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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Em Montemor-o-Velho, faz-se papel de palha de arroz, projeto único em Portugal

A palha de arroz que existe em abundância nos campos de cultivo do Baixo Mondego não serve só para alimentar o gado, mas também, em Montemor-o-Velho, para produzir papel de forma artesanal, um projeto único em Portugal.

"O Centro de Artes do Papel é, de facto, com as suas diversas valências, um centro único no país. Trabalhamos com algumas fibras em que ninguém trabalha, fazemos o papel a partir da palha do arroz que é um material que ninguém está a usar. Penso que seremos, se calhar, os únicos no mundo", disse à agência Lusa Jorge Valente, promotor do projeto.
A ideia, diz, "é utilizar técnicas que já estão em desuso, ou em vias disso, e explorá-las numa linguagem contemporânea para fins artísticos".
O processo de produção das folhas de papel, totalmente artesanal, dura várias horas, desde a cozedura da palha de arroz até à secagem do produto final: a palha de arroz, misturada com água, é primeiro cozida e depois lavada, até ficar a desfazer-se e, em seguida, triturada com uma varinha mágica gigante.
Este processo resulta numa pasta húmida, depois novamente diluída em água e acondicionada numa rede (incluída numa estrutura em madeira) com que se fazem as folhas, ao tamanho e gramagem que se quiser, antes de serem postas a secar, num estendal, como se de peças de roupa se tratasse.
"Fazemos o papel à medida daquilo que quisermos. Se pretendemos um papel mais fino, mais grosso, mais ou menos texturado, tudo isso é possível de fazer sem problema. A espessura é controlada com a quantidade de pasta que diluímos na água", explicou Jorge Valente.
O centro, instalado no chamado Quarteirão das Artes, junto ao castelo, reúne, para além da produção artesanal de papel, outras valências como a ilustração, encadernação, origami e marmoreado, esta uma técnica que consiste em aplicar a tinta sobre uma superfície liquida, formar um desenho e depois transferi-lo para o papel, resultando numa obra única e irrepetível.
"Não se consegue repetir o mesmo papel. Cada papel é sempre original, único e exclusivo e é isso que dá beleza à arte", afirmou Luciene Favero, artista plástica que encontrou no papel artesanal produzido "com tanto carinho" por Jorge Valente uma mais-valia para o trabalho do marmoreado.
À Lusa, Emílio Torrão, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, frisou que a autarquia tem "acarinhado fortemente" o projeto do Centro de Artes do Papel.
"É um projeto altamente inovador e contém uma utilização muito interessante da palha do arroz, um recurso que temos em grande quantidade no Baixo Mondego. E para além da feitura do papel, tem um conjunto de atividades associadas interessantíssimas que, para o município, são de apoiar incondicionalmente", sustentou.

terça-feira, 14 de abril de 2015

The Lie We Live ou “A mentira em que vivemos” - reflexão


The Lie We Live (ou “A mentira em que vivemos”, em tradução livre) é um curto documentário criado e escrito por Spencer Cathcart.
No vídeo, o autor convida-nos a refletir sobre liberdade, sistema de ensino, dinheiro, capitalismo, meio ambiente, mudança climática, alimentação etc. Parece muita coisa? Vamos ver e refletir!

“Muitas das pessoas mais felizes são aquelas que possuem pouco… será que estamos realmente muito felizes com os nossos iPhones, as nossas grandes casas, os nossos carros de luxo?”

terça-feira, 8 de abril de 2014

terça-feira, 23 de outubro de 2012

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dez regras para o seu filho ser um bom gestor financeiro

Coloque o dinheiro a trabalhar para o seu filho, enquanto ele ainda brinca!


É a partir dos dois anos de idade que as crianças tomam consciência de que os pais têm dinheiro e lhes compram coisas...Por isso, esta é a fase para lhes começar a ensinar sobre poupança. Como? Utilizando as coisas do dia-a-dia. Exemplo: quando o seu filho estiver a pintar com lápis de cor, pegue num afia e explique que se o fizer muitas vezes não o estará a poupar. Utilize jogos com moedas e notas, deixe-o manuseá-las.

Quando o seu filho completar três anos leve-o consigo ao banco e ao supermercado. Pegue na sua lista de compras e faça a comparação dos preços. Dá trabalho mas decerto não conseguirá manter a sua atenção durante muito tempo, contudo pense no seu futuro financeiro, além disso é uma forma divertida de brincar com os números e ensinar-lhe algumas regras de matemática como a adição e subtração.

Aprenda a dizer não. Ensine-o que para comprar algo mais caro terá primeiro de poupar o dinheiro. Pode esperar por exemplo uma semana para lhe dar o que ele deseja, assim está a ensinar-lhe a diferença entre o que se quer e o que realmente se precisa. E que há coisas que podem esperar! Falando agora dos presentes, estes devem ter datas – aniversário, natal e caso queira oferecer algo extra ensine o seu filho a esperar – assim este aprenderá a dar valor ao que recebe.

Seja o seu melhor exemplo. Os comportamentos também se aprendem em casa. Se os pais forem muito gastadores e consumistas, os filhos seguem os mesmos passos. Talvez esta educação também seja um teste para si. Quem sabe se ao fazer este exercício com o seu rebento não aprenderá também a poupar mais?

Semanada ou Mesada? A partir dos 6/7anos é a idade em que se deve começar a dar semanada, pois é nesta fase que as crianças aprendem as bases do cálculo antes disso pode ser prematuro. A mesada deve ser dada a partir dos 10-11 anos, altura em que as crianças pedem mais dinheiro aos pais. É normal que no início a semanada não chegue ao fim da semana. Se isto acontecer sente –se com o seu filho e veja onde é que este derrapou o orçamento e faça-lhe um empréstimo com juros – ou então dê-lhe tarefas extras e pague-lhe – porém, as domésticas não devem ser remuneradas, assim como as boas notas na escola. Isso é já um dever da criança.

Agora os pais: os compromissos devem ser honrados. Se prometeu dar uma semanada ou mesada estipule um dia para o pagamento e não falhe. Esta é uma regra básica de educação financeira. Caso se atrase no pagamento da semanada ou da mesada deve pagar uma multa ou então pagar juros. É importante passar-lhe a informação de que se deve cumprir com os pagamentos e recebimentos. O dinheiro tem um custo! Quanto ao montante a dar tem de estabelecer com o seu filho. Faça uma lista e veja o que este deve pagar com a sua semanada ou mesada e o que lhe cabe a si pagar mas incentive-o sempre a poupar algum dinheiro...

Não impeça o seu filho de gastar o dinheiro que é dele. Recebeu-o, então tem de o gerir. Haverá alturas em que ele vai errar mas esse erro fará parte da aprendizagem financeira. Se lhe pedir um aumento, negoceie. Se for por uma boa causa, e se puder patrocinar esse extra, então avance. Se o seu filho está a gerir bem o orçamento dê-lhe os parabéns. É uma forma de incentivo.

Caso tenha dificuldades financeiras não as esconda nem sustente um padrão de vida que não corresponda à realidade do orçamento familiar. As crianças devem participar das reuniões financeiras da família.

A figura do mealheiro é mais importante do que parece porque apesar de o dinheiro não render juros é uma forma de poupar. Compre um e incentive o seu rebento a colocar lá as moedas que você lhe dá quando este for por exemplo comprar o pão ou fazer um recado em que lhe sobre troco. Quando o partir poderá ver que o que amealhou é pouco, então está na hora de investir o dinheiro. Vá ao banco e abra uma conta num depósito com boa rentabilidade. A DECO aconselha a evitar as contas para crianças e adolescentes, pois defende que os depósitos ou superdepósitos dão rentabilidades mais atrativas.

Ensine o seu filho a fazer uma folha de orçamento. Com os dias da semana e onde gastou o dinheiro, assim saberá sempre para onde foi a sua semanada ou mesada... E tudo tem de ser incluído até um rebuçado ou uma pastilha elástica!

@ in Sapo, Teresa Cotrim, 31/10/11

Dia Mundial da Poupança


in jornais

domingo, 23 de outubro de 2011

China não abdica da política do filho único

A China, país mais populoso do mundo, com mais de 1,3 mil milhões de habitantes, manterá estritamente a política do filho único, anunciaram neste domingo os jornais governamentais, apesar dos apelos de flexibilização desta regra.
Este tipo de planeamento familiar impediu cerca de 500 milhões de nascimentos desde a sua introdução, em 1979, estimam especialistas chineses.
Mas também mostrou-se uma verdadeira bomba-relógio demográfica devido ao envelhecimento da população, fazendo pressagiar enormes problemas económicos e sociais, além de criar um desequilíbrio demográfico entre os sexos, segundo a oposição.

"A superpopulação é um dos principais desafios para o desenvolvimento económico e social", afirmou à agência Xinhua o diretor da Comissão de Estado para a População e Planeamento Familiar, Li Bin. O responsável prevê que a população chinesa atingirá 1,45 mil milhões de pessoas, em 2020.
Os opositores à política de filho único acusam-na de ter criado um desequilíbrio entre os sexos por causa dos abortos das filhas mulheres, que muitas vezes são também abandonadas ou mortas.
Reportagem em vídeo:
in SAPO com AFP, 30/10/11

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Religiões do mundo

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