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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Albert Einstein: Bilhete de Identidade

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sábado, 1 de novembro de 2014

O Big Bang exige um criador, diz o Papa Francisco

Não podemos imaginar Deus como um feiticeiro, disse o Sumo Pontífice, marcando um ponto para a ciência. Mas a Igreja Católica não abdica da visão de um mundo “que não foi produto do caos”.

Deus não é um feiticeiro que, com um passe de mágica, tenha criado o Céu e a Terra. “Quando lemos no Génesis a descrição da Criação arriscamo-nos a imaginar Deus como um feiticeiro, com uma varinha de condão capaz de tudo criar. Mas não é assim”, afirmou o Papa Francisco, num discurso na Academia de Ciências Pontifícia, onde falou sobre a evolução e o Big Bang – o momento em que o Universo começou a existir.
“O Big Bang, que é designado como a origem do mundo, não contradiz o acto divino da criação. Em vez disso, exige-o”, diz o Papa. “A evolução da natureza não contrasta com a ideia de criação, pois a evolução pressupõe a criação de seres que evoluem.”
É desta forma que o Papa Francisco procura reconciliar as visões da ciência e da religião, desencorajando também uma leitura fundamentalista da Bíblia – a crença de que tudo o que está escrito no Antigo e no Novo Testamento corresponde totalmente à verdade, palavra por palavra, sem lugar para a alegoria ou para o mito. 
Esta tomada de posição é importante porque há muitas pessoas, organizações e igrejas que defendem a total veracidade do texto da Bíblia, e que não hesitam mesmo em opô-la à ciência – estes são os criacionistas, que em alguns países, como os Estados Unidos, são uma força considerável. Por vezes, conseguem que os textos bíblicos sejam ensinados nos bancos da escola, como se a criação do mundo em sete dias fosse uma alternativa aos livros de ciências.
O que na verdade o Papa Francisco fez foi sublinhar a posição da Igreja Católica, já expressa há mais de seis décadas pelo Papa Pio XII, na encíclica Humani Generis: a investigação científica sobre as origens materiais do organismo humano é legítima, desde que os teólogos mantenham a primazia sobre a alma dos homens, uma criação de Deus.
Esta posição foi reafirmada pelo Papa João II em 1996, numa mensagem à Academia de Ciências Pontifícia, notando que a teoria da evolução através da selecção natural postulada por Charles Darwin “é mais do que uma mera teoria”. Mas sublinhava que algures na evolução dos nossos antepassados houve “um salto ontológico’ para o humano, que não se pode explicar em termos puramente científicos”.
Francisco concorda. Deus “deu vida também ao homem, mas neste caso aconteceu algo de novo" – tal como postulou João Paulo II. “Com o homem, houve uma mudança e algo novo”, a liberdade.

Mas há uma outra forma de fundamentalismo religioso que se coloca como uma explicação do mundo alternativa à ciência – a chamada concepção inteligente. Esta deduz a partir da observação da natureza a existência de uma potência criadora que guia a evolução. Recusa-se a aceitar o acaso e a adaptação dos seres vivos às condições do meio como constrangimentos suficientes para forçar a evolução. Exigem que haja alguém ao volante.
Deus “criou os seres vivos e permitiu que se desenvolvessem de acordo com as leis internas que deu a cada um, de forma que se desenvolvessem e atingissem a sua plenitude”, afirma o Papa Francisco. Esta visão aproxima-o mais da concepção inteligente – e das discussões sobre a evolução e a selecção natural que marcaram com polémica o pontificado de Bento XVI.
Em 2005, um artigo no New York Times do arcebispo de Viena, Cristoph Schönborn, próximo do Papa Ratzinger, gerou grande discussão. Com o título “À descoberta do desígnio na natureza”, sublinhava que a Igreja Católica não tinha abraçado a evolução “no sentido neo-darwinista: um processo não guiado, não planeado, de variações ao acaso e selecção natural”.
O facto de o cardeal ser amigo de Bento XVI levou a que o artigo fosse lido como uma mudança de posição do Vaticano, apoiando a concepção inteligente. Mas o que o Papa Francisco fez agora não anda longe do que disse Schönborn: “O princípio do mundo não foi produto do caos, deriva directamente de um Princípio Supremo que cria por amor.”
Público, Imagem: ©ANDREAS SOLARO/AFP]Daqui: iMissio

sexta-feira, 9 de maio de 2014

13 mil milhões de anos de evolução do Universo em poucos minutos

Foram precisos vários super-computadores e muitos meses de trabalho para que fosse possível desenvolver uma das mais completas recriações da evolução do Universo. Foram cinco anos de trabalho em que se compilaram 13 mil milhões de anos de evolução cósmica, tudo para ser resumido num vídeo de quatro minutos: 


A revista Nature chama-lhe uma simulação hidrodinâmica, mas também chama a atenção para o facto de o vídeo apenas representar a evolução de uma pequena parte do universo: são mais de 41 mil as galáxias que estão representadas, mas estima-se que existam cerca de 170 mil milhões em todo o Universo. 

O cubo visível no vídeo tem uma dimensão de 350x350 milhões de anos luz e foi construído por investigadores do MIT e do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Big Bang

A matéria que compõe o Universo (ou Cosmos) surgiu em grande parte no começo do Universo. Durante os primeiros três minutos de história, o Universo criou grandes quantidades de hidrogénio e de hélio. Calcula-se que o Universo tenha surgido há cerca 13.7 mil milhões de anos a partir do chamado Big-Bang que corresponde ao início do espaço, do tempo e da energia.




Quando nasceu, o Universo estava comprimido num volume muito pequeno (onde a temperatura e a densidade tinham valores inimagináveis) e desde então tem estado continuamente em expansão. A reconstituição de um acontecimento assim tão remoto baseia-se nas muitas observações e descobertas da cosmologia do Sec. XX.

Segundo muitos cientistas o tempo "antes do Big Bang" não existia, nem o espaço, nem nada do que conhecemos hoje. No primeiro instante, surgiu o tempo, o espaço e a energia. A partir da energia surgiu matéria e antimatéria que se convertiam constantemente em energia. Mas logo nos primeiros instantes a matéria predominou sobre a antimatéria e o Universo começou a ficar cheio protões, electrões e neutrões. Mais tarde quando o Universo já estava suficientemente frio para gerar átomos, os electrões juntaram-se aos protões e neutrões e fizeram os primeiros átomos na história do Universo.

Esta evolução continuou depois nas estrelas que fabricaram elementos mais pesados do que o hidrogénio e do que o hélio.

Hoje o Universo está povoado de novos átomos que foram feitos dentro de estrelas.

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