domingo, 28 de fevereiro de 2016

Jerónimos, a epopeia da pedra

                 Jerónimos, a epopeia da pedra

Vasco da Gama descobriu nos mares o caminho para chegar à Índia e o Mosteiro dos Jerónimos nasceu para glorificar o achado e a visão de um rei. 

Obra-prima do Manuelino, não há nada que se lhe compare em Portugal. 

Em 1983 tornou-se Património da Humanidade.

Uma ermida fundada pelo Infante D.Henrique, dedicada a Nossa Senhora de Belém, dava as boas vindas aos navegantes que entravam no Tejo. A azáfama era grande no sítio do Restelo que servia de ancoradouro a naus e navios. Os barcos que partiram à conquista de outros mundos, foram ali equipados com alimentos e água potável. O rei não encontrou melhor local para comemorar o feito de Vasco da Gama que acabara de descobrir o caminho marítimo para a Índia. 
O Mosteiro, que será confiado aos frades Jerónimos, começa a ser construído no dia de reis, a 6 de Janeiro de 1501. A partir da pequena ermida irá nascer a obra-prima da arquitetura do Manuelino. 
D.Manuel I não olha a gastos para projetar a monumentalidade da expansão portuguesa, muito do financiamento provinha do comércio das especiarias. Ali são chamados os melhores aquitetos, mestres e artIfícies da época. Os trabalhos foram dirigidos por Diogo de Boytac, João de Castilho, Nicolau de Chanterenne, entre outros. A ornamentação é exuberante. 
Nos Claustros, por exemplo, a pedra assemelha-se a filigrana saída das mãos de ourives. Pilares e colunas crescem numa teia de renda, com elementos decorativos do gótico tardio mas sobretudo os temas naturalistas característicos do novo estilo que é o Manuelino. 
Na Igreja, em forma de cruz latina, uma abóboda desafia a gravidade em 25 metros de altura e sem o amparo de uma só coluna.Aqui guardam-se túmulos de reis, rainhas, escritores e poetas. O Mosteiro dos Jerónimos, um dos mais importantes monumentos de Portugal, é declarado pela UNESCO em 1983, Património da Humanidade. 
O Historiador de Arte Paulo Pereira é o guia desta viagem aos Jerónimos e ao Manuelino. A visita começa no portal-sul, aquele que está virado para o rio Tejo, um retábulo com apóstolos, profetas, santas e doutores, todos a olhar a Virgem de Santa Maria de Belém. 


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Assim ficaria a Terra se todo o seu gelo derretesse

Um estudo divulgado no início da semana confirma que o nível dos mares está a subir ao ritmo mais elevado dos últimos 28 séculos, ou seja, quase três mil anos. 
Tal como a National Geographic revelou em 2013, o nível dos mares aumentaria cerca de 66 metros (216 pés) se todo o gelo à escala global derretesse. 
Este fenómeno iria levar a uma reformulação dos continentes e afundaria muitas das maiores cidades mundiais.

O preconceito cega - vídeo

Tamara queria ser bailarina - vídeo


Tamara é uma pequena animação, criada pela House Boat Animation Studio, que conta a história de uma menina surda, cujo sonho era poder ser bailarina, apesar das circunstâncias.

Deixem as crianças brincar!


Quando os meus filhos tinham 4 anos, educados sem televisão, com 4 a 6 horas por dia de brincar na rua, a educadora chamou-me a disse-me que eles não tinham «motricidade fina». Eu nem sabia o que era mas deduzi. Expliquei-lhe que eles, que hoje são excelentes alunos, além disso trompetistas, não tinham que ter «motricidade fina» mas «motricidade robusta, se é que existe». Com 4 anos tinham que saber pular, correr sem cair, nadar, subir árvores com cuidado e sobretudo saber brincar com os outros, construir relações humanas, e como mamiferos que eram, precisavam para tal de algo chamado «brincadeira não enquadrada por um adulto», ócio, tédio, tédio! Sem tédio não há progresso! – disse-lhe. Tive uma educadora que sugeriu ainda ritalina para um deles, uma vez que ela tinha 20 na sala de aula, trabalhava exausta e o colégio por causa da especulação imobiliária tinha um espaço verde exiguo. Sugeri-lhe que ela tomasse antes um calmante, em vez de os dar às crianças ou os tirasse da escola para o parque, assim ninguém precisava de drogas e todos ouviam os passarinhos. Estou há 10 anos a tentar arranjar espaço livre para os meus filhos num estado de guerra social com horários de trabalho e escola que são armas apontadas à cabeça, mas decidi que eles não iam pagar pela incapacidade dos adultos resolverem problemas. Há muito que a estupidez atingiu o horário das crianças que deveriam estar na escola 5 ou 6 horas por dia com professores cientificamente altamente bem formados, turmas pequenas e que em 5 horas, pelo saber, podem ensinar tudo e ainda mais, em vez de 8 horas, com intervalos de 5 minutos e mais 3 ou 4 de uma qualquer «academia» onde estão fechados. Se isto é grave para as meninas para os rapazes é uma tragédia, deviam estar horas a pular e estão permanentemente fechados, num universo semi-concentracionário. Quando rebentam o que se faz? Ritalina…
A criatividade, a iniciativa, as ideias, nascem também de muito tempo livre a brincar – não é brincar numa sala de aula a pintar, é correr e inventar com os amigos parvoices. Obesidade, hiperactividade, falta de relações humanas, taxas de depressão, que coisa andamos a fazer às nossas crianças? Ninguém pára estes lunáticos que querem crianças fechadas numa gaiola 10 horas por dia seguidas de mais 4 num apartamento a ver televisão? Não sei se a CONFAP com esta ideia de escola no verão representa todos os pais do país, estou cansada de ver pais que deixam horas os miúdos a jogar computador e TV porque os «miúdos gostam», mas se for fica aqui o meu voto – podem todos os pais deste país votar que há escola no verão que eu serei contra, sozinha, defendendo o óbvio – o direito a não estar preso.

Intervenção de Raquel Varela no programa Barca do Inferno de 15 de Junho de 2015 - RTP Informação.

Família


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ecumenismo: Encontro histórico entre o Papa Francisco e o Patriarca Ortodoxo de Moscovo.





Santuário de Fátima junta-se à oração para que encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Ortodoxo de Moscovo dê “bons frutos” 




Francisco e Cirilo vão reunir-se a 12 de fevereiro após quase mil anos de separação entre Igrejas

"A Santa Sé e o Patriarcado de Moscovo têm o prazer de anunciar que, pela graça de Deus, sua santidade o Papa Francisco e sua santidade o patriarca Cirilo de Moscovo e toda a Rússia se vão encontrar no próximo dia 12 de fevereiro", refere a nota de imprensa lida aos jornalistas, numa conferência de imprensa convocada menos de uma hora antes.
O encontro em Cuba, onde o patriarca Cirilo vai estar no âmbito da sua primeira visita oficial à América Latina, inclui um "colóquio pessoal" no aeroporto internacional José Martí de Havana e conclui-se com a assinatura de uma declaração comum.
Francisco vai partir de Roma às 07h45 (06h45 em Lisboa) do próximo dia 12 para chegar à capital cubana pelas 14h00 locais (19h00 em Lisboa), onde será recebido pelo presidente Raúl Castro.
A reunião privada entre o Papa e o patriarca de Moscovo vai começar 15 minutos depois, com a ajuda de intérpretes, prevendo-se que dure cerca de duas horas.
Às 16h15 locais vai ter lugar a troca de presentes e 10 minutos depois o presidente Raúl Castro junta-se aos dois líderes religiosos, antes da assinatura declaração da declaração conjunta católico-ortodoxa, seguida de intervenções de Francisco e Cirilo.
"Este encontro dos primazes da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa russa, preparado há muito tempo, será o primeiro na história e marcará uma importante etapa nas relações entre as duas Igrejas", acrescenta o comunicado oficial.
A Santa Sé e o Patriarcado de Moscovo desejam que o encontro "seja um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade" e convida os cristãos "a rezar com fervor para que Deus abençoe este encontro e dê bons frutos".
Na capital russa, o Departamento para as Relações Exteriores do Patriarcado de Moscovo adiantava aos jornalistas que um encontro deste género estava em preparação "há quase 20 anos" e foi acelerado pelo "genocídio dos cristãos" às mãos de grupos terroristas.
O cenário mais esperado para um encontro entre o Papa e Cirilo era um território que fosse considerado "neutro" pelas duas Igrejas, como explicou hoje o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.
Em 2014, o patriarca Cirilo enviou uma mensagem de felicitações ao Papa Francisco por ocasião do seu primeiro aniversário de pontificado, elogiando o “fortalecimento da colaboração ortodoxo-católica” na confirmação dos “valores morais-espirituais cristãos no mundo contemporâneo, a defesa dos oprimidos e o serviço verdadeiro ao próximo”.
A Igreja Ortodoxa da Rússia é a maior da comunhão ortodoxa, com cerca de 200 milhões de fiéis, tornando Cirilo, eleito em 2009, um dos mais influentes líderes cristãos.
Cirilio reuniu-se com Bento XVI logo após a eleição pontifícia do agora Papa emérito, em 2005, e posteriormente em maio de 2006 e dezembro de 2007, mas no âmbito das suas anteriores funções como responsável pelas relações exteriores do Patriarcado de Moscovo.
Entre os temas que separam as duas Igrejas está o alegado proselitismo da Igreja Católica em territórios da antiga URSS - com destaque para a Ucrânia - para além do uniatismo (termo com o qual os ortodoxos se referem aos cristãos de países de tradição ortodoxa em união com o Papa).
A 30 de novembro de 2014, no voo de regresso da Turquia, Francisco disse aos jornalistas que tinha entrado em contacto com o patriarca Cirilo e que só a situação da guerra na Ucrânia estava a impedir o encontro.
“Já lho fiz saber e também ele está de acordo – temos vontade de encontrar-nos. Eu disse-lhe: ‘Vou aonde quiseres. Chamas-me e eu vou!’ E ele tem a mesma vontade”, relatou.
O Papa defendeu então que as Igrejas católicas orientais “têm direito de existir", mas sustentou que “o uniatismo é uma palavra de outra época, hoje não se pode falar assim”.
A Igreja Católica e as Igrejas ortodoxas estão separadas desde o Cisma de 1054, tendo estas últimas desenvolvido um modelo de autoridade próprio, de cariz nacional, pelo que os vários patriarcados são autónomos e o patriarca ecuménico de Constantinopla (atual Turquia) tem apenas um primado de honra, como 'primus inter pares'.
OC Daqui

Vídeo "O Presente" - legendado

Vídeo internacionalmente premiado. Mostra, de modo belo e emocionante, o quanto a integração entre o homem e os animais pode auxiliar o humano a superar as suas limitações e, até mesmo, a reumanizar-se.
O vídeo foi feito sob inspiração de uma tirinha feita por um brasileiro, Fábio Coala. Trata-se de um ilustrador e quadrinista brasileiro de talento reconhecido.
Em 2012, no blog Mentirinhas, criou em 2012 uma tirinha que correu o mundo, chamada “Perfeição“.
A tirinha que inspiriou a criação do vídeo:

Mensagem do Santo Padre Francisco para a Quaresma de 2016

«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).
As obras de misericórdia no caminho jubilar»
 
1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada
 
Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.
 
Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.
 
2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia
 
O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.
 
Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.
 
Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d'Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.
 
3. As obras de misericórdia
 
A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.
 
Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.
 
Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.
 
Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).
 
Vaticano, 4 de Outubro de 2015
Festa de S. Francisco de Assis
Francisco
[© Copyright - Libreria Editrice Vaticana] Daqui 
Imagem: Papa Francisco / Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O que é mais importante?

"Um professor de filosofia decidiu fazer um exercício com a sua turma. Entrou na sala de aula, com um grande saco preto de onde tirou um frasco vazio. De seguida, sentou-se, olhou para os alunos, fez silêncio e começou a encher o frasco com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes:
- O frasco está cheio? Todos foram unânimes na resposta, respondendo que sim. De seguida, o professor abriu uma caixa de clips e despejou-a dentro do frasco. Os clips preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe, ao que o professor voltou a perguntar: - O frasco continua cheio?
- O que acham agora? O frasco continua cheio?
Ao que todos os alunos responderam que sim. Posto isto, o professor agarrou numa caixa de areia e despejou-a para dentro do frasco. Obviamente que a areia preencheu os espaços vazios entre as bolas de golfe e os clips, ao que o professor voltou a perguntar: Todos os alunos rapidamente responderam que sim.
- Quero que percebam que este frasco simboliza a vida. As bolas de golfe simbolizam as coisas mais importantes que temos na vida, a família, os amigos, a saúde, a alegria e as coisas que nos apaixonam. Ou seja, são as coisas que mesmo que se perdêssemos tudo, a nossa vida ainda continuava cheia.
Em seguida, o professor abriu uma garrafa e adicionou água ao frasco até este ficar raso, preenchendo todos os espaços vazios entre as bolas de golfe, os clips e a areia. Os alunos começaram a sorrir e o professor disse: Olhou para o frasco, sorriu para os alunos e acrescentou: - Os clips são as outras coisas importantes que temos na vida, como a casa, o dinheiro, as viagens, entre muitas outras coisas. Já a areia é tudo o resto, ou seja, as pequenas coisas que temos na vida.
O professor sorriu e disse:
Num tom mais sério, o professor olhou para os alunos e disse: - Agora reparem, se primeiro colocarmos a areia no frasco, não haverá espaço para os clips, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se investirmos todo o nosso tempo e energia apenas nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para colocar as coisas que realmente importam. Devemos estabelecer as nossas prioridades e objetivos e o resto é só areia. Um dos alunos, curioso, levantou o braço e perguntou: - Então e o que representa a água?
- Ainda bem que fazes essa pergunta. A água foi só para vos mostrar que por mais ocupada que seja a nossa vida, há sempre lugar para beber um copo ou estar com aqueles que realmente importam para nós."
Autor desconhecido Daqui

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Por que Heloísa? - vídeo de reflexão sobre o conceito de deficiência

Em “Por que Heloísa?”, a autora Cristiana Soares baseou-se numa história real para levar o espetador a repensar o conceito de deficiência.
A curta-metragem dá continuidade à trajetória de Heloísa, uma menina de 6 anos com paralisia cerebral, a partir do seu primeiro dia de aulas, numa escola. Mostra também outros aspetos da primeira infância como as suas relações  familiares.
O vídeo apresenta recursos acessíveis para pessoas com deficiências auditiva e visual.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Moshe Haelion - sobrevivente de Auschwitz



Um privilégio enorme ter conhecido Moshe Haelion e ter ouvido o seu impressionante testemunho de como sobreviveu ao maior campo de concentração nazi e que tão bem retratou em " Las Angustias del Enferno", tendo sido o único membro da sua família a sobreviver a Auschwitz. 
Nasceu em Tessalónica, Grécia, em 1925. Em abril de 1943, Haelion foi mandado para Auschwitz. 
Sobreviveu a duas marchas da morte e a trabalhos forçados em campos nazis. 

É preciso aprender a história do passado para viver no presente e enfrentar o futuro!


imagens daqui

Mais palavras para quê?


Israel autoriza homens e mulheres a rezarem juntos no Muro das Lamentações

Israel aprovou, este domingo, dia 31 de janeiro, uma resolução histórica que rompe com o controlo exclusivo dos ultraortodoxos do Muro das Lamentações em Jerusalém e permite que homens e mulheres possam rezar em conjunto naquele local, considerado o mais sagrado do judaísmo.

Com 15 votos a favor e cinco contra, o Governo israelita aprovou um plano que prevê a criação de uma nova praça em frente ao muro milenar, na qual os membros das correntes conservadora e reformista do judaísmo vão poder rezar de forma igualitária e sem separação por sexos.
Até à data, o acesso ao Muro das Lamentações, incluindo os serviços e as atividades religiosas realizados naquela zona, estavam controlados pela corrente ultraortodoxa. Segundo as regras estabelecidas, as orações dos dois sexos decorriam de forma separada.
Segundo a resolução aprovada este domingo, tanto as áreas atualmente segregadas por sexos, como a nova zona destinada às correntes não ultraortodoxas vão ter um acesso comum.
Esta decisão, qualificada como histórica, vai ao encontro das reivindicações de vários grupos progressistas judeus, incluindo o grupo "Mulheres do Muro", movimento que luta há 27 anos pelo fim do monopólio dos ultraortodoxos e pelo direito das mulheres de rezarem em conjunto com os homens naquele lugar sagrado.
O Muro das Lamentações é o local mais sagrado do judaísmo porque se trata do último vestígio do Segundo Templo, destruído pelos romanos em 70 d.C. (depois de Cristo).

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