podem ajudar", acrescentou o Bispo do Porto.
"Despertar o interesse dos jovens" para o estudo da pobreza enquanto fenómeno social e económico e "fazer um ponto de situação para os poderes políticos e económicos" são outros objectivos do livro, referiu Aurora Teixeira, professora de economia e uma das coordenadoras da obra.



Investigar a pobreza



O reitor da Universidade do Porto (UP) também esteve presente na sessão de lançamento do livro e mostrou disponibilidade para criar um modelo de investigação ligado à pobreza na UP.
"Uma linha que identifique as causas e crie soluções", afirmou Marques dos Santos que caracterizou como "escândalo" as desigualdades sociais entre ricos e pobres actualmente.
O livro foi lançado no mesmo dia em que foram conhecidos os
dados de uma sondagem Eurobarómetro relativos à pobreza divulgados hoje em Bruxelas. O inquérito concluiu que mais de 90 por cento dos portugueses têm a percepção que a pobreza aumentou em Portugal nos últimos 12 meses.

Leonor Vasconcelos Ferreira homenageada

A obra é uma homenagem à investigadora Leonor Vasconcelos Ferreira (1960-2008), que se destacou pelos seus estudos na área da pobreza e da desigualdade social.
O lançamento da obra está também associado ao Programa Nacional do Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social a decorrer desde o início de 2010.

@Catarina Osório e Alice Barcellos in Sapo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Peregrinação das Crianças 2010

Chegou o dia de outro grande momento, no Santuário de Fátima, com a peregrinação anual das crianças.
Este ano, presidiu a esta festa, que se realiza sempre nos dias 9 e 10 Junho e que enche o Santuário de alegria, cor e esperança, o bispo do Porto, D. Manuel Clemente.
Recorde-se que "Quereis oferecer-vos a Deus?" é o tema da Peregrinação das Crianças deste ano e que o hino composto em especial para esta peregrinação tem por tema “Flor que sorri”.
Para
saberes mais, clica:
Cartaz da Peregrinação

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