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terça-feira, 14 de abril de 2026

terça-feira, 2 de maio de 2023

Era uma vez ... o Homem Ep. 1 a 5

Conteúdos: Temos origem comum - A Fraternidade - 5º
Nomadismo, sedentarismo, descoberta do fogo - A Partilha do Pão - 6º







sábado, 1 de novembro de 2014

O Big Bang exige um criador, diz o Papa Francisco

Não podemos imaginar Deus como um feiticeiro, disse o Sumo Pontífice, marcando um ponto para a ciência. Mas a Igreja Católica não abdica da visão de um mundo “que não foi produto do caos”.

Deus não é um feiticeiro que, com um passe de mágica, tenha criado o Céu e a Terra. “Quando lemos no Génesis a descrição da Criação arriscamo-nos a imaginar Deus como um feiticeiro, com uma varinha de condão capaz de tudo criar. Mas não é assim”, afirmou o Papa Francisco, num discurso na Academia de Ciências Pontifícia, onde falou sobre a evolução e o Big Bang – o momento em que o Universo começou a existir.
“O Big Bang, que é designado como a origem do mundo, não contradiz o acto divino da criação. Em vez disso, exige-o”, diz o Papa. “A evolução da natureza não contrasta com a ideia de criação, pois a evolução pressupõe a criação de seres que evoluem.”
É desta forma que o Papa Francisco procura reconciliar as visões da ciência e da religião, desencorajando também uma leitura fundamentalista da Bíblia – a crença de que tudo o que está escrito no Antigo e no Novo Testamento corresponde totalmente à verdade, palavra por palavra, sem lugar para a alegoria ou para o mito. 
Esta tomada de posição é importante porque há muitas pessoas, organizações e igrejas que defendem a total veracidade do texto da Bíblia, e que não hesitam mesmo em opô-la à ciência – estes são os criacionistas, que em alguns países, como os Estados Unidos, são uma força considerável. Por vezes, conseguem que os textos bíblicos sejam ensinados nos bancos da escola, como se a criação do mundo em sete dias fosse uma alternativa aos livros de ciências.
O que na verdade o Papa Francisco fez foi sublinhar a posição da Igreja Católica, já expressa há mais de seis décadas pelo Papa Pio XII, na encíclica Humani Generis: a investigação científica sobre as origens materiais do organismo humano é legítima, desde que os teólogos mantenham a primazia sobre a alma dos homens, uma criação de Deus.
Esta posição foi reafirmada pelo Papa João II em 1996, numa mensagem à Academia de Ciências Pontifícia, notando que a teoria da evolução através da selecção natural postulada por Charles Darwin “é mais do que uma mera teoria”. Mas sublinhava que algures na evolução dos nossos antepassados houve “um salto ontológico’ para o humano, que não se pode explicar em termos puramente científicos”.
Francisco concorda. Deus “deu vida também ao homem, mas neste caso aconteceu algo de novo" – tal como postulou João Paulo II. “Com o homem, houve uma mudança e algo novo”, a liberdade.

Mas há uma outra forma de fundamentalismo religioso que se coloca como uma explicação do mundo alternativa à ciência – a chamada concepção inteligente. Esta deduz a partir da observação da natureza a existência de uma potência criadora que guia a evolução. Recusa-se a aceitar o acaso e a adaptação dos seres vivos às condições do meio como constrangimentos suficientes para forçar a evolução. Exigem que haja alguém ao volante.
Deus “criou os seres vivos e permitiu que se desenvolvessem de acordo com as leis internas que deu a cada um, de forma que se desenvolvessem e atingissem a sua plenitude”, afirma o Papa Francisco. Esta visão aproxima-o mais da concepção inteligente – e das discussões sobre a evolução e a selecção natural que marcaram com polémica o pontificado de Bento XVI.
Em 2005, um artigo no New York Times do arcebispo de Viena, Cristoph Schönborn, próximo do Papa Ratzinger, gerou grande discussão. Com o título “À descoberta do desígnio na natureza”, sublinhava que a Igreja Católica não tinha abraçado a evolução “no sentido neo-darwinista: um processo não guiado, não planeado, de variações ao acaso e selecção natural”.
O facto de o cardeal ser amigo de Bento XVI levou a que o artigo fosse lido como uma mudança de posição do Vaticano, apoiando a concepção inteligente. Mas o que o Papa Francisco fez agora não anda longe do que disse Schönborn: “O princípio do mundo não foi produto do caos, deriva directamente de um Princípio Supremo que cria por amor.”
Público, Imagem: ©ANDREAS SOLARO/AFP]Daqui: iMissio

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Aspeto de primeiros europeus surpreende cientistas"

Testes genéticos revelaram um caçador-coletor que viveu há 7 mil anos apresentava uma invulgar combinação de pele e cabelos escuros e olhos azuisA descoberta surpreendeu os cientistas que acreditavam que os primeiros habitantes da Europa eram loiros.
Carles Lalueza-Fox, o responsável pela investigação, publicada na revista científica Nature, adianta que esta conclusão pode querer dizer que a pele clara só apareceu muito mais tarde do que se supunha.
Na base desta investigação, estiveram dois esqueletos descobertos numa gruta nas montanhas do noroeste da Espanha, em 2006. O ambiente fresco e escuro permitiu que as ossadas fossem encontradas em bastante bom estado de conservação, o que permitiu aos investigadores retirar para análise ADN de um dente para sequenciar o seu genoma.
A equipa do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona concluiu que os primeiros europeus estavam geneticamente mais próximos dos suecos e finlandeses.
"Este resultado foi inesperado", admite  Lalueza-Fox. 
Até aqui, a comunidade científica acreditava que os europeus tinham ficado com a pele clara pouco depois de terem saído de África, há 45 mil anos. "Era assumido que era algo que acontecia em resposta a ir de África para altitudes mais elevadas, onde a radiação UV é muito baixa e é preciso sintentizar vitamina D na pele. A pele fica mais clara bastante rapidamente", explica o responsável. "É óbvio que não é o caso", concluiu, acrescentando que "este homem está na Europa há 40 mil anos e ainda tem pele escura."
As análises ao ADN mostram ainda que a dieta destes humanos seria à base de proteína e que teriam uma intolerância à lactose.
Testes genéticos revelaram um caçador-coletor que viveu há 7 mil anos apresentava uma invulgar combinação de pele e cabelos escuros e olhos azuis. A descoberta surpreendeu os cientistas que acreditavam que os primeiros habitantes da Europa eram loiros.
Carles Lalueza-Fox, o responsável pela investigação, publicada na revista científica Nature, adianta que esta conclusão pode querer dizer que a pele clara só apareceu muito mais tarde do que se supunha.
Na base desta investigação estiveram dois esqueletos descobertos numa gruta nas montanhas do noroeste da Espanha, em 2006. O ambiente fresco e escuro permitiu que as ossadas fossem encontradas em bastante bom estado de conservação, o que permitiu aos investigadores retirar para análise ADN de um dente para sequenciar o seu genoma.
A equipa do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona concluiu que os primeiros europeus estavam geneticamente mais próximos dos suecos e finlandeses.
"Este resultado foi inesperado", admite  Lalueza-Fox. 
Até aqui, a comunidade científica acreditava que os europeus tinham ficado com a pele clara pouco depois de terem saído de África, há 45 mil anos. "Era assumido que era algo que acontecia em resposta a ir de África para altitudes mais elevadas, onde a radiação UV é muito baixa e é preciso sintentizar vitamina D na pele. A pele fica mais clara bastante rapidamente", explica o responsável. "É óbvio que não é o caso", concluiu, acrescentando que "este homem está na Europa há 40 mil anos e ainda tem pele escura."
As análises ao ADN mostram ainda que a dieta destes humanos seria à base de proteína e que teriam uma intolerância à lactose.
in Visão.sapo.pt - Segunda, 27 de Janeiro de 2014 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Evolução d"A Humanidade", em 12 episódios

"A Humanidade" são 12 episódios sobre os vários momentos decisivos para a evolução da raça humana até aos dias de hoje. 

Foram necessários dois anos e uma produção multimilionária para, no final, levar o espectador a questionar para onde, afinal, caminhamos.

O primeiro episódio vai para o ar na segunda-feira, 26 de novembro, pelas 22:00.

O que nos falta produzir? A pergunta surgiu no seio da equipa do canal História. "Nunca foi feita uma análise da evolução do ser humano", disse um dos seus membros, citado pela diretora do canal História em entrevista ao SAPO TV. Foi aqui que tudo começou.
"É preciso perceber e analisar o passado para se conseguir explicar o presente e o estado a que chegámos", afirma Carolina Godayol.
"A Humanidade" tenta expor a história de uma forma "pouco tradicional". "Em vez de se apresentar ao espectador as várias etapas, tal como se aprende na escola, quisemos dar a conhecer os inventos, as ferramentas, transformações e mudanças que permitiram ao ser humano evoluir ao longo dos anos", indica.
O documentário tenta mostrar os principais momentos, factos e inventos com impacto na evolução do ser humano. "A descoberta do fogo é um deles, assim como o cultivo (o momento em que uma mulher decide semear as sementes, que tinha acabado de colher, e regá-las de seguida), a construção ou a pecuária. Tudo isto mudou a nossa existência", garante a responsável.
12 é o número total de episódios da série. Em contagem decrescente para a data apontada por alguns como o fim do mundo (21-12-12), Carolina Godayol garante que o número em si não tem significado. "Geralmente são produzidos 6, 8 ou 12 episódios, por questões de programação", esclarece.
As vozes (de luxo) da série 
Em "A Humanidade", o espectador será guiado pela voz de um narrador, que conta na primeira pessoa a história da evolução do ser humano, e, ao mesmo tempo, serão apresentados os depoimentos de especialistas de diferentes áreas.
Brian Williams, jornalista e chefe de redação da televisão norte-americana NBC, o físico norte-americano Sylvester James Gates, o paleoantropólogo Zeray Alemseged, conhecido por ter descoberto o "filho de Lucy" (os restos fósseis quase completos de um menino que viveu há 3,3 milhões de anos), ou o escritor norte-americano de origem iraniana Reza Aslan são alguns dos entrevistados.
Na lista figuram ainda o explorador dos oceanos Sam Sheridan, o jornalista especializado em divulgação científica Charles C. Mann, o cozinheiro, escritor e comentador de tudo o que se refere ao papel desempenhado pelos alimentos na nossa história Anthony Bourdain e ainda a escritora e fotógrafa Judith Lindbergh, cujo trabalho se centra no papel da mulher ao longo do tempo.
A reprodução de cenários milenares no pequeno ecrã
Terão existido dificuldades na tarefa de reproduzir para televisão os cenários existentes há milhares de anos, aspeto cénico importante para colorir os vários momentos da história da humanidade? Carolina Godayol garante que não.
"Há muita documentação e informação e as técnicas inovadoras de computador permitem recriar algo muito fiel ao original. Uma das vantagens da história é o facto de o ser humano ter sempre documentado aquilo porque estava a passar. Até dou um exemplo: quando o ser humano ia para as cavernas fazer pinturas pré-históricas, já estava a documentar como era a sua vida", explica.
Carolina Godayol não espera que o espectador obtenha uma conclusão "pura e dura" após visualizar os 12 episódios da série documental, mas, antes, formular uma pergunta - "Para onde caminhamos?" -, tendo em conta que a série "começa no ponto em que tudo começou e termina nos dias de hoje".
@Daniel Pinto Lopes
Veja o anúncio de promoção da nova aposta do canal História:
in notícias sapo, 22-11-12

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