Mostrar mensagens com a etiqueta Escravatura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escravatura. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Papa diz que todos são responsáveis por combater a escravatura

Na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, tornada pública esta quarta-feira, o Papa elenca as diversas formas de escravatura que ainda existem nos tempos modernos.  



10-12-2014 10:56 por
 Filipe d’Avillez

A escravatura ainda existe e urge combater o fenómeno, considera o Papa Francisco. Essa responsabilidade não cabe apenas aos governos, igrejas e organizações internacionais, mas também a cada pessoa e pequena comunidade. 

“Perguntemo-nos, enquanto comunidade e indivíduo, como nos sentimos interpelados quando, na vida quotidiana, nos encontramos ou lidamos com pessoas que poderiam ser vítimas do tráfico de seres humanos ou, quando temos de comprar, se escolhemos produtos que poderiam razoavelmente resultar da exploração de outras pessoas.” 

“Há alguns de nós que, por indiferença, porque distraídos com as preocupações diárias, ou por razões económicas, fecham os olhos. Outros, pelo contrário, optam por fazer algo de positivo, comprometendo-se nas associações da sociedade civil ou praticando no dia-a-dia pequenos gestos como dirigir uma palavra, trocar um cumprimento, dizer ‘bom dia’ ou oferecer um sorriso; estes gestos, que têm imenso valor e não nos custam nada, podem dar esperança, abrir estradas, mudar a vida a uma pessoa que tacteia na invisibilidade e mudar também a nossa vida face a esta realidade”, conclui o Papa, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, que foi divulgada esta quarta-feira, apesar de o dia se assinalar apenas a 1 de Janeiro. 

Focando a sua mensagem na questão da escravatura, e subordinado ao tema: “Já não escravos, mas irmãos”, o Papa explica que para além de existir ainda escravatura no sentido concreto do termo, há outras formas de exploração do homem que se encaixam na mesma categoria. 

“Penso em tantos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo menores, escravizados nos mais diversos sectores, a nível formal e informal, desde o trabalho doméstico ao trabalho agrícola, da indústria manufactureira à mineração.” 

Os migrantes, um sector a que o Papa se tem dedicado tantas vezes desde que assumiu o cargo, são também mencionados, bem como as pessoas que caem em redes de prostituição e exploração sexual, ou as mulheres vendidas para casamento ou casadas à força. As vítimas do tráfico de órgãos, os que são recrutados para combater contra a sua vontade ou simplesmente para servir de pedintes ou comercializar droga, bem como as crianças roubadas para redes de adopção internacional e todas as vítimas do terrorismo, em particular as mulheres abusadas, merecem uma referência especial de Francisco. 

Esta exploração do homem pelo homem tem várias causas imediatas, diz o Papa, incluindo as guerras, a pobreza e o desejo de escapar à indigência, que pode levar a cair em redes de tráfico, e só é possível porque “no centro de um sistema económico, está o Deus dinheiro, e não o homem, a pessoa humana.” 

Mas existe uma causa mais profunda, que está na raiz de todos estes males: “uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objecto. Quando o pecado corrompe o coração do homem e o afasta do seu Criador e dos seus semelhantes, estes deixam de ser sentidos como seres de igual dignidade, como irmãos e irmãs em humanidade, passando a ser vistos como objectos.” 

O Papa não termina a sua mensagem sem aludir ao trabalho que já é feito por inúmeras organizações, incluindo várias congregações femininas que se dedicam de forma especial ao combate à exploração humana.
in rr.sapo.pt

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Entraram 20 crianças em Portugal para serem escravas ou prostitutas



São crianças e adolescentes entre os 11 e os 17 anos, vendidas como mercadoria. Uma menina de seis anos para trabalho escravo e outra de 13 para prostituição são apenas alguns exemplos do relatório da APAV.

De acordo com um relatório da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), há registo de 20 menores vítimas de tráfico nos últimos sete anos, escreve o jornal 24 Horas.
Entre os casos, está de uma menina africana de seis anos que veio para Portugal porque os pais ficaram convencidos, através de um intermediário, que «a família portuguesa que a iria acolher lhe ia dar educação», explicou ao 24 Horas Carla Amaral, gestora de unidade de apoio a vítimas imigrantes.


«A menina tinha comida e dormida mas trabalhava à borla para a família portuguesa e nem sequer foi inscrita na escola». A criança viveu como escrava dos seis aos 14 anos, até que a dona de um minimercado denunciou a situação por achar estranho ver a menina fazer compras para a família e não estar na escola.

Outro caso é o de uma adolescente de 13 anos vinda do Leste europeu que foi convencida por um namorado mais velho a vir trabalhar para Portugal. Quando chegou, não foi o namorado que a foi buscar, mas sim outra pessoa. Passou dois anos em ambiente de cativeiro sexual até um cliente se apaixonar por ela e mudar-lhe o destino. O cliente denunciou a situação e a jovem foi libertada com 15 anos.



Jornal SOL

Religiões do mundo

Religiões do mundo
Jogo - Para saber mais

Clica na imagem

Clica na imagem
Fotos do Mundo

Etiquetas